28 de mar de 2013

PÁSCOA: Tempo de Transformar, Tempo de Renascer para a Liberdade de Ser!




Vivemos um momento inspirador sob as energias do clima do Outono e do evento da Páscoa que nos convidam a profundas transformações para uma nova vida.

A pintura em nanquim de Wânia Rodrigues, retrata lindamente esse momento de oportunidade, onde atuam as energias da restauração, transformação e liberdade!

A leveza das folhas que caem, sinalizando o Outono, representa o desapego - sem resistência - ao que já cumpriu sua função, como um convite a abrirmos mão das nossas velhas formas.  Deixando ir os antigos conceitos e, consequentemente, o padrão de funcionamento reativo às circunstâncias externas, aprendendo a olhar, respeitar e atuar, a partir de nossa natureza interna.

A transformação das folhas em aves, indica o voo de liberdade, nessa passagem representada pela Páscoa para um novo estado de plenitude e amor, na oportunidade de renascimento nos novos padrões regidos pela vitalidade da Energia Suprema que nos habita.
Essa pintura faz composição em continuidade com uma segunda pintura, formando um par de quadros na área do 'Guá' do Relacionamento do Espaço Matrix, como um convite à integração de nós mesmos, ao re-unirmos o nosso aspecto feminino ao masculino que agora se complementam nessa nova realidade. 

Onde, em sintonia com as percepções de Paulo Cavalcanti na leitura do Arcano para o dia de hoje: "O Amante Masculino interno surge para dar força, energia, entusiasmo, paixão para o lado feminino, para que eles, os dois lados, agora integrados possam formar uma parceria em busca de algo que realmente se quer na vida!" - um convite aos " ideais elevados, espiritualizados, em que podemos elevar a qualidade do amor que" reconhecemos em nós e  "sentimos por outros", pois nesse estado de plenitude de Ser, um novo entendimento de Unidade se revela, onde o Um está no Todo e o Todo no Um.

E, isso desperta a Confiança inabalável de que o Renascimento para essa nova realidade pode ser consolidado à cada vislumbre de plena consciência, quando em nossas atividades diárias caminhamos integrados e firmes, sorrindo para a vida; falamos com convicção com a voz do coração e cultivamos a gratidão a cada evento do dia. 

Feliz Páscoa! Feliz Renascimento! Namastê.



22 de mar de 2013

COMUNIDADE - Comum Idade, Com Unidade

Foto de Eliza Carneiro

Este artigo é dedicado em Gratidão à todos os 'grupos' aos quais pertenço e que, em essência, são UM só grupo.
Onde a COMUNIDADE é formada por todos nós que vivemos essa 'Comum Idade', nesse momento presente, formando UM grande corpo, em que os elementos se sustentam mutuamente no encorajamento promovido pelos encontros.

E, quantos encontros são oferecidos e promovidos para reconhecermo-nos em nossos semelhantes, ainda que não os enxerguemos, todos, como tal.
E, assim, não percebemos também, a força que provém desse contato, independentemente das circunstâncias - agradáveis ou não - perdendo desse modo, a grande oportunidade de receber e ser inundado pelo Amor Compassivo que nos é oferecido por intermédio dessas experiências da vida.

Contudo, há também a força oriunda dos grupos de prática na visão comum, que são a nossa maior fonte de energia e coesão de nós mesmos, para juntos descobrirmos esse ponto comum que nos une e, principalmente, mantermos essa visão continuamente presente até que nos tornemos, todos, essa única Presença.

Pois, como fala lindamente Thich Nhat Hanh no livro inspirador "Cultivando a Mente de Amor":
"Se você conta com o apoio de uma sangha/comunidade, torna-se fácil nutrir seu 'bodhicitta'. Se você não tem ninguém que o compreenda e o encoraje na prática de viver o darma, seu empenho em praticar pode esmorecer. Sua 'sangha' - família, amigos e colegas de prática - é o terreno e você é a semente. Não importa quanto a semente é vigorosa. Se o terreno não provê nutrição, sua semente morrerá. Uma boa sangha é decisiva para a prática. Por favor procure uma boa sangha ou então ajude a criar uma."

Minha sempre e profunda Gratidão a todos vocês que compõe essa Grande e fértil Comunidade: familiares, amigos de todos os tempos, amigos de Egrégora, parceiros e amigos do Espaço Matrix, amigos virtuais, amigos 'casuais', que sob o olhar do Coração - a energia do AMOR - configuram UM só grupo, UM só corpo nessa 'Comum Idade' em que temos a grande oportunidade de viver 'Com Unidade'.

Namastê.

16 de mar de 2013

FOCO na Alegria de Viver


O nosso 'olhar urbano', muitas vezes está atento apenas para a lente habitual do dia-a-dia: correria, trânsito, congestionamento, irritação, poluição de todos os gêneros.
Muito desse olhar é fruto de toda uma história ou da forma como nos posicionamos diante da história da civilização, que gerou esse modo de funcionamento diante da vida. 

Nessa roda-viva não temos tempo pra mais nada. Corremos tanto pra lá e pra cá e, por fim, acabamos fragmentados: cada pedacinho nosso perdido na linha do espaço/tempo, tal qual aprendemos a seguir.

Estamos presentes em corpo físico, mas nossos pensamentos vagueiam no futuro, nossas memórias no passado e, nosso sentimento transita entre esses dois pólos.
E, isso nos anestesia, impedindo que sintamos o presente, que o vivamos plena e intensamente, independentemente do tempo climático interno.

Pois, faça chuva ou faça sol, a alegria e a beleza da vida podem estar presentes preenchendo nosso momento de vitalidade e energia positivas para promovermos mudanças de hábitos mais saudáveis, aqui e agora, onde teremos "dias melhores pra sempre". Não precisamos mais 'viver esperando por dias melhores', quando recolhemos essas partes de nós mesmos espalhados pelo mundo afora e os integramos aqui no 'mundo adentro'.

No dia 13 de março de 2013, aconteceu no "Espaço Matrix", a Oficina Fotográfica 'Despertando Olhares Urbanos".
Uma das propostas dessa oficina é promover um momento para criarmos esse funcionamento interno diferente, onde os nossos olhos se tornam a lente do nosso coração. E nesse momento ocorre uma integração de nós mesmos, pois o coração executa e a mente não opina, aprende a sentir. 

Particularmente, foi uma oportunidade incrível onde pude sair do 'padrão de dispersão de minhas partes' e entrar num campo de coesão de mim mesma. E, desse modo, ao estabelecer essa conexão, pude sentir a integração  do meio urbano com todas suas idiossincrasias, apreciando a natureza que se destacava em novas cores e, através do clique da máquina fotográfica realizar novas composições da vida.
Sou imensamente grata à Vida e aos parceiros da 'Nave Matrix' que tornam essa viagem para o mundo interior a mais bela das aventuras em bem-aventurança.
Minha especial gratidão à Eliza Carneiro - arte-educadora de fotografia e facilitadora dessa Oficina no Matrix e nossa parceira Carla Malieno Gomes - arquiteta e harmonizadora de ambientes que tornou real o "Espaço Matrix" que, hoje, é minha nova 'composição de vida'.

Namastê a todos os parceiros, amigos, participantes e leitores que fazem parte dessa linda composição. 
Fátima Lee


11 de mar de 2013

Vida em Florescência




Observar o ritual do desabrochar de uma flor é enxergar a magia da Vida 'à olho nu'.
É, também inspirador quando percebemos que, como a flor, podemos florescer para uma nova vida - um florescer harmonioso em alinhamento com a nossa natureza interna.

Por muito tempo, vivemos contra a nossa própria natureza, lutando para conseguir expressar coisas que nem sempre estavam em sintonia com o nosso coração.
Hoje, contudo, somos 'convidados' das mais variadas formas, à olharmos para dentro de nós e dar a devida atenção ao que faz pulsar o coração - o chamado da alma. 

É um momento mágico que também requer atenção e muito discernimento nesse processo de redescobrir-se.
Pois nessa grande oportunidade de  viver a magia do poder do nosso coração, uma nova vida entra em processo de florescência, onde nos é dada a completa liberdade. E, assim nos alegramos conosco mesmo diante dessa nova realidade, pois vivenciamos um momento propício em que "a intensidade da luz em nosso mundo torna possível a todos se conectarem com suas habilidades inatas, permitindo que essas habilidades aflorem como ferramentas para ajudar a criar o mundo dos nossos sonhos, onde todos podem participar e tornarem-se criativamente envolvidos" . *(Robert Happé)

E, esse é o ponto que exige nosso maior cuidado para não cairmos nas armadilhas da liberdade do "faça os que vos agradar", que nos distancia do senso de responsabilidade, sempre proporcional ao poder que se revela. 

Esse é o momento em que estar concentrado nas nossas tarefas, significa atuar na materialidade movidos pelo desejo da alma- o poder interno e, não pelas exigências externas contrárias à nossa natureza primordial. 

E, "quando nos sentirmos positivos, otimistas e entusiasmados para participar na co-criação de um mundo justo, nós dominamos a difícil passagem para a quarta densidade, mesmo que muitos milhões ao nosso redor ainda estejam entorpecidos de uma forma ou de outra", pois agora podemos estar isentos de questionamento, julgamento, crítica, comparação ou especulação, porque  uma nova energia de amor compassivo pode ser acessada nesse novo patamar de experiências. 

Onde, podemos florescer, se assim determinarmos, restaurando a harmonia e a saúde através da nova Vida que se revela em nós! 


5 de mar de 2013

Sem limites para ser feliz

Foto de Eliza Carneiro

Nesse brinquedinho tão simples, podemos nos recordar de uma lição já aprendida na simplicidade de nossa infância, quando nossa criança, ainda sem alcançar os pés no chão, se arriscava, livre de conceitos e limitações e sabia pela experiência do brincar que, para avançar de uma argola à outra era necessário abrir mão do 'velho' para alcançar o 'novo'.

E, assim, seguíamos, sem limites, ultrapassando fronteiras com a leveza e a alegria da criança que sabia viver, como ninguém, seu momento presente, sem se apegar a ele!

A criança cresceu e como sugere o brinquedo, de argola em argola, também crescemos,  continuamente reiniciando em diferentes estágios a cada ciclo da vida. 

No decorrer do percurso, perdemos aos poucos aquela Conexão natural com a VIDA que conferia a Confiança, o Poder e a Vitalidade à criança, que explorava e criava infinitas  maneiras de experimentar um brinquedo. 

Assim, as experiências da vida têm como função nos despertar, para reacessar esse tesouro, essa sabedoria que está tão dentro de cada um de nós.

Hoje, mais crescidos, alcançamos o chão e, com os pés ancorados na terra e os braços elevados às argolas do mesmo brinquedo, podemos resgatar esse elo poderoso entre céu e terra.

Viver e vivenciar conscientemente esse momento de oportunidade é o maior de todos os nossos aprendizados.

Onde, ao abrirmos mão das velhas formas que foram úteis para o nosso aprendizado,  podemos abraçar o novo, incorporando uma nova energia que nos permite olhar a simplicidade de um brinquedo como esse da foto e, "instantaneamente ser levado a um lugar muito novo que está cheio de felicidade, alegria, amor 'em estado normal', e sentir uma tranquilidade e uma retidão com o mundo" , pois estamos alinhados com o princípio daquilo que sempre fomos.