28 de set de 2011

Os Sete Degraus em nossa vida

A que propósito servimos em nossas realizações cotidianas?

            Antes mesmo de sairmos realizando projetos pela “vida afora”, talvez clarearmos as nossas metas da “vida adentro”, seja um caminho interessante para “permitirmos à nossa VIDA fluir para, verdadeiramente, florescer”.

Afinal, realizar o Propósito em tudo o que se faz é mais assertivo que realizar vários propósitos desconexos de sua fonte primordial.

E, como vimos na história de nosso amigo elemental, realizar “O Grande Propósito”, necessita a inclusão de um ingrediente fundamental que é a VONTADE!
Pois, sem vontade ficamos eternamente “parados no cais”, apenas “a ver navios”, sem participação ativa na vida.

Contudo, só a vontade ainda não é suficiente. Há que se ter a PERCEPÇÃO que amplia a nossa visão a novas possibilidades para além do degrau em que nos encontramos. Caso contrário, damos voltas e mais voltas no mesmo circuito, criando sulcos que nos mantém sempre na mesma trilha.
Só a percepção nos eleva às espirais mais elevadas! “A visão além do alcance”!!

A partir das novas percepções, começamos a abrir espaço para o caminho interior - fonte inesgotável de compaixão - que nos possibilita o “conhecer-se melhor”, tanto nas falhas que precisam ser lapidadas e aprimoradas, quanto nas verdadeiras habilidades e talentos natos que servem de combustível para nossas realizações mais sublimes.

Assim, acessando o caminho interior, descobrimos o caminho do coração: AMOR – como terceira condição, que sustenta todos os nossos empreendimentos.
Essa é a única base sólida: Amor. Sem ele, todo o empreendimento pode até seguir em frente, mas não se sustentará por muito tempo.

Então, solidez estabelecida nas bases do Amor, ainda é necessário manter a PUREZA: a pureza mais íntima das intenções, que considera, não o beneficio “exclusivo”, mas o beneficio “inclusivo” e abrangente, que se estende para o bem comum - à totalidade.
Que sabedoria da Criação!! Afinal, o grande “Segredo” não poderia ser algo tão fantástico, mágico e fantasioso!! Antes, é algo muito concreto e sólido, quando serve ao bem maior, ao Propósito a que viemos.

Então, vem a necessidade da CONCENTRAÇÃO que é a Plena Atenção ao propósito interior a que as nossas realizações se prestam em serviço exterior.

E há que se ter muita paciência e persistência para adquirir tal prática, pois estando em aprendizado num mundo voltado para as necessidades imediatistas e materiais (exteriores) é missão de grande porte, manter a tal CONCENTRAÇÃO, considerando seu real significado – atenção interior - sem desviar-se do caminho original, mas caminhando nesse mundo de distrações.
E, ao integrarmos atenção interior com ação exterior, vamos consolidando um novo RITMO, que passa a reger um novo movimento, imprescindível para Mudanças saudáveis e conscientes.

E, por fim a PAZ, que promove a segurança do caminho inabalável, quando aceitamos e nos rendemos ao movimento do fluir para enfim, FLORESCER!

O Florescer “de todas as cores, plenas de possibilidades, com suas sementes abundantes que, à medida que sopra o vento são espalhadas para criar raízes onde lhes for possível.”

Pois, alcançado o estado de Paz, “não mais nos preocupa saber se as sementes caem em solo ou sobre pedras – apenas as vamos espalhando por toda parte, em total celebração da vida e do amor” realizando cada pequeno propósito, porém ancorados no Propósito Maior.

Se queremos um mundo de PAZ, precisamos primeiro cultivar a paz dentro de nós.
Se queremos um mundo de AMOR, precisamos desenvolvê-lo dentro de nós para que ele se expanda à nossa volta.
Se queremos um mundo de LUZ, precisamos despertar e reconhecer a luz dentro de nós que nos vivifica.
E, a somatória de nossos esforços individuais faz a força do grupo, na contribuição para o TODO. Onde, a mudança do TODO começa com a reforma no interior de CADA UM.
“Você só é responsável por aquilo que pode mudar. A única coisa que você pode mudar é sua atitude, e nisso está a sua responsabilidade.”

21 de set de 2011

Parte IV – Mudanças... permitindo à VIDA fluir para florescer

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"Tributo à Primavera"

PARTE IV – PAZ

            Hoje, chegamos ao final da história que nos inspirou durante todo o mês de setembro, exatamente no post que antecede o início da Primavera!!
            Com o último degrau a ser escalado por nosso amigo elemental para a conclusão de seu florescimento, que também possamos florescer a partir dessa Primavera em nossas realizações, aceitando as “mudanças... permitindo à Vida fluir para florescer!”

            Vejamos como se conclui a história: 
           
“O último degrau que tive que aprender no Processo da Criação foi Conservação da Paz! Quando o professor Deva me dizia pela última vez que teria de ser novamente uma flor amarela, quase punha a perder todo o meu êxito até então alcançado. Deveis saber que meus amigos e colegas já haviam se tornado maravilhosas árvores, arbustos e quaisquer memoráveis criações. Mas eu ainda era sempre a pequena e miúda flor amarela! Vede como foi necessário que eu aprendesse a manter a Paz. Considerai, então que, num futuro muito, muito distante daquele tempo, eu próprio me tornaria a Paz. Vós também deveis ser uma daquelas pequenas, pouco vistosas flores amarelas, então gostaria de advertir-vos: MANTENDE A PAZ.

Talvez algum dia sereis o sol de um sistema! Quem sabe então que uso fareis de vosso livre-arbítrio?

Na minha última saída deixei de lado definitivamente todas as minhas opiniões. Sim, isso eu realmente fiz. Pensava comigo: ‘Se Deus quiser, continuarei sendo então, por toda a eternidade, esta flor amarela’. Esta foi minha última saída! Minha total submissão e dedicação trouxeram-me a libertação. Quando regressei ao meu Deva, no Templo da Natureza, ele coroou o meu serviço de muitas eras com a vitória! Então pude ser promovido ao Reino dos Devas.

Longo, longo tempo servi com sempre crescente eficiência, até que finalmente recebesse minha consagração como Elohim. Mais tarde, quando me foi dada a oportunidade, por Hélios e Vesta, de cooperar na criação da amada Terra, associei-me espontaneamente aos outros seis Elohins para cumprir esse serviço. Nós servíamos conjuntamente com alegria por nossa camaradagem recíproca, e com alegria pela própria criação propriamente dita.

O caminho de um Elohim passa pelas atividades dos Sete Degraus, começando de um pequeno ser elemental, até um Construtor de Formas, através do qual, pouco a pouco, ele expande cada vez mais seu estado de consciência. É o mesmo caminho pelo qual os minúsculos Querubins tornam-se Grandes Devas de Luz.

Também a alma não despertada espiritualmente atravessa os mesmos degraus, até despertar e talvez tornar-se um Ser Ascensionado, cheio de Amor, Luz e Perfeição. Em parte alguma existe a possibilidade de uma fuga a esses “Sete Degraus”. Há naturezas que o aceitam, o reconhecem imediatamente, e vencem os degraus em rápida seqüência, outros precisam de mais tempo para sua conclusão. Acreditai em mim, eu posso relatar a respeito! Creio que fui o aluno mais moroso de todos os grupos que começaram comigo. Mas, se na mais aprendi, uma coisa com certeza eu aprendi: MANTER A PAZ E VIVER NA SABEDORIA DAS LEIS.

Agradeço-vos por vossa bondade e amabilidade, por vossa atenção e amor! Por favor, pensai sempre no seguinte: A PAZ É UM PODER POSITIVO! Eu, que segui o caminho da evolução muito antes de vós, estou ao vosso serviço! Ofereço-vos, agora, todas as minhas bênçãos! Que todas as vossas precipitações sejam perfeitas, que vossas ‘flores’ sejam muito lindas e vossos divinos esforços cheios de sucesso, em Seu Sagrado nome!”

Paz é aceitação serena e firme, que não vê necessidade de resistência ou luta, pois que se ancora na Confiança Maior provedora da Segurança a toda e qualquer necessidade de realização.

"Eu Sou grato à Vida, à Luz e ao Amor. Eu Sou sempre grato."
*Vídeo "colhido" no Facebook de Graziela Lima

14 de set de 2011

Parte III - Mudanças... permitindo à VIDA fluir para florescer

PARTE III – CONCENTRAÇÃO e RITMO

            Com o desenrolar da história do nosso amigo elemental, vemos o desenrolar de nossa própria história no decorrer dessas semanas.

            Do mesmo modo que, em sua empreitada, o ser elemental vence seus desafios em manifestar a flor amarela, em sincronia, seguimos também nossos desafios com nossas metas pessoais em manifestar a beleza das flores em nossas vidas.

            Quatro degraus - Vontade, Percepção, Amor e Pureza - já nos foram apresentados como referências a serem implementadas em nossa vida exterior para a conclusão de nossos propósitos, com maestria.

            Vejamos, como se segue a história:

            “Finalmente, nem foi necessário apresentar-me voluntariamente. Um dia meu professor- Deva disse-me: ‘Está bem, pode ir e tentar outra vez’. Desta vez fechei meus olhos e sentidos e não deixei minha atenção desviar-se por nada. Só queria uma coisa: A Flor Amarela! Mas ainda havia algo em que eu devia pensar: a Persistência. Por minha falta de persistência aconteceu que as pétalas da flor caíram, mesmo antes que a primavera chegasse ao fim! Portanto, também tive de aprender a quinta atividade, a da Persistência e Concentração, antes que o Deva me chamasse novamente. Devido ao fato de as pétalas de minha flor terem caído antes do tempo por causa de minha falta de persistência, regressei ao Templo um mês antes dos outros. Devo confessar que, por vergonha, durante um bom período não apareci no Templo. Andava para cá e para lá do lado de fora, mas não ousava entrar. Mas finalmente tive que entrar no Templo, também conheceis isso! Onde quer que estejais e o que quer que desejeis fazer voluntariamente, um dia tereis de concluí-lo!
É exatamente assim com os seres humanos. Eles brincam por aí, por tanto tempo quanto desejam, desperdiçam tempo e força, porém um dia esta maneira de viver tem de acabar, pois CADA UM TEM SEU PLANO DIVINO A CUMPRIR. Mais cedo ou mais tarde, cada um terá que voltar – talvez de asas caídas – para o cumprimento do plano original.

            Quando novamente nos reunimos diante do Deva no Templo da Natureza, eu estava sentado bem atrás, na última fila. Como era de estatura pequena, tinha a esperança de não ser visto tão facilmente. Aí eu pensei comigo: Nunca mais quero sair para uma nova experiência, simplesmente ficarei aqui. Então tivemos de aprender a lição do Ritmo.

            Então aprendi que precisava manter a pureza da forma e persistir no meu posto, até que fosse chamado de volta por aquele ser que me havia enviado. Isto era Persistência. Então fiquei sabendo com grande espanto que seria enviado em todas as primaveras.

            Paciência! Eu tinha pensado que sair uma vez seria a grande realização, mas reconhecia agora: O ritmo comanda: flor amarela, flor amarela, sempre e sempre, em todas as primaveras vindouras! Eu nem quero tentar contar-vos em quantas primaveras eu era a flor amarela. Ser uma flor amarela uma vez, era para mim uma novidade, até uma dúzia de vezes dava prazer. Mas a cada primavera, isto me parecia uma longa, monótona, impiedosa prova! Obediência! Obediência! Obediência até o fim!” (continua...)

           
Concentração (foco e atenção) e Ritmo (movimento) são dois aspectos naturais e fundamentais que regem a ordem da nossa Natureza - interna e externa – presente nas batidas do nosso coração, no fluxo respiratório, no pulsar dos ciclos das estações do ano, na inspiração e expiração solar...

Aspectos tão inerentes quanto inconscientes, mas que sustentam toda possibilidade de vida e evolução.

E, exatamente por estarem na superfície de nossa atenção, muitas vezes, retardam o nosso desenvolvimento, pois sem foco a concentração se dispersa; e sem ritmo não há movimento.

Por outro lado ao conciliarmos foco/concentração e ritmo, nos alinhamos a freqüências vibracionais mais elevadas, potencializando a oportunidade de avançarmos em nossos propósitos.

Contudo, há que se ter persistência necessária, que se apresenta quando estamos abastecidos pela força interior que orienta e dita o ritmo da ordem.

E, essa força interior só é possível quando olhamos para dentro de nós e a buscamos em nosso interior e não no exterior.   

7 de set de 2011

Parte II - Mudanças... permitindo à VIDA fluir para florescer

"Dê boas vindas às abelhas, convide os pássaros a beber do seu néctar.
 Espalhe em volta a sua alegria, para que todos compartilhem dela."
Parte II – AMOR e PUREZA

            Neste mês de setembro, em homenagem ao ciclo vindouro da Primavera, estamos contando, em fragmentos semanais, a história de um ser elemental, que desejou manifestar uma flor amarela.
Como vimos, no capitulo anterior, tendo sido aceito no Templo da Natureza onde transcorreu todo seu aprendizado inicial, descobriu que para a conclusão de seu objetivo era necessário galgar sete degraus.
Presenciamos seu aprendizado nos dois primeiros degraus de sua empreitada: VONTADE e PERCEPÇÃO.

            Assim também acontece conosco em nossas realizações bem-sucedidas quando respeitamos e cumprimos a lei universal.
            Trazer as ricas mensagens que as histórias contém para a nossa própria realidade é um exercício salutar que nos eleva em consciência aos aprendizados de nossa própria vida.
           
            E, assim, a historia continua...

            “Nós continuávamos a absorver os ensinamentos e tentávamos pô-los em prática novamente. Um dia surgiu em minhas mãos uma pequena flor amarela, e eu fiquei sumamente feliz por isso.
Desta vez, eu tinha também o número certo de pétalas, a cor certa e o perfume certo para a flor. Justamente quando eu estava a ponto de mostrar a flor ao Deva, passou pela janela um Arcanjo e a minha atenção dispersou-se, devido a sua Luz irradiante. Quando quis olhar novamente a flor na minha mão, ela havia desaparecido. Vede, foi falta de concentração!

            Aqueles professores – Devas não dizem absolutamente nada, eles dão suas instruções através de irradiações. O nosso professor – Deva sugeria-nos o pensamento de que, em cada primavera, poderíamos proporcionar beleza e perfeição adicionais para benção da evolução das almas viventes, em qualquer amorável planeta, sob a direção de um Elohim, se estivéssemos em condições de conscientemente fazer surgir aquela flor. Quando pensei sobre isso, nasceu em mim o amor ao meu esforço. Eu desejava tanto criar a pequena flor com toda a perfeição. Eu queria, também, conservá-la por tempo suficiente, para que através dela realmente pudesse abençoar alguma partícula de vida provida de suficiente aroma e beleza. Esse foi o terceiro aspecto da divindade a saber, o Amor. Então esqueci-me de mim mesmo e nada mais podia distrair-me. Tinha somente um desejo: Criar a Flor.

            O que aconteceu então? Recebi um encargo! A esse respeito gostaria de dizer: Os Devas não dão nenhuma tarefa, por menor que seja, antes de saberem se possuímos persistência suficiente para concluir nossa tarefa, mesmo que se trate apenas de produzir uma flor de maçã. Nesta nova tarefa – tomaram parte aproximadamente 700 alunos – fomos encarregados de enfeitar uma grande árvore. Aquela flor amarela, que eu tive de criar, não cresce em vossa terra; tão pouco tendes tal árvore. Mas talvez algum dia, também ela possa crescer entre vós.

            Agora surgiu novamente outra lição que não aprendi imediatamente. Nosso professor chamou-nos a atenção para o fato de que veríamos diversos tipos de árvores naquele planeta, se fôssemos lá com o Grande Deva da árvore.

            Ele nos advertiu e incumbiu-nos de dar atenção detalhada à nossa flor individual, para que não ficasse parecida com a flor de uma outra árvore ou arbusto. Eu, porém esqueci sua advertência à contemplação dessas flores, eu não tinha uma determinada flor diante de meus olhos, e o resultado disso foi que não consegui nenhuma manifestação.

            Dessa forma, tive que aprender a minha quarta lição. Tive de manter Pureza do modelo divino, que me foi dado no início. Quando, finalmente, regressamos ao nosso local de ensino no Templo da Natureza, nenhum dos que havia cometido erros nesta tarefa estava especialmente orgulhoso de seu desempenho. Os Devas, que distribuem as tarefas, preparam, devido a esses casos, sempre mais seres elementais do que realmente seria necessário. Por esta razão, a tarefa em que fracassamos pôde ser levada ao término por outros seres elementais. Posso garantir-vos que, para o experimento seguinte não me apresentei espontaneamente com tanta rapidez. No entanto em mim mesmo eu estive firmemente decidido a sustentar o modelo da flor amarela, até que houvesse produzido em toda a sua perfeição.” (continua...)

            O nosso dia-a-dia é rico em ensinamentos quando nos dispomos a ouvir a voz interior. Contudo, quanto absorvemos desses ensinamentos e, mais que isso, os colocamos em prática? E, ainda que os coloquemos em prática, quanto ainda nos dispersamos com distrações diversas que só nos distanciam do real objetivo?

            E diante dos fracassos, temos tido “persistência suficiente para concluir nossa tarefa, mesmo que se trate apenas de produzir uma flor de maçã”?

Conseguimos lançar um olhar amoroso aos nossos esforços, validando nossas experiências, que nos remetem ao verdadeiro amor compassivo, que gerado pelo ato de reconhecer-se com suas faltas e virtudes, se esquece de si mesmo para servir ao próximo, aperfeiçoando-se, pois compreende a unidade que reside em toda existência?

Diante de tantas “realidades” que a vida externa apresenta, ainda somos capazes de manter a pureza em nossos olhares?

Com essas reflexões seguimos em frente, somando mais “dois degraus” a refletir na semana que se segue:
AMOR e PUREZA.

Boa escalada a todos nós e até o próximo capítulo de nossa história!

1 de set de 2011

Mudanças... permitindo à VIDA fluir para florescer (Parte I)

“ Você poderia sentir-se nesse exato momento como um jardim de flores, regado por bênçãos vindas de toda parte.
 Dê boas vindas às abelhas, convide os pássaros a beber do seu néctar.
 Espalhe em volta a sua alegria, para que todos compartilhem dela”.
(Florescimento)

Neste mês de setembro, celebrando a Primavera, época marcada pelo FLORESCER na natureza, que também se reflete em nosso ciclo de vida quando nos sintonizamos às leis naturais que nos são inerentes, aprenderemos com a historia de um elemental* - em sua primeira manifestação como uma flor amarela – contando-nos sobre os sete degraus para sua bem-sucedida empreitada, que serão contadas em quatro capítulos no transcorrer deste período mensal.

Assim como “ele” também podemos florescer para uma nova vida, se assim determinarmos, com a vantagem da escolha do “livre-arbítrio” que nos confere a graça da verdadeira liberdade, quando para isso nos dedicamos.

Contudo, em sua evolução, veremos que ele partiu de um pequeno ser elemental para o Reino dos Devas e, então se tornar um Elohim - o Elohim da Paz.

Assim como “ele”, cada qual em seu reino de evolução, nós também temos condições de evoluir aos patamares mais elevados, quando nos entregamos ao ritmo das mudanças, permitindo à VIDA fluir em sua sabedoria, ao encontro com a nossa paz interior.

Apreciem essa historia que em sua simplicidade nos revela o potencial abundante que reside na essência de toda Criação.

Assim começa a sua aventura...

“Cada um de nós começou seu caminho como um pequeno ser elemental e pertencia, em diversas épocas, a diversos Sistemas e Vias Lácteas. Eu me encontrei entre aqueles seres elementais que seguiam a exata Ordem da Criação. No primeiro período após a criação é dada completa liberdade aos seres, pois devem alegrar-se consigo mesmo. Alguns povos imaginam o céu como um lugar de ‘eterna alegria’, ‘eterno sossego’ e um genérico ‘faça o que vos agradar’. Pessoas assim regridem. Isso não é olhar para a frente! Gostaria de advertir-vos, antecipadamente, não é assim que se apresenta o futuro!

Há longo, longo tempo, eu era um daqueles minúsculos seres elementais, e andava para cá e para lá em meu universo. Sempre que eu desejava, dependurava-me em um raio de Luz, que um ser qualquer, que se mal conhecia, irradiava. Às vezes eu me lançava ao dorso de um grande raio que tinha a determinação de tornar-se uma parte de uma estrela ou outra amorável Criação Divina. Eu nada sabia de qualquer obrigação, nem conhecia um sentimento de responsabilidade.

Essa mesma liberdade é dada a todas as criações de Deus, no inicio – também aos anjos. Após a sua criação, eles movem-se na glória e Luz de seu criador. Talvez se tornem parte das Virtudes Divinas de fé, esperança e bondade, ou uma outra Virtude Divina, bem de acordo com seu desejo. Estes anjos vivem nos Templos de sua própria escolha, eles recebem a irradiação e permanecem lá!

Repentinamente, um dia apossou-se de mim um sentimento, do qual nasceu o desejo de ser uma consciente parcela da Criação. Quando esse desejo desperta num ser, então, isso significa o nascimento do Primeiro Raio nele, o nascimento do ‘eu quero fazer algo’. Exatamente assim aconteceu em mim.

Então, procurei alguém que pudesse dizer-me o que deveria fazer. Encontrei um ser que me conduziu a um Templo da natureza, onde eu pude aprender como fazer surgir certas formas, por exemplo, uma flor. Junto com outros seres que tinham as mesmas intenções que eu, tive de aprender a sustentar a forma pensamento que nos foi mostrada no altar pelo Deva em exercício, nosso instrutor.     

Minha primeira tarefa, após ter sido agregado como aluno a esse Templo da Natureza, consistia em fazer surgir uma flor amarela de cinco pétalas. Essa primeira tarefa jamais esquecerei. Nessa classe éramos mais ou menos 200 alunos, todos tão irresponsáveis como eu. No lado de fora do Templo ouvíamos doce música; o ar bem fresco e agradável. Maravilhosos seres de luz pairavam na atmosfera. Nós os víamos pela janela, e posso dizer-vos que a manutenção do modelo-pensamento para a flor era muito monótona. O Deva ficava no altar, revelava de si o modelo para a flor que deveríamos fazer surgir. Ele tentava captar os nossos pensamentos, concentrando-os sobre a flor. Logo percebi que apenas ‘a vontade de criar algo’ não era suficiente.

Também os outros seis degraus da criação eram necessários, para terminar a atividade.

Repentinamente, o meu espírito adquiriu uma certa capacidade de percepção, e eu pensei: ‘Sim, isto realmente é uma parte da Criação’. De repente eu também compreendi que o Deva desejava que eu fizesse uma tentativa. Até aquele momento, eu tinha sentido somente alegria com perfume, com as cores e simetria da forma, mas nunca tinha tido a sensação de desejar algo além disso. Entretanto, quando a sensação do poder de percepção tomou conta de mim tive o desejo de fazer tentativas conscientes. A primeira forma que tentei criar era certamente desfigurada – surgiu alguma coisa quadrada! Ela não tinha pétalas suficientes, nem o aroma correto, e tão logo eu desviava minha atenção da flor, a forma desaparecia repentinamente! Tão pouco os outros alunos estavam muito concentrados em suas tarefas. Mas, aqueles que realmente levavam isso a sério, podiam finalmente avançar até a frente do recinto, nas proximidades do altar.” (... continua) 

Alguns detalhes nesse pequeno trecho da historia nos remete a vários aspectos para reflexões pessoais, quanto à atenção que temos dado à nossa evolução pessoal como seres espirituais na Terra.

Seguem alguns deles:
- o “alegrar-se consigo mesmo” como ponto de partida para a reflexão sobre o nosso momento atual de vida;
- o “genérico” engano do “faça o que vos agradar”, prática tão comum quanto inconsciente, que nos conduz à regressão ao invés da evolução;
- o “desenvolvimento do sentimento da responsabilidade” pessoal e intransferível, como fundamento de nossas realizações, não apenas materiais como também espirituais, quando entendemos que a matéria deve servir à manifestação do espírito;
- o “desejo de ser uma consciente parcela da Criação”, quanto à nossa atual compreensão do que viemos realizar nesta vida, neste planeta;
- a “procura por alguém” traduzida como a busca de novos conhecimentos para além do que o trivial e convencional conhecimento possam nos ter oferecido até o presente momento;
- a receptividade à “capacidade a novas percepções”, como fonte propulsora para novas realidades, mais simples, porém mais plenas;
- desenvolver o “desejo de tentativas conscientes”, quando desenvolvemos a iniciativa de tomar a vida pelas próprias mãos;
- capacidade de “estar concentrado em suas tarefas”, no entendimento de estarmos sendo movidos pelo desejo da alma e não pelas exigências externas, o que nos confere a assertividade nas realizações.

Dentre tantas outras reflexões que podemos extrair nesse pequeno trecho de uma singela historia.

 Boa reflexão e até a próxima semana!

* Elementais – elementos básicos na manifestação material que dão sustentação a toda forma (física, etérica, emocional, mental).
Tal qual um plano de carreira numa empresa onde temos: os funcionários, os diretores e o presidente, o Reino Elemental possui: os elementais, os Devas e os Elohins.