23 de out de 2012

“Quando a dualidade se dissipa, a Unidade é realidade”

Foto de Eliza Carneiro

Na sensibilidade da foto de Eliza Carneiro vemos num primeiro plano a folha que oculta a claridade que está por detrás. Assim, nossos olhos focalizam dois planos - o da folha e o fundo que lhe dá a referência.
Analogamente, quando nos dividimos entre duas referências experienciamos  o mundo dual das polaridades - muitas vezes, causa de nossas dores e dilemas, que geram a  separação, a fragmentação e, conseqüentemente a postura defensiva ou até ofensiva na  relação com as coisas da vida.

Contudo, ao observarmos a parte da folha que se decompõe percebemos que os planos se integram... então não há mais sobreposição ou separação.  
Assim, também acontece quando transcendemos a nossa visão para além do que as formas representam.

E, quando a dualidade se dissipa, a Unidade é realidade.
E, já não precisamos mais nos defender, esquivar ou armar.
Apenas AMAR e seguir.

Pois, na Unidade os “combates e as competições de qualquer gênero perdem sua utilidade”.
Abrimos mão do arco e da flecha porque não precisamos mais atingir alvo algum.

Somos o próprio alvo, o nosso coração.
O “coração puro e despido de qualquer preocupação” que agora desperta!

Então, o coração pulsa! A Vida pulsa... em mim... em ti... em tudo ao redor.
Renascemos em Gratidão onde não há mais espaço para a dor...
Somente para o calor afetuoso do Amor.

“Quando não tiver mais nada
Nem chão, nem escada
Escudo ou espada
O seu coração
Acordará!...
Quando estiver com tudo
Lã, cetim, veludo
Espada e escudo
Sua consciência
Adormecerá!...
E acordará no mesmo lugar
Do ar até o arterial
No mesmo lar
No mesmo quintal
Da alma ao corpo material...
Quando não se têm mais nada
Não se perde nada
Escudo ou espada
Pode ser o que se for
Livre do temor...
Quando se acabou com tudo
Espada e escudo
Forma e conteúdo
Já então agora dá
Para dar amor...
Amor dará e receberá
Do ar, pulmão
Da lágrima, sal
Amor dará e receberá
Da luz, visão
Do tempo espiral...
Amor dará e receberá
Do braço, mão
Da boca, vogal
Amor dará e receberá
Da morte
O seu dia natal...
Adeus Dor...”*

Agora é só AMOR.

* MANTRA – Nando Reis e Arnaldo Antunes

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