1 de set de 2011

Mudanças... permitindo à VIDA fluir para florescer (Parte I)

“ Você poderia sentir-se nesse exato momento como um jardim de flores, regado por bênçãos vindas de toda parte.
 Dê boas vindas às abelhas, convide os pássaros a beber do seu néctar.
 Espalhe em volta a sua alegria, para que todos compartilhem dela”.
(Florescimento)

Neste mês de setembro, celebrando a Primavera, época marcada pelo FLORESCER na natureza, que também se reflete em nosso ciclo de vida quando nos sintonizamos às leis naturais que nos são inerentes, aprenderemos com a historia de um elemental* - em sua primeira manifestação como uma flor amarela – contando-nos sobre os sete degraus para sua bem-sucedida empreitada, que serão contadas em quatro capítulos no transcorrer deste período mensal.

Assim como “ele” também podemos florescer para uma nova vida, se assim determinarmos, com a vantagem da escolha do “livre-arbítrio” que nos confere a graça da verdadeira liberdade, quando para isso nos dedicamos.

Contudo, em sua evolução, veremos que ele partiu de um pequeno ser elemental para o Reino dos Devas e, então se tornar um Elohim - o Elohim da Paz.

Assim como “ele”, cada qual em seu reino de evolução, nós também temos condições de evoluir aos patamares mais elevados, quando nos entregamos ao ritmo das mudanças, permitindo à VIDA fluir em sua sabedoria, ao encontro com a nossa paz interior.

Apreciem essa historia que em sua simplicidade nos revela o potencial abundante que reside na essência de toda Criação.

Assim começa a sua aventura...

“Cada um de nós começou seu caminho como um pequeno ser elemental e pertencia, em diversas épocas, a diversos Sistemas e Vias Lácteas. Eu me encontrei entre aqueles seres elementais que seguiam a exata Ordem da Criação. No primeiro período após a criação é dada completa liberdade aos seres, pois devem alegrar-se consigo mesmo. Alguns povos imaginam o céu como um lugar de ‘eterna alegria’, ‘eterno sossego’ e um genérico ‘faça o que vos agradar’. Pessoas assim regridem. Isso não é olhar para a frente! Gostaria de advertir-vos, antecipadamente, não é assim que se apresenta o futuro!

Há longo, longo tempo, eu era um daqueles minúsculos seres elementais, e andava para cá e para lá em meu universo. Sempre que eu desejava, dependurava-me em um raio de Luz, que um ser qualquer, que se mal conhecia, irradiava. Às vezes eu me lançava ao dorso de um grande raio que tinha a determinação de tornar-se uma parte de uma estrela ou outra amorável Criação Divina. Eu nada sabia de qualquer obrigação, nem conhecia um sentimento de responsabilidade.

Essa mesma liberdade é dada a todas as criações de Deus, no inicio – também aos anjos. Após a sua criação, eles movem-se na glória e Luz de seu criador. Talvez se tornem parte das Virtudes Divinas de fé, esperança e bondade, ou uma outra Virtude Divina, bem de acordo com seu desejo. Estes anjos vivem nos Templos de sua própria escolha, eles recebem a irradiação e permanecem lá!

Repentinamente, um dia apossou-se de mim um sentimento, do qual nasceu o desejo de ser uma consciente parcela da Criação. Quando esse desejo desperta num ser, então, isso significa o nascimento do Primeiro Raio nele, o nascimento do ‘eu quero fazer algo’. Exatamente assim aconteceu em mim.

Então, procurei alguém que pudesse dizer-me o que deveria fazer. Encontrei um ser que me conduziu a um Templo da natureza, onde eu pude aprender como fazer surgir certas formas, por exemplo, uma flor. Junto com outros seres que tinham as mesmas intenções que eu, tive de aprender a sustentar a forma pensamento que nos foi mostrada no altar pelo Deva em exercício, nosso instrutor.     

Minha primeira tarefa, após ter sido agregado como aluno a esse Templo da Natureza, consistia em fazer surgir uma flor amarela de cinco pétalas. Essa primeira tarefa jamais esquecerei. Nessa classe éramos mais ou menos 200 alunos, todos tão irresponsáveis como eu. No lado de fora do Templo ouvíamos doce música; o ar bem fresco e agradável. Maravilhosos seres de luz pairavam na atmosfera. Nós os víamos pela janela, e posso dizer-vos que a manutenção do modelo-pensamento para a flor era muito monótona. O Deva ficava no altar, revelava de si o modelo para a flor que deveríamos fazer surgir. Ele tentava captar os nossos pensamentos, concentrando-os sobre a flor. Logo percebi que apenas ‘a vontade de criar algo’ não era suficiente.

Também os outros seis degraus da criação eram necessários, para terminar a atividade.

Repentinamente, o meu espírito adquiriu uma certa capacidade de percepção, e eu pensei: ‘Sim, isto realmente é uma parte da Criação’. De repente eu também compreendi que o Deva desejava que eu fizesse uma tentativa. Até aquele momento, eu tinha sentido somente alegria com perfume, com as cores e simetria da forma, mas nunca tinha tido a sensação de desejar algo além disso. Entretanto, quando a sensação do poder de percepção tomou conta de mim tive o desejo de fazer tentativas conscientes. A primeira forma que tentei criar era certamente desfigurada – surgiu alguma coisa quadrada! Ela não tinha pétalas suficientes, nem o aroma correto, e tão logo eu desviava minha atenção da flor, a forma desaparecia repentinamente! Tão pouco os outros alunos estavam muito concentrados em suas tarefas. Mas, aqueles que realmente levavam isso a sério, podiam finalmente avançar até a frente do recinto, nas proximidades do altar.” (... continua) 

Alguns detalhes nesse pequeno trecho da historia nos remete a vários aspectos para reflexões pessoais, quanto à atenção que temos dado à nossa evolução pessoal como seres espirituais na Terra.

Seguem alguns deles:
- o “alegrar-se consigo mesmo” como ponto de partida para a reflexão sobre o nosso momento atual de vida;
- o “genérico” engano do “faça o que vos agradar”, prática tão comum quanto inconsciente, que nos conduz à regressão ao invés da evolução;
- o “desenvolvimento do sentimento da responsabilidade” pessoal e intransferível, como fundamento de nossas realizações, não apenas materiais como também espirituais, quando entendemos que a matéria deve servir à manifestação do espírito;
- o “desejo de ser uma consciente parcela da Criação”, quanto à nossa atual compreensão do que viemos realizar nesta vida, neste planeta;
- a “procura por alguém” traduzida como a busca de novos conhecimentos para além do que o trivial e convencional conhecimento possam nos ter oferecido até o presente momento;
- a receptividade à “capacidade a novas percepções”, como fonte propulsora para novas realidades, mais simples, porém mais plenas;
- desenvolver o “desejo de tentativas conscientes”, quando desenvolvemos a iniciativa de tomar a vida pelas próprias mãos;
- capacidade de “estar concentrado em suas tarefas”, no entendimento de estarmos sendo movidos pelo desejo da alma e não pelas exigências externas, o que nos confere a assertividade nas realizações.

Dentre tantas outras reflexões que podemos extrair nesse pequeno trecho de uma singela historia.

 Boa reflexão e até a próxima semana!

* Elementais – elementos básicos na manifestação material que dão sustentação a toda forma (física, etérica, emocional, mental).
Tal qual um plano de carreira numa empresa onde temos: os funcionários, os diretores e o presidente, o Reino Elemental possui: os elementais, os Devas e os Elohins.



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