26 de dez de 2011

Gratidão ao FELIZ ANO VELHO, Reverência ao FELIZ ANO NOVO!


Em gratidão ao Feliz Ano Velho que se despede, com todas as conquistas vitoriosas e com todos os dissabores que tornaram todos os desafios, “presentes” divinos de transformação, sentimo-nos mais lapidados... reluzentes!!

Assim, finalizando o nosso ano de atividades em 2011, celebramos a União vivenciada no Espaço Matrix, que nos trouxe os maiores presentes de crescimento e evolução, nos benefícios promovidos em nossos encontros presenciais por intermédio das oficinas, meditações, workshops e, também virtuais, na troca de e-mails e nas mensagens via blog.

            Em profunda Gratidão e Amor, o Espaço Matrix reverencia a divindade que existe em cada um de vocês que fizeram parte do 1º ano de vida do Espaço, contribuindo com o espírito de comunhão na construção de uma Nova Visão que já se faz presente!

Cultivar o Espírito da Paz em nossas relações começa com esse cultivo dentro de nós, no nosso silêncio interior.

Que carreguemos este estado de paz conquistado em nossos encontros, sustentando-os e aprimorando-os, como base sólida para o ano novo que se inicia, lembrando-nos de que “não devemos subestimar a potência de uma pessoa pacífica em uma família, no ambiente de trabalho ou em outros grupos. Nós podemos e fazemos uma grande diferença, gerando a paz”.
Onde, “o nosso papel durante estes tempos fundamentais é estar na vanguarda das mudanças da sociedade”*

            “Quando conseguimos somar nossa enorme riqueza interior para criar um tesouro de amor e sabedoria que esteja ao alcance de todos, ficamos todos interligados no mecanismo único da criação eterna”.**
Namastê.

De braços abertos, nos colocamos receptivos para o FELIZ ANO NOVO!!!

Nos vemos em 2012!! Até a volta!!

* Por, Selácia, Mensagem do Conselho dos 12.
** Osho, Tarô Zen.

19 de dez de 2011

PROSPERIDADE – um estado de Espírito, um estado de SER

Prosperidade para Todos


A prosperidade pode ter inúmeros significados e intenções.
Contudo, a que me proporciona maior sentido e me torna feliz é quando percebo a Prosperidade como um estado de espírito, uma revelação de ser – Ser Essencial – um estado intrínseco de alegria, fraternidade, gratidão e reverência a tudo e a todos que compõe a grande escola a que chamamos VIDA.

E, a partir desse novo “estado” de percepção de ser, a prosperidade se revela em sucesso na vida pessoal, quando transformamos todo potencial interno em atitudes positivas nas nossas relações com as pessoas, com o talento criativo, com o trabalho, com as finanças, pois estabelecemos uma nova via de aprendizado, sob a conexão da Prosperidade Divina – herança para todos.

Aproveitando o ensejo dessa época mágica de festividades, manifesto em minha mais profunda intenção - a Prosperidade - a todos, sem exceção, minha Grande Família na Terra:

* minha família atual, minha família de origem e nossos ancestrais – com todos os aprendizados nas relações que estabelecemos para compreendermos nossos propósitos e colocá-los em atividade para prosperar e reverberar aos sete ventos.

* minha família de amigos de alma – com quem tenho a oportunidade do re-encontro para aprendermos, juntos, a trilhar o caminho do Bem, do Belo e da Luz.

* minha família de amigos parceiros do dia-a-dia, da semana-a semana; do mês-a mês, do ano-a-ano; do ‘de-vez-em-quando’, do ‘de repente’ - que com suas breves ou mais freqüentes participações, promovem trocas valiosíssimas de aprendizado profundo.  

Enfim, à minha família de ontem, de hoje e sempre, que a PROSPERIDADE – dádiva Divina inerente a todos – seja reconhecida e reencontrada em sua Vida, em nossas Vidas.

E, Ela está dentro de nós, no nosso coração – ponte que nos une ao Divino – para ser revelada e reverberar em nós e ao nosso redor.

Com esse sentimento, estivemos em 2011 - em União - no Espaço Matrix, fazendo prosperar nossos talentos, nossos serviços, nossas mais puras intenções.

A foto acima – a “Árvore dos Amigos em Prosperidade” - com os nossos nomes gravados, simboliza esse estado vivo de prosperidade embasada na fraternidade entre todos os seres que estiveram conosco em “presença de espírito”, desde as atividades de concepção, construção até as atividades presenciais e também atividades virtuais neste ano de 2011. 

Sintam-se todos envolvidos por essa emanação de Amor e Prosperidade – disponível a todos nós.   

Que o espírito de prosperidade que nos moveu até aqui, se amplie às espirais mais elevadas, trazendo em 2012, as expressões mais sublimes de nossos talentos na revelação contínua e plena de nosso Ser Essencial!

2012 – Ano de PAZ, AMOR e LUZ!

13 de dez de 2011

“Sob nova direção”


Estamos finalizando mais um ano, mais um ciclo de vivência, de serviço, quando, já em contagem regressiva, buscamos nova pausa para novos balanços: pontuar conquistas realizadas, traçar metas para a próxima fase que se aproxima.

O tema sugestivo do artigo dessa semana nos orienta a uma Nova Direção para 2012, “sob nova direção” - a dos anseios mais sublimes de nossa alma, como tônica principal de todos os planos e metas que venhamos a realizar no próximo ano.

É, também, um convite para novas posturas mais serenas e equilibradas, concebidas pelo contato com o nosso Ser Essencial, prática que exercitamos durante esse primeiro ciclo inaugural no Espaço Matrix, por intermédio de nossas atividades.  

Onde aprendemos e apreendemos o conceito de que “há uma necessidade imperiosa de encontrar uma direção na roda do mundo”, em que “a direção que emerge da mudança de hábitos obsoletos do passado tem de ser motivada pelo seu eu interior”.*

Assim, nesse período de pausa, onde nos dedicamos às festividades externas, o nosso convite é também, abrirmos espaço para uma pausa na busca da nossa “festividade interna”, para descobrirmos “o que nos dá alegria ou produz uma certeza interior de ser a coisa certa nas atuais circunstâncias”.*

“Nas atuais circunstâncias”, considerando-se a importância do foco de atenção que damos a cada momento presente, do papel das mudanças e da impermanência da forma contidas nos processos evolutivos - temas amplamente abordados nos artigos do Blog Matrix, em 2011.   

E, “foco de atenção” é a palavra de Ordem, que nos convida a “deixar de lado as distrações para centrarmo-nos em quem Somos em todas as situações”. O que nos rege no âmago do nosso ser?

Quando centrados no âmago do nosso ser, toda “tensão é transformada em clara intenção” que nos orienta a manifestar o melhor de nós em toda e qualquer situação da vida cotidiana.

Então, vamos descobrindo que não precisamos mais de mapas que nos mostrem o caminho. Vamos recordando, aos poucos “da memória vibracional em nossas células” pois, “os átomos se lembram do nosso nascimento na origem do universo”.

“A recordação do estado puro de ser dá à nossa energia, e possivelmente até mesmo ao nosso DNA, a capacidade de mudar de acordo com o nosso verdadeiro eu”.

E, quanto mais cientes estivermos desse estado profundo de Ser – “da beleza, da verdade e do amor” – nossas células vão se nutrindo desses novos padrões. E nossos dons vão se revelando para serem aplicados, colocados à disposição do mesmo universo que nos gerou.

“Eu me recordo da minha essência e dos meus dons, e os estou aplicando no propósito da minha alma”.*

Com essa afirmação, nos inspiramos e a todos, para as realizações em 2012, “sob nova direção” - a do Ser Essencial!

NAMASTÊ

*Cura Vibracional Prática – Rowena Pattee Kryder  

7 de dez de 2011

No Espírito da FRATERNIDADE

“Quando conseguimos somar nossa enorme riqueza interior para criar um tesouro de amor e sabedoria que esteja ao alcance de todos, ficamos todos interligados no mecanismo único da criação eterna”.
(Nós Somos o Mundo – ‘O tarô Zen, de OSHO)


Quando ouvimos a nossa Voz Interior, nos reconhecemos em nós mesmos, acessamos a memória além da nossa origem familiar... a memória da Origem primordial a que todos, como humanidade, pertencemos.

Então, ao nos reconhecermos a partir dessa Origem começamos a descobrir as nossas qualidades mais verdadeiras, as qualidades intrínsecas que nos alegram o coração e que se revelam em qualquer atividade da vida – pessoal, familiar, social, profissional -, pois essas qualidades são as virtudes divinas, herança inerente a todos nós, que só têm função quando reconhecidas e colocadas à disposição do Universo, sem expectativas e sem interesses.

E, quando cada um de nós, em sua redescoberta pessoal aciona o melhor de Si, modifica todo o padrão de funcionamento nas relações.
Podem parecer pequenos detalhes, aqui e acolá, imperceptíveis à primeira vista, mas que vão se configurando numa Nova Visão, num movimento suave, porém consistente, a cada novo ser que se abre a essa nova perspectiva de Ser.

Então percebemos, às vésperas das festividades natalinas, que o Espírito da Fraternidade está bem aqui, agora, nesse momento, nessa comunhão entre nós, até mesmo por intermédio desse texto.
Pois deste lado da tela, na minha mais pura intenção, coloco no ‘papel’ a expressão do que me move e me faz feliz nessa caminhada na Vida. E, do seu lado da tela, está você, receptivo a esse encontro, no momento da leitura. Assim, ambos, independentemente dos pontos de vista, neste exato agora, estamos em contato, em comunhão - enquanto isentos de julgamentos.

E essas conexões, embora não perceptíveis, são múltiplas e infindáveis, neste mundo de relações pessoais ou virtuais, onde a distância física é apenas um detalhe da terceira dimensão. Talvez seja por isso que o almejado Espírito da Fraternidade ainda pareça estar “invisível” nesse ‘mundo de caos’.

Mas, como acabamos de constatar, Ele existe, está bem vivo, desperto e atuante!
Só nos resta retomar a Consciência e nos alegrarmos na vivência dessa imensa dádiva de convivência!

Namastê.

1 de dez de 2011

VIVER A VERDADE – transformando a Vida em prece

A Verdade dentro de cada um de nós é COR, MOVIMENTO e LUZ!*

... é  ALEGRIA, HARMONIA, AMOR e LEVEZA!! *



Entramos, oficialmente, no último mês de 2011, sinalizando o término de mais um ano, quando o cansaço da caminhada somado à energia dispensada aos preparativos das festividades tornam o nosso tempo/espaço mais curto e limitado, promovendo certo estado de agitação interior, que revela o uso da nossa energia mal aplicada - causa da sensação de exaustão, mas também, do lembrete sábio da necessidade das férias, da pausa, do repouso e do silêncio que organiza.

            Pois, para sair do turbilhão das exigências externas, sabemos que o melhor lugar é o centro do furacão – o centramento dentro de nós - que estabiliza as energias para que possamos escutar a nossa verdade, a nossa voz interior que funciona como um guia inteligente, um GPS que indica o melhor caminho. Afinal, um novo ano apresenta-se como grande Oportunidade de correção de rotas.

            E, neste convite de acerto de rotas, lembramos que viver a nossa verdade interior é o caminho mais simples - que nos remete ao artigo anterior “Simplicidade como caminho” - que ocorre, a cada momento em que nos dispomos a OUVIR a Voz Interior, onde o coração transforma toda e qualquer “técnica” em vivência “Real”, que provém da realeza de nossa origem divina que passa a atuar na nossa experiência de vida em cada gesto, pensamento ou sentimento, organizando de forma sábia o correto uso das nossas energias, agora sem desperdícios.
           
            Então, compreendemos a máxima que diz:

“Se você encontrou a sua verdade dentro de você, não há mais nada para descobrir em toda esta existência. A verdade está atuando por meio de você.” **

            Assim, a vida se torna mais leve, pois nesse estado de serenidade, ancorado nesse centramento em si, as dualidades do caminho são mais facilmente superadas, diante da aceitação de tudo o que é, nos remetendo à nossa parcela de responsabilidade no “como” viver, em plena consciência de escolha.

            Pois, podemos viver sob a influência da superfície externa do furacão, da agitação, do caminho mais árduo, ou podemos viver, a partir do centro, sob a influência da sabedoria interior que não se deixa levar pelas intempéries externas e que transforma a Vida em Verdade. E, quando você vive como Verdade, torna-se – “cheio de vida, radiante, satisfeito, abençoado, uma canção em si mesmo. Toda a sua vida se transforma em uma prece sem palavras ou, melhor dizendo, em um estado de oração, eu um estado de graça, de beleza que não pertence a esse mundo, em um raio de luz vindo do além, iluminando a escuridão do nosso mundo”.*

            É com esse espírito que nos inspiramos a entrar nesse mês de dezembro, em preparação para a verdadeira festividade a ser comemorada nos dias vindouros.


* Fotos dos trabalhos na Meditação Semanal do Espaço Matrix
** A Voz Interior – ‘O tarô Zen, de Osho’







23 de nov de 2011

SIMPLICIDADE como caminho

“Simplicidade no meio da Complexidade”


No encontro com a Simplicidade... o “contato consigo mesmo” acontece.

Falando em simplicidade, penso, como às vezes um simples termo como o “Simples assim” que tem como intuito nos remeter à ‘descomplicação’, pode ressoar em nós de diversas maneiras, gerando infinitas ‘formas-pensamento’ e ‘formas-sentimento’, de acordo com o nosso “estado de espírito” - a nossa consciência, naquele exato momento.

Então, uma frase tão ‘simples assim’ pode abrir espaço para infinitas complexidades na nossa vida quando nos permitimos influenciar por pensamentos e sentimentos que dela ressoam de forma negativa - da sensação de inabilidade de acesso a essa simplicidade ao soar prepotente que pode produzir - apenas para citar algumas possibilidades, diante das inúmeras combinações nas quais nossa mente e nossa emoção resolvam dar atenção.

Mas, também, por outro lado, pode ‘simplesmente’ dar acesso a uma sensação quase mágica, quando surge como forma de solução para algo que não via mais saída, abastecendo a nossa vida, inicialmente de leveza, seguida por um sentimento de gratidão, nem sempre reconhecido de imediato, a esses ‘flashes’ de inspiração que nos libertam.

E, ainda que sejam breves esses ‘lampejos’, é exatamente nesse momento que entramos em sintonia com o tão almejado “contato consigo mesmo” - com o nosso ser essencial – fonte de harmonia, sabedoria e serenidade.  “Simples assim!!”

De fato, é muito mais simples falar do que fazer, mas ainda assim, mais uma vez, dependemos do estado de espírito ou grau de consciência “naquele momento”, ou se preferirmos - dependemos de como relacionamos o olhar do observador externo ao do Observador interno, para poder transformar a conhecida frase “Fácil falar, difícil fazer” em “Não custa tentar”!

E, descobrimos mais uma vez que: “Falar é fácil. O problema é que aceitar, muitas vezes, na prática, não é tão simples assim.”*

Aceitar a comunhão do serviço do ‘observador externo’ com o do ‘Observador Interno’ – ou seja - aquele que atua em cena protagonizando um personagem com Aquele que dirige a cena, respectivamente.

A dificuldade em aceitar essa comunhão, surge da dualidade que se compõe a partir da contraposição desses dois olhares:
- o do observador externo, quando ao atuar na vida excede à ação de seu papel, muitas vezes ‘apoderando-se’ e até ‘apegando-se’ dos pensamentos e sentimentos que o seu personagem representa, como se lhes pertencesse (identificação com a forma);
- o do Observador Interno que sabe, em sua simplicidade que, o que ocorre é apenas mais um capítulo da linha de uma vida que compõe uma das inúmeras histórias vivenciadas pelos diversos personagens (sabedoria da essência).

Contudo, ambos, “observador externo” e “Observador Interno” são necessários para o bom andamento da história. Um não prospera sem a participação do outro.

E, “simplesmente” lançar um olhar conciliador não parece tão simples para que uma integração entre as duas partes ocorra promovendo o desejado estado de COMUNHÃO.
Tudo requer prática e, de preferência, com constância.

            E, para isso, diversas “técnicas’ nos são oferecidas e cada qual possui o seu mérito, ainda que não atinjam sua real intenção, no caso: promover a integração como caminho de comunhão.

Pois, a técnica por si só não é suficiente para nos conduzir ao pleno êxito.
É necessário reconhecer, utilizar-se, mas também transcender a tão necessária ‘racionalidade’ pura de uma técnica (que nos promove o entendimento intelectual) acionando a ‘chave do coração’ – o Amor – que integra o racional ao irracional, dando vida, dando alma à técnica, tornando-a não apenas mais simples e fluida como também, eficaz. Pois, essencialmente, a simplicidade faz transcender todos os obstáculos mais concretos.

Quando saímos do estado engessado da teoria e da complexidade da mente e acionamos a chave do coração, saímos da polaridade do “saber” intelectual para acessarmos o “saber intrínseco”, que se integra em boa medida, com o “sentir” do coração - que promove o contato real com a experiência - e, assim nos habilitamos a “fazer” o que seja necessário, sem ter que percorrer circuitos complicados e complexos que só retardam a conclusão de uma realização.

Ao “saber, sentir e fazer” no sentido mais genuíno da palavra integramos “mente, coração e ação” – unimos o observador externo ao Observador Interno para trabalharem em comunhão.   

Mas, a grande chave que promove essa ‘liga’ que conduz à tal simplicidade é o Coração – o sentir que nos faz “entrar em contato” não apenas com o conforto agradável da nossa essência sábia e serena (o Observador Interno), mas também com o desconforto das dores do observador externo que vivencia as cenas como ator da história da vida. 

Assim também acontece conosco, pois muitas vezes, almejamos apenas o contato com o Observador Interno que nos promove o bem-estar e a plenitude, esquecendo-nos de que para realizarmos esse trabalho em equipe, faz parte acessar o contato com as dores contidas na experiência do observador externo – o personagem. Lembrando que, entrar em contato com a dor é muito diferente de identificar-se com a dor.

E aqui, mais uma vez, cito um trecho de um artigo de Maria Lucia Lee que realiza um trabalho primoroso do “contato consigo mesmo” por intermédio das práticas corporais chinesas, numa observação que me remete quanto a ‘dualidade’ de minha origem ocidental com raízes orientais, auxiliando-me no trabalho com afinco, porém com muito amor que realizo em busca dessa comunhão:

“No Ocidente, as pessoas evitam as sensações que consideram desagradáveis. Querem apenas sentir relaxamento e conforto e, para evitar sensações, não realizam as práticas com a devida intenção, amplitude e esforço. É quando os mestres dizem que o movimento não chegou no ‘ponto’, ou seja, não chegou a obter o ‘qi’ (de qi) e, portanto, não obteve efeito terapêutico.
Quando se sente algo em sua intensidade, é possível reconhecer a vida. É quando as coisas fluem e se realizam naturalmente. Não se fica fora de si mesmo, mistificando os exercícios, atribuindo a eles resultados milagrosos. Também não há medo ou desprezo, como acontece com muitos que ainda não conseguem compreender as práticas corporais chinesas.
Eles são meios para que possamos nos reencontrar, estar em contato conosco. É no fazer e sentir que reconhecemos a vida e o Ser. A confiança não surge do fazer. Ela vem do sentir.”*

Finalizo, com Créditos de Gratidão:
À Maria Lucia Lee, que com toda a simplicidade do Ser promove ‘lampejos’ de entendimento e compreensão para o contato real com o Ser Interior, não apenas pelas práticas corporais chinesas, como também por seus ricos artigos. (link abaixo)
Aos meus familiares e amigos que promovem exercícios reais para esse contato.




16 de nov de 2011

Os efeitos benéficos do encontro consigo mesmo

*Foto tirada por Ada Moderiano em “efeito espelho”

Toda prática que nos conduz ao olhar interior – à nossa essência divina - seja por intermédio das religiões, egrégoras, meditações, filosofias, artes (corporais, musicais, plásticas), palestras, workshops, textos e mensagens que nos chegam pelos múltiplos caminhos do mundo tecnológico e até mesmo por pequenos gestos nas nossas interações cotidianas - como um olhar compassivo, uma palavra de carinho, um abraço, um “ouvido” - contribui, silenciosamente para a construção de uma Nova Visão, um novo viver que estabelece na face da Terra uma tônica mais amorosa, compassiva e integrativa.

Pois, conforme comentamos nos artigos anteriores é esse olhar amoroso produzido pelo encontro consigo mesmo, com as nossas raízes e com a nossa essência divina que nos faz reconhecer a todos como iguais, reconstruindo essa nova visão de totalidade e Unidade.

O olhar amoroso para si, faz despertar o olhar amoroso para com o nosso próximo, dissolvendo por intermédio do perdão (principalmente a si mesmo) todas as aparentes diferenças que nos separam uns dos outros, restabelecendo a percepção do pertencimento como direito inerente de todos nós como imagem e semelhança do Criador.

O perdão torna a nossa bagagem mais leve nessa travessia que é a vida.
E, quando esse exercício do perdão se torna uma constante em nosso viver cotidiano, constatamos por experiência própria que, quanto mais nos despojamos de toda a carga de amargura, ressentimentos, mágoas, culpas e julgamentos, mais “alto” podemos chegar. Entende-se por “alto”, um estado mais sublime - de alegria, de confiança, de bem-aventurança - que não nos exime dos desafios, contudo nos capacita a vivenciá-los de forma mais realista, assertiva, eficaz e com muito mais leveza e rapidez – expressão da Sabedoria realizada com Amor.

Então, a nossa passagem pela vida passa a ter outro sabor, outro aroma, um novo significado, pois “quando você vai mais fundo dentro de si mesmo, fatalmente encontra figuras muito queridas” *, uma vez que pode olhar com Amor para o propósito a que suas “sombras” lhes servem, ao perceber o “efeito espelho” que o “outro” lhe remete - caminho que unifica e liberta. (Tal qual a imagem da foto acima, que por intermédio do efeito espelho, forma em seu centro a sugestiva imagem da liberdade representada pelas asas, nas figuras simétricas que se unem ao centro da foto).
  
            E, então, vamos redescobrindo aos poucos, a beleza e a luminosidade de nossa verdadeira essência e, melhor ainda, vamos permitindo o fluir dessa essência, revelando ao mundo todos os nossos talentos natos que dela provém e que vão configurando a missão a que viemos para servir, cada qual com a sua nota única e especial, contribuindo para o Todo. Onde há espaço para todos, agora sem competições, apenas comunhão!

E, assim despertamos para a percepção da plenitude - quando o propósito da missão se une às habilidades pessoais, até então adormecidas e ocultas, mas com todo seu potencial reservado para a grande hora, a grande obra!

E, num lampejo compreendemos que o momento para realizar a grande obra é sempre o AGORA - nem o antes e nem o depois - pois cada instante presente nos oferece essa oportunidade do “encontro consigo mesmo” que nos capacita a exercitar as mais belas “figuras” de nós mesmos para o Servir. 

* Zen – sua história e seus ensinamentos - OSHO

10 de nov de 2011

AMOR Compassivo, ‘portal’ para um novo caminho de Luz!

Kuan Yin
Amor Compassivo, Misericórdia e Perdão


Em continuidade ao artigo da semana passada, vimos que uma nova visão de Unidade pode iniciar-se com o primeiro olhar amoroso, não apenas para as nossas dificuldades, mas também para as nossas habilidades.
Muitos de nós crescemos sob as bases do conceito do sofrimento e limitação como se fossem fardos que necessitassem superação “a duras penas”.

Contudo, um olhar amoroso, modifica e facilita o transcender de nossas tarefas mais árduas, de nossas feridas mais profundas, pois a forma como nos percebemos e percebemos as situações ao nosso redor determinam a tônica do nosso aprendizado – dor ou amor?

E essa tônica faz vibrar na mesma freqüência, as nossas relações – pessoas e situações, que vão delineando formas mais harmoniosas ou não, nessa passagem que é a nossa vida na matéria.

Os resultados entre os aprendizados ancorados na culpa ou auto-punição (apoiadas  nas bases do medo  gerado pela percepção da separação) ou no auto-amor (com base na capacitação gerada pela confiança em nossa origem divina) podem até ser ou parecer semelhantes porém, com certeza, são distintos em seu processo – peso ou leveza, resistência ou aceitação, limitação ou liberdade.
Contudo, não há certo ou errado, não há o vangloriar-se, nem tampouco, o punir-se.
Há o perceber-se, o integrar-se para amar-se e, então, descobrir o caminho do “AMOR Compassivo – ‘portal’ para um caminho de Luz”.

Assim, no intuito de aprender a olhar a vida com olhos de amor, qualifique-se, olhe seus progressos, por menores que possam parecer, pois dentro de um contexto maior, você perceberá que seus avanços foram significativos. E eles lhes servirão de combustível para um caminhar mais sereno e tranqüilo sem, contudo, deixar de realizar o que sua alma veio aprimorar e também revelar.

Podemos reconstruir um caminho com novas formas, desconstruindo as antigas formas com gratidão por todo aprendizado que nos proporcionou para chegarmos até esse ponto de nossa caminhada. Promovendo um equilíbrio entre o antigo e o novo, entendendo que mesmo diante do “esfacelamento das formas tradicionais e da construção de novas, há necessidade de adaptação”, onde, ao “evitarmos o perigo da cristalização através da flexibilidade e expansão” compreendemos que ‘a velha ordem está mudando’, mas basicamente, é uma mudança de dimensão e de aspecto, e não de material ou fundamento”. Pois, “os fundamentos sempre foram verdadeiros”.  
E, hoje podemos fazer parte de uma nova geração que reconhece que “lhe cabe uma parcela na preservação dos aspectos essenciais da forma tradicional e amada, mas cabe-lhe, igualmente, a sua expansão e o seu enriquecimento”.
Onde, “a cada ciclo terá de acrescentar as conquistas de novas pesquisas e trabalhos científicos, eliminando aquilo que está gasto e destituído de valor. E, cada época terá de construir o produto e os triunfos de seu período, abandonando as realizações passadas que possam diminuir e distorcer os contornos atuais”.

E, então, a cada um que compõe essa nova geração de seres de Amor, a partir da aceitação de suas responsabilidades pessoais no que tange a ancoragem desse Amor em suas vidas “é dada uma alegria de demonstrar a força dos fundamentos antigos e a oportunidade para construir, sobre eles, uma estrutura que atenda às necessidades da vida interna em evolução”.*

Restabelecer hábitos harmoniosos, provindos do contato com o nosso coração, fonte de Amor e Compaixão, torna a nossa vida uma oportunidade sempre presente de contínua evolução em elevação.

Em Gratidão e Amor.

* Em itálico – fragmentos do Livro “Iniciação Humana e Solar” – Alice Bailey




3 de nov de 2011

Uma Nova Visão começa com um primeiro olhar

                                                 Foto tirada no jardim do Espaço Matrix
                                                                             UNIDADE

Uma NOVA VISÃO (Unidade) pode despontar em nossas vidas, quando nos abrimos à percepção das sincronicidades em nosso dia-a-dia - que se revelam em “textos, vivências e pequenos fatos que nos vem ao encontro, para somente comprovar a maravilhosa união que existe entre todos os seres” (Rosely C. Indalêncio) – onde, mais uma vez o ‘Namastê’* se manifesta na prática, acendendo luzes em nosso caminho.

E, para permitirmo-nos essa Nova Visão é preciso, antes, lançarmos um primeiro olhar: o olhar interior, para a nossa sabedoria interna - que promove o olhar para si mesmo, nossa essência divina e também para a nossa humanidade com todos os seus dissabores – mas, com amor e compaixão.

E assim, no contato com a nossa humanidade, ao reconhecermos os dissabores que a acompanham – uma dor, um sofrimento, uma raiva, uma dificuldade, uma frustração – entendemos seu propósito com o entendimento do coração e nos capacitamos ao desapego de padrões acolhidos por nós em algum momento de nossa história, que nos impedem de amar a nós mesmos e conseqüentemente de amar genuinamente ao nosso próximo.

É o olhar amoroso e compassivo para a nossa humanidade que promove a auto-cura, quando ao acessarmos o ser essencial dentro de nós, passamos a entender que: “Curar é encontrar a Luz que reside em todas as situações, coisas e pessoas. É voltar-se para Si mesmo, Entregar, Integrar, Sacralizar: é revelar o Divino através do Humano” (Cris Boog)

Assim, “algo ambiguamente forte e sutil acontece quando exercitamos o olhar para dentro, para fora, para nós e para o outro, um processo de dor e alegria. Dor, quando as remanescências de nossa história de vida incidem em nossa dificuldade de enxergar possibilidades de nos conhecer, de olhar o outro. Alegria, quando ultrapassamos essa limitação remetendo-nos a uma ilha de paz proporcionada pela fusão de olhares, que nos foi possível transcender...” (Margaréte May Berkenbrock Rosito)

E, a partir dessa transcendência, promovida pelo contato com a sabedoria interior, nos desapegamos dos julgamentos e das expectativas, que tanto distorcem o nosso olhar, dificultando-nos à Nova Visão, ao mesmo tempo em que nos capacitamos a uma visão mais integrada de nós mesmos, que permite a comunhão da nossa materialidade com a nossa espiritualidade.

Essa nova percepção de si renova o nosso brilho próprio, desperta o nosso entusiasmo para as nossas realizações cotidianas, promove um novo impulso que se espalha ao nosso redor, fazendo-nos entender que “só um corpo integrado com todas as partes pode se abastecer do que lhe falta e doar o que nele é excesso”(Mensagens de Mãe Maria), reforçando a nossa convicção na construção de um mundo melhor, onde: 
"Aquele que reencontrou a luz vibra a freqüência da luz que se expressa pela manifestação do amor em vosso mundo, e, manifestando o amor se torna o espelho da perfeição que toca o outro, refletindo a verdade de que viestes ao mundo para ser feliz."
(Mensagens de Mãe Maria)
            Este artigo é o fruto do acolhimento das sincronicidades que me chegaram por meio de textos e frases citados em itálico, da convivência e do compartilhar com todas as pessoas e situações que fazem parte do meu viver. Minha gratidão pela oportunidade desse encontro e pela contribuição de todos vocês na construção desse artigo.
Namastê*
*Vide artigo anterior, nesse blog.

27 de out de 2011

NAMASTÊ na prática

Descobri, na prática, há um ano, o significado da palavra NAMASTÊ.

O Espaço Matrix estava em seu processo de concretização na forma, com uma rica diversidade de potenciais humanos, que contribuíam com seus talentos natos na reforma de um espaço que serviu por muitos anos a um propósito específico e que, naquele momento, estava sendo ‘desconstruído’ para abrigar uma nova forma.

Quando então, naquela experiência que vivenciávamos, aprendemos que “nada no mundo da forma é permanente” e que, “a aceitação da impermanência da forma faz revelar a essência que a sustenta para cumprir o seu propósito”.*
           
Naquele momento, o primeiro de muitos “Namastês” vinham à tona, quando despertamos “a gratidão à forma que serviu, abrindo espaço para o renascimento de uma nova forma que, agora, também se prestava ao novo serviço”.*

Então, a cada dia, dos noventa dias de reforma, o “Namastê” surgia espontaneamente nos gestos, nas palavras e nas atitudes de afeição, respeito, cuidado, entendimento, harmonia onde cada um revelava sua realeza de forma tão natural.

Por fim, na despedida com o pintor Sérgio, o termo Namastê, tomou a forma verbalizada, quando ele, já no portão me disse, com tanta simplicidade e com um movimento corporal tão espontâneo, ao reportar sua mão ao coração: “O meu Cristo saúda o seu Cristo”.

Foi então que entendi que Namastê é uma palavra universal, que transcende os múltiplos credos, culturas e raças – e que o aplicamos em inúmeras situações do nosso cotidiano, como pudemos perceber e, mais que isso, sentir o seu efeito naqueles dias idos de convivência fraternal entre todas as equipes que fizeram parte da Família Matrix.

O Namastê daquele momento ainda vibra dentro de mim, em gratidão a todos e a todas as experiências nas quais fomos todos mestres e aprendizes. E esse Namastê continua reverberando em cada atividade realizada nesse “novo” Espaço, que se configura como um “um espaço de convivência, uma pausa para Ser”, com o propósito de inspirar ao “acesso da sua Matriz Essencial, tecendo relações conscientes e saudáveis”.*.

Finalizo esse artigo, reverenciando-o, amigo leitor, pela oportunidade dessa convivência virtual: NAMASTÊ.
E, presenteando-o com um lindo texto, compartilhado pela amiga Tatiana Rodello, que vivencia tão plenamente o Namastê em suas relações.
Gratidão, agora e sempre!

“O Antes é a idéia que inspira ao Caminho Interior;
O Durante é o processo de concretização da idéia, na conexão com o caminho;
O Depois é a Confiança em ser o caminho na Segurança Divina:
O Agora é sempre Presente Divino.” *

* Trechos do texto extraído do Diário de Construção do Espaço Matrix.

** Gratidão à Carla Mago - Arquiteta, criadora da Forma harmônica que concebeu o Espaço Matrix, praticante plena do Namastê.

NAMASTÊ

“A palavra NAMASTÊ é o cumprimento em sânscrito que literalmente significa “Curvo-me perante a ti” – é a forma mais digna de cumprimento de um ser humano para outro.

Expressa um grande sentimento de respeito.
Invoca a percepção de que todos nós compartilhamos da mesma essência, da mesma energia, do mesmo universo.

Namastê possui uma força pacificadora muito intensa.

Em síntese é “Saúdo a você, de coração”! e deve ser retribuído com o mesmo cumprimento.

O Deus que habita em mim saúda o Deus que habita em você.

O Deus que há em mim saúda o Deus que há em ti.

O Espírito em mim reconhece o mesmo Espírito em você.

A minha essência saúda a sua essência.

As pessoas que trocam indiferença, desconfiança ou ódio, são pessoas que esqueceram que Deus habita cada ser.

Conhecido pelos budistas como Anjali Mudra, consiste no simples ato de pressionar as palmas da mão entre o coração e os dedos apontando para cima, no centro do peito.

Inclina-se levemente a cabeça sem ser acompanhado de palavras.
Freqüentemente fecha-se os olhos, para então curvar-se a coluna, em sinal de respeito à divindade que preenche todos os espaços do universo.
A coluna retorna à posição ereta mais lentamente do que quando abaixou, também simbolizando respeito à outra pessoa.

Os cinco dedos da mão esquerda representam os cinco sentidos do coração, enquanto os dedos da mão direita representam os cinco órgãos da razão.

Significa então que mente e coração devem estar em harmonia, para que nosso pensar e agir estejam de acordo com a Verdade.

Também é um reconhecimento da dualidade que existe no mundo, simbolizando a união das polaridades, esquerda e direita, bem e mal e sugere um esforço de nossa parte para manter essas duas forças unidas em equilíbrio.

Dez dedos unidos no Namastê.

O numero dez é símbolo da perfeição, da unidade, do equilíbrio perfeito.

Os Dez mandamentos
As dez emanações da Árvore da Vida.
Os dez vértices da estrela de Pitágoras.
A parábola dos Dez Talentos (Mt, 25)

Toda criatura é um reflexo dos Dez Atributos Divinos.

Afeição, Bondade, Conhecimento, Entendimento, Esplendor, Harmonia, Integridade, Perseverança, Realeza, Sabedoria.

Namastê traz o Sagrado para dentro de cada ser humano, afirmando que Deus não está só no céu, num templo ou mesmo na natureza.

Deus está em tudo, em cada um de nós e qualquer dissociação da imagem do divino da nossa é inútil.

Ao fazer o Namastê, afirmamos que todos somos filhos e partes do Sagrado, indissociáveis e iguais”

Créditos da foto:
1.bp.blogspot.com/.../s1600/child-namaste.jpg

19 de out de 2011

ACEITAÇÃO: Luz no fim do túnel

* Foto de Ada Moderiano tirada no Espaço Matrix


“Um novo mundo de inúmeras oportunidades já está disponível”

Essa é uma afirmativa que, inicialmente, nos envolve em novo ânimo e disposição, afinal, quem de nós não almeja galgar degraus sempre mais elevados de desenvolvimento e evolução?  

            As escolhas são livres e, dependendo da nossa disposição, tornam-se múltiplas ao encararmos esse novo cenário com entusiasmo, esperança, coragem, medo, comodismo, apego, enfim, temos um leque de possibilidades que estão ocultos em nossas decisões.
           
Muitas vezes, esse processo de escolha nos coloca numa encruzilhada, configurando momentos de crise - cenário tão temido em quaisquer contextos que possamos imaginar: pessoal, conjugal, familiar, profissional, financeiro, social, mundial – e por aí vai.

Contudo, o ideograma oriental que representa a palavra crise possui dois significados muito otimistas: mudança e oportunidade.
           
Então, quando tomamos a decisão de dar um passo à frente, ativando o nosso “visionário interior”, somos automaticamente abastecidos por todos os “ingredientes” que nos capacitam ao processo de mudança.

E, como ocorre em todo processo de mudança, já começamos com a primeira oportunidade: a de realizarmos uma limpeza, fazendo a seleção do que não precisamos mais. Pois, carregar bagagem à toa não é o mais adequado, especialmente se desejarmos uma caminhada mais leve e amena.

Assim, superamos o primeiro empecilho no caminho, nesse exercício de desapego à “velha ordem” que a mudança exige, ao liberarmos com gratidão tudo o que nos serviu para abrir espaço para o novo, para a oportunidade, como vimos no ‘post’ das duas semanas que se passaram.

Mas será que só isso basta?
Nem sempre...

Pois, ao nos movemos para um novo patamar de percepção, descobrimos ao olhar pra trás, que o Novo esteve sempre disponível, e que muitas vezes nós é que não sabíamos como acessá-lo, acolhê-lo, recebê-lo e vivenciá-lo!

O que nos impede de aceitar plenamente as oportunidades de receber a prosperidade que o “novo” contém?

Uma das causas é a nossa visão ainda fixada nos antigos padrões que dicotomizaram a nossa humanidade de sua filiação divina - ciência e espiritualidade - dissociando a Integridade do nosso Ser, de nossa existência nessa experiência de vida, quando na realidade não há nenhuma separação e sim, uma continuidade. Pois somos a expressão do espírito, vivificado na matéria.

E, somente quando aceitamos a nossa humanidade, com todas as imperfeições que ainda contém, compreendemos que é exatamente ela que nos provê os recursos do auto-aprimoramento, que nos permite transformar o “chumbo em ouro” e vivenciar em plenitude todas as benesses que nos libertam para o estado de comunhão com a vida - quando então, passamos a trabalhar, matéria e espírito, em parceria e harmonia.

Contudo, é a partir da Aceitação em todos os seus aspectos, que a Oportunidade pode ser aproveitada integralmente! A oportunidade de conciliarmos a vida interior com a vida exterior que se traduz em realizações dos verdadeiros propósitos, quando retornamos à fonte - nosso verdadeiro lar - para concretizá-los em nossa passagem pela Terra.

E para isso temos inúmeras ferramentas, que nos conduzem a um olhar mais aprofundado sobre si mesmo no intuito de aceitarmos nossa humanidade, como pré-requisito para a integração com a nossa espiritualidade. E o caminho, como comentamos em artigos anteriores é o caminho do coração – AMOR.

Compartilho com vocês, trechos do artigo “Ego e Corpo, Centro, Amor e Aceitação” de Maria Lúcia Lee, sugerindo que leiam na íntegra, acessando o seu link, após o texto:
“Considero que todas as práticas corporais chinesas são para o auto conhecimento. Nesse caminho, o 1º passo é se aceitar, com suas limitações, ignorâncias e até mesmo com a sua descoordenação física. Aceitando-se, a pessoa para de brigar consigo mesma e então é possível se observar para agir e transcender.
Aceitar é também ser humilde. Afinal, não somos tão importantes assim frente a uma existência tão ampla. Se eu precisei, por exemplo, agir errado no passado para ter condições de discernimento agora, o mínimo que posso fazer é praticar a aceitação desses erros que foram e são ainda tão importantes para que eu tenha essa minha compreensão de hoje. E assim vamos conseguindo aceitar mais facilmente as atitudes dos outros também.
Falar é fácil. O problema é que aceitar, muitas vezes, na prática, não é tão simples assim. Por isso é preciso uma força muito poderosa, que também é citada no texto original do Dao De Jing. Trata-se de uma chave para transcender, que na filosofia yin-yang, é a força de união entre os opostos: o amor.”
“Eu Sou grato à Vida, à Luz e ao Amor. Eu Sou sempre grato”
(Egrégora Grupal)

13 de out de 2011

CORAÇÃO LEVE – no “vazio dos cinco corações” encontramos a Plenitude

* Foto tirada na Meditação do desapego no Espaço Matrix

Vazio e plenitude. Inicialmente, essas duas palavras ressoam como um paradoxo, pois o nosso funcionamento, ainda habituado nos padrões da dualidade - bem e mal; belo e feio; certo e errado... nos limitam na compreensão e na vivência da verdadeira plenitude.

Aprendemos a acreditar que o sentimento da plenitude é consequência de tudo o que adquirimos em bens materiais - dos físicos aos intelectuais. E que, ao alcançarmos essas metas estaremos plenos de alegria, prosperidade e abundância.

Quando então, entramos, mesmo sem perceber, na filosofia de segurança do ter - posses, status e até conhecimentos.
Então nos sentimos ameaçados com qualquer rumor ou tremor nas bases dessa falsa segurança que nos mantém aprisionados, ao tentarmos "proteger" tudo aquilo que consideramos um "tesouro" adquirido.

Nos abarrotamos de coisas que acreditamos serem vitais para a manutenção desse equivocado sentimento de "plenitude", sem nos dar conta de que o grande segredo está exatamente no seu complemento - o vazio - quando ao abrir mão dos valores externos, bem como dos sentimentos equivocados, passamos a nos sentir preenchidos, plenos ... pelo alimento inesgotável dos valores internos que nos provê de tudo o que, verdadeiramente, necessitamos para sermos PLENOS.

Uma tênue linha nos conduz a esse equívoco ao confundirmos crença e fé.
Pois, "a crença limita e a fé liberta",
A crença nos faz acreditar apenas num lado da moeda, buscando apoio na polarização de nossas compreensões humanas. Já, a fé, é a ampliação dessas compreensões, quando reconhecemos nossa essência divina e não nos vemos duais, mas inteiros, numa continuidade que se configura como uma nova identidade, onde espírito e matéria compõe uma unidade.

Então, a partir dessa nova percepção de nós mesmos, podemos ser plenos, estando "vazios" de tudo o que realmente não nos acrescente - avareza, raiva, tristeza, medo, insegurança, culpa, ressentimento, obrigações, apegos - ampliando entendimentos para além da dualidade, que nos permite ver com mais clareza a integração de nossa humanidade com tudo o que existe, como veremos abaixo no texto esclarecedor de Maria Lucia Lee, a quem dedico minha gratidão.


 VAZIO DOS CINCO CORAÇÕES

Maria Lucia Lee

Meus mestres chineses me ensinaram a respeito do vazio dos cinco corações. É possível pulsá-los em todos os exercícios das práticas corporais. Não é um conhecimento que me foi explicado literalmente, em detalhes. Ele vem da tradição oral. Com o tempo, fui percebendo que, além do Coração localizado no centro do peito, os outros quatro estão nos centros das palmas das mãos e solas dos pés. Na mão, as massas musculares ao redor da palma fazem-na ficar em formato de concha, como um vale rodeado por montanhas. Existe uma cavidade energética chamada Palácio do Trabalho (Laogong) no vazio do centro da palma (coração da mão). Ela permite expressar o propósito do Coração em gestos que geram frutos. A estrutura física do pé, com seus arcos, assemelha-se a uma cúpula, em cujo vazio central (coração do pé) há a cavidade chamada Fontes Borbulhantes (Yongquan). É um canal de inter-relação com a potência da Terra, para obtenção da virtude da vontade.
Por isso, nas artes corporais chinesas, aprendemos que o espírito da vitalidade tem a sua morada no vazio do Coração. E do Coração, ele chega às extremidades do corpo, ou seja, vai para o coração dos pés e das mãos. Nesse caminho, vai ocupando todos os espaços vazios,  animando o corpo, que sem espírito, não tem vida!
Mas um Coração abarrotado não tem como abrigar o espírito…
Eu escrevo Coração, com C maiúsculo, porque não estou falando apenas do órgão físico. As pessoas enxergam o Coração apenas como um músculo. Na Medicina Tradicional Chinesa, ele é um campo onde existe a função orgânica, os pensamentos e sentimentos. Quando esse campo fica cheio de raiva ou tristeza, por exemplo, o espírito da vitalidade não tem espaço para habitar.
Devido ao materialismo e à falta de consciência, muitas pessoas procuram preencher os vazios dentro de si ou no ambiente ao redor. Assim, com os espaços abarrotados, o espírito da vitalidade não tem como realizar suas funções de vivificação.
Um dos segredos da longevidade para a Medicina Tradicional Chinesa é comer apenas 80% da fome, pois a função da digestão é realizada no vazio. E ainda falando de vazio, é preciso criar um intervalo para se esvaziar entre uma atividade e outra no dia-a-dia. Porque a serenidade depende disso.
Nas práticas corporais, dizemos que com o coração vazio, tudo pode ser realizado, pois os espíritos conseguem conduzir os sopros (qi), harmonizando-os no corpo. Ao final de uma prática, temos uma sensação de leveza, pois abrimos os espaços internos, desobstruímos e desentulhamos o nosso corpo.
Somos um microcosmo em direção ao macrocosmo: um amplo espaço vazio que contêm todos os astros e estrelas.