29 de jun de 2011

“Facilitadora relacional integrativa”, o que é isso?

Finalizando o conjunto de artigos lançados no mês de junho nesse blog e, em continuidade ao tema anterior denominado, “Missão pessoal”, o post dessa semana traz como tema:
“Facilitadora relacional integrativa”, o que é isso?

Essa é a minha função dentro do Espaço Matrix, no entendimento de que a Missão pessoal acontece quando nos aceitamos e, em conseqüência revelamos nossos talentos para servir ao próximo, independentemente da carreira que escolhemos como fonte dessa expressão. 
Contudo, podemos ampliar a percepção para o fato de que a nossa missão não está vinculada apenas à nossa vida profissional, mas também está presente em todas as funções que desempenhamos: como filhos, irmãos, esposa (o), pais, amigos, vizinhos, enfim, em todos os processos relacionais, a começar com a nossa relação consigo mesmo.

E, assim, formou-se essa nova atividade, alicerçada nos conceitos da Terapia Familiar Sistêmica e em vivências de cunho pessoal, onde atuo como facilitadora, no sentido de promover um movimento de harmonização relacional, a partir de oficinas lúdicas, como vocês já puderam constatar em alguns artigos anteriores, nesse blog.

O que faz uma facilitadora?
Uma facilitadora atua como ponte entre a informação e o sentido a que a informação servirá, particularmente, a cada necessidade pessoal, com a finalidade de auto-capacitar, promovendo a autonomia e o auto discernimento nas descobertas pessoais. 

         Qual o significado de Relacional e da função Integrativa, nesse contexto específico?
         Ampliar as percepções da totalidade nas relações, a começar pela percepção de si, integrando-a aos contextos relacionais mais amplos para que, com o resgate da integralidade e integridade do ser humano, ele possa realizar seus propósitos mais sublimes, de forma consciente e efetiva, manifestando todo seu potencial interno criativo.

         Pois, estamos inseridos dentro de processos relacionais amplos e interligados, tais quais as redes de um grande sistema, onde a responsabilidade individual estabelece o alicerce das bases da vida harmoniosa em sociedade.

         Entendendo que “para se relacionar de maneira saudável com outra pessoa é preciso, antes, estabelecer uma relação plena e feliz consigo mesmo”. (Yasuhiko Genku Kimura - Monge zen-budista)

         E, que é partir dessa ancoragem interior, que resgatamos o senso da totalidade, pois que “toda união entre as criaturas é, essencialmente, um reencontro consigo mesmo, uma fusão com aquele do qual nos separamos. É uma descoberta de si mesmo nos outros”. (Sri Aurobindo), conforme vimos no primeiro post desse blog.

“Espaço Matrix - um espaço de convivência; uma pausa para Ser.”

21 de jun de 2011

Missão pessoal: “Qual é a tua obra?”

O post dessa semana traz como tema: “Missão pessoal: Qual é a tua obra?”, que sintetiza as reflexões que esse período proporcionou, vivenciados nos três artigos lançados nas semanas anteriores.

Pois, embora o tema sugira uma meta, que de tão grandiosa pareça tornar-se privilégio de poucos, ela está mais presente em nossas vidas de “cidadãos comuns” do que possamos imaginar.
Diante de tanta expectativa quanto à descoberta da nossa missão pessoal, muitas vezes nos sentimos acuados conforme sugeriu o artigo “Medo de voar?” – post que abriu o mês de junho - trazendo a lembrança de que no nosso processo de crescimento e evolução, podemos nos deparar com essa sensação de resistência ao novo, às mudanças de fase, neste percurso de descobertas pessoais.

Por vezes, almejamos tanto a realização da missão pessoal, que deixamos de perceber o óbvio, que ela está presente e é uma constante em nossas vidas, ainda que, na maior parte do tempo, em estado latente, mas com um incrível potencial de se realizar plenamente.

E um caminho para a realização da missão – “Real (nobre) ação” – se descortina, quando entendemos que as experiências que constituem a missão podem simplesmente ocorrer em ciclos de desenvolvimento “lentos e repetitivos’, como também podem ser re-atualizadas em nossa história de vida, impulsionando-nos, exponencialmente, nos ciclos espirais ascendentes, quando compreendemos e nos abrimos de forma receptiva ao fato de que “a vida é cheia de conclusões e novos começos... e, ao concluir isso, criamos condições para que alguma coisa nova possa começar”, sempre que assim permitirmos.

Então, surge - num novo nível de consciência, absorvido pela receptividade silenciosa - a confiança de que a vida nos apoiará na realização da nossa missão e, mais que isso, o entendimento de que ela sempre nos apoiou.

O artigo seguinte: “Vá, viva e transforme-se” nos impulsionou a olharmos nossos desafios sob a lente do observador - isento de julgamento e disposto a ser o agente transformador da própria vida - na finalidade de revelar a real identidade, os talentos natos que, conseqüentemente, vão reavivando o propósito de vida.

Isso nos fez perceber que, quando nos postamos com as lentes do observador esse processo se revela em simplicidade.
* E, que muitas vezes, complicamos a nossa vida ao nos distanciarmos dessa lente fundamental.
* E, que “Cultivando o Silêncio, acessamos a simplicidade do Ser” – tema do último post.
E, esse é o ponto-base para o alicerce da edificação da missão que se realiza a cada escolha consciente de manifestar a Harmonia interior. 

Dessa forma, me reporto a um artigo postado no blog de Carla Mago – querida amiga e arquiteta que promoveu a concretização do Espaço Matrix para a realização de minha missão - reavivando a lembrança da importância do trabalho como fonte de expressão de nossa missão por intermédio de nossos talentos e, não simplesmente como a realização da obra em si, quando ... entendemos a Missão como uma metamorfose da substância do ser, a potencialização de um destino. Mais do que a relação com a Carreira, a aceitação de si. Pois, compreender e aceitar a si próprio é o mesmo que revelar a Missão, a vida verdadeira, o destino.
Onde: “A missão poderia também representar o momento da entrada do individuo na roda da existência humana com todo o seu potencial”, tal qual “a água, imagem do inconsciente; amorfa, mas fertilizadora, uma fonte potencial de força que sugere uma transmutação dos elementos ‘normais’ da personalidade (dos seus padrões limitados) em valores de vida acima daqueles que interessam à maior parte dos homens. Algo de mais profundo, mais autêntico, que ainda não tem fisionomia definida, exige ser reconhecido”.(Carlos Solano, em seu livro:  Feng Shui – Arquitetura Ambiental Chinesa) http://www.carlamago.com.br/blog/?p=2066

E, assim, finalizamos com a mesma indagação inicial,
 Missão pessoal: “Qual é a tua obra?”, lembrando que,
“A sua obra é muito mais ampla do que qualquer que seja a atividade que você realize em si mesma”, quando “nos damos conta do sentido do que estamos realizando”.
(Mario Sergio Cortella)

         Sugerimos para essa reflexão, a leitura do livro de Mario Sergio Cortella – “Qual é a tua obra? – Inquietações propositivas sobre gestão, liderança e ética” – indicada por um querido amigo, agradecendo a oportunidade de crescimento que as relações humanas promovem na realização de nossa missão pessoal.

“Eu Sou grato à Vida, à Luz e ao Amor”

** Foto do post - “Jino – A mensageira trazendo a valorização do seu trabalho em harmonia e equilíbrio” – um presente recebido por uma grande amiga, trazendo boas vibrações para o Espaço Matrix.

15 de jun de 2011

Cultivando o Silêncio, acessando a simplicidade do Ser

O ser Essencial reside no interior de cada um de nós.
Esse ser é harmonia e perfeição, posto que é imagem e semelhança do seu Criador.


Na foto acima, o “Homem Vitruviano”, em detalhe, no centro da MANDALA UNIÃO – obra da artista plástica Kiki Stefani, feita para o Espaço Matrix – expressa esse potencial criativo latente de harmonia e perfeição em cada um de nós, que pode ser revelado a qualquer instante, no modo como nos relacionamos conosco e com as pessoas do nosso convívio, nessa oportunidade contínua que temos - por intermédio do nosso livre-arbítrio - de fazermos escolhas mais conscientes e, conseqüentemente mais harmoniosas.

            Entendemos que a partir do momento em que acessamos essa fonte de inspiração que reside em nossa Matriz Essencial, esse potencial se revela, espontaneamente, imprimindo esse padrão de proporções harmoniosas em nosso pensar, sentir e agir, tal qual a relação do artista com a sua “obra-prima”.

            Contudo, isso depende de nossas escolhas - que nem sempre são realizadas de forma consciente, apresentando-se vulneráveis nas situações em que apenas reagimos às circunstâncias da vida, revelando, nesse caso, que estamos distantes dessa Matriz Essencial que é atividade, ação e perfeição – e não reação.

Assim, quando a vida não se revela em harmonia, certamente, ela está nos sinalizando que os nossos padrões inconscientes reativos estão no comando, ou seja, estamos deixando a vida nos levar, ao invés de conduzi-la por intermédio do Ser Essencial como guia.

Temos “razões de sobra” para justificarmos a nossa postura reativa – e, muitas vezes repetitiva - onde a vilã, de um modo geral, se resume nas exigências externas que nos consomem o tempo.

Mas, ceder às exigências externas, sem um porto seguro - uma ancoragem interna - nos desequilibra, nos colocando à disposição das marés, distanciando-nos da almejada proporção de harmonia e perfeição - reflexo do equilíbrio.

Somos convidados então, a fazer diferente, onde novas posturas implicam em novos hábitos.

O intuito da Oficina: “Cultivando o Silêncio, acessando a simplicidade do Ser” é promover novos hábitos saudáveis na relação que estabelecemos conosco, incentivando uma pausa para si através da prática do silêncio interior como fonte de inspiração e sabedoria para transitarmos no mundo exterior com mais equilíbrio, discernimento e simplicidade, que se revelarão em atitudes mais assertivas no nosso dia-a-dia relacional, na escolha consciente de manifestar a Harmonia interior. 

8 de jun de 2011

“Vá, Viva e Transforme-se”


Uma das criações de Wânia Rodrigues feita para o Espaço Matrix - em pintura nanquim – cujo tema é “Transformação” traz como mensagem uma das propostas do Espaço.
A sua obra está irradiando a virtude da Transformação na área do Feng-shui que corresponde aos relacionamentos, pois um dos propósitos do Espaço Matrix é harmonizar os relacionamentos, a partir da transformação interior.

Em inspiração sugestiva, o quadro inferior retrata a nossa origem na árvore da Vida nesta passagem em serviço que ora realizamos no planeta Terra.

As folhas que caem retratam o nosso processo de aprendizagem e amadurecimento, representando, analogamente, as lições que compõe nossa história de vida, onde as relações humanas atuam como a fonte de nosso aprendizado, trazendo as tarefas necessárias para nossa evolução.

Conforme as folhas amadurecem, após terem passado por seus ciclos naturais, únicos e intransferíveis, elas caem leves em direção ao solo, com a sabedoria de quem aceitou e realizou reverentemente sua missão.

Então... tal qual um processo alquímico, transformam-se em pássaros, agora livres para voar, prontas para o retorno, para a LIBERDADE que se consagra no quadro superior.

Assim, também, é o nosso processo de aprendizagem, amadurecimento e evolução, quando, por escolha, tomamos a vida por nossas próprias mãos, dispostos e disponíveis às transformações necessárias, para alçarmos vôo em liberdade.

 Pode não parecer tão simples como parece ser no processo das folhas, mas isso dependerá do ponto de vista do observador.
E quando nos postamos com as lentes do observador esse processo se revela em simplicidade, pois o observador é aquele que está participando da cena em plena atenção, ou seja, consciente, desvinculado das emoções e pensamentos improdutivos como o julgamento ou a crítica. E, é essa Consciência que ilumina e esclarece os pontos aparentemente obscuros do nosso aprendizado, nem sempre vistos como oportunidade evolutiva, fazendo da vida um processo menos doloroso, mais leve e natural.

O filme “Va, vis et devient” – ‘Vá, viva e transforme-se’ é uma sugestão de reflexão para essa empreitada que pertence a todos nós, pois representa através da vida do personagem Scholomo, essa trajetória de nossa passagem na Terra, com nossos desafios pessoais, únicos e intransferíveis, em busca da descoberta de nossa identidade, de nosso propósito no mundo e de nossa transformação nesse processo.

“Viemos”.
Portanto, “vivamos” para a alquimia da “transformação”
...
que nos impulsionará à liberdade dos pássaros representados na tela de Wânia Rodrigues!


1 de jun de 2011

Medo de voar?

Como reagimos diante do novo, de novas experiências?
O que nos paralisa diante do desconhecido? O que nos limita?
Como reagimos diante de circunstâncias-desafio?
O que nos faz superá-los?

A Oficina Desafio: “Reconhecendo as Bases da Estabilidade” promove a observação de como estão alicerçados os pilares da estabilidade em nossa vida material, ampliando a percepção para o fato de que a verdadeira estabilidade na vida material está além da segurança sócio-econômica, ao mesmo tempo em que a sua conquista consiste no estabelecimento do alicerce, do patamar-base para alçarmos vôos mais elevados.

Contudo, o desafio maior está no exercício de ser seu auto-observador no propósito de trazer a luz da consciência como fonte de superação nos desafios diários.

Lembro-me de uma situação observada no espaço físico que hoje se transformou no “Espaço Matrix”, ocorrido com um pequeno pássaro que iniciava seu aprendizado no processo de decolagem.

Inicialmente ele piava “choroso”, resistindo à nova experiência, revelando o medo de voar.

Em seguida, começou a saltitar, testando sua “máquina de vôo” como quem busca a resposta para o presente desafio, capacitando-se para enfrentar o medo que aquela situação fez revelar.
Em poucos instantes, após acalmar-se, intuitivamente, começou a bater as asinhas e aventurou-se a voar em várias tentativas, mas todas sem êxito. Parecia ainda não acreditar na sua capacidade, apesar de, em raros momentos, ter acessado sua intuição nata.

Parecia-me que, quando tomado pelo medo, perdesse essa conexão natural com sua fonte intuitiva e então paralisava e piava.

Sua mãe sobrevoava em vôos rasantes, piando forte, entendendo que aquele desafio era de seu filhote, porém incentivando-o, sem desistir.

Tive vontade de intervir, como mãe super-protetora que era - em maior intensidade que hoje, pois estou em processo de aprendizagem – porém, contive-me a observar e aprender com aquele rico momento.

Então, quando menos se esperava, ele alçou vôo em ação inteligente, respondendo à sua intuição, superando seu desafio para atingir um novo nível de “consciência”, em seu vôo de liberdade.

Assim também, acontece conosco.

A diferença reside num elemento denominado intelecto, que pode atuar tanto como nosso aprisionador, quanto como nosso redentor.

O exercício da auto-observação proposto na referida oficina busca ampliar a nossa percepção no sentido de acessarmos o nosso “redentor” para podermos alçar vôos cada vez mais elevados, tal qual o nosso amiguinho.