7 de set de 2011

Parte II - Mudanças... permitindo à VIDA fluir para florescer

"Dê boas vindas às abelhas, convide os pássaros a beber do seu néctar.
 Espalhe em volta a sua alegria, para que todos compartilhem dela."
Parte II – AMOR e PUREZA

            Neste mês de setembro, em homenagem ao ciclo vindouro da Primavera, estamos contando, em fragmentos semanais, a história de um ser elemental, que desejou manifestar uma flor amarela.
Como vimos, no capitulo anterior, tendo sido aceito no Templo da Natureza onde transcorreu todo seu aprendizado inicial, descobriu que para a conclusão de seu objetivo era necessário galgar sete degraus.
Presenciamos seu aprendizado nos dois primeiros degraus de sua empreitada: VONTADE e PERCEPÇÃO.

            Assim também acontece conosco em nossas realizações bem-sucedidas quando respeitamos e cumprimos a lei universal.
            Trazer as ricas mensagens que as histórias contém para a nossa própria realidade é um exercício salutar que nos eleva em consciência aos aprendizados de nossa própria vida.
           
            E, assim, a historia continua...

            “Nós continuávamos a absorver os ensinamentos e tentávamos pô-los em prática novamente. Um dia surgiu em minhas mãos uma pequena flor amarela, e eu fiquei sumamente feliz por isso.
Desta vez, eu tinha também o número certo de pétalas, a cor certa e o perfume certo para a flor. Justamente quando eu estava a ponto de mostrar a flor ao Deva, passou pela janela um Arcanjo e a minha atenção dispersou-se, devido a sua Luz irradiante. Quando quis olhar novamente a flor na minha mão, ela havia desaparecido. Vede, foi falta de concentração!

            Aqueles professores – Devas não dizem absolutamente nada, eles dão suas instruções através de irradiações. O nosso professor – Deva sugeria-nos o pensamento de que, em cada primavera, poderíamos proporcionar beleza e perfeição adicionais para benção da evolução das almas viventes, em qualquer amorável planeta, sob a direção de um Elohim, se estivéssemos em condições de conscientemente fazer surgir aquela flor. Quando pensei sobre isso, nasceu em mim o amor ao meu esforço. Eu desejava tanto criar a pequena flor com toda a perfeição. Eu queria, também, conservá-la por tempo suficiente, para que através dela realmente pudesse abençoar alguma partícula de vida provida de suficiente aroma e beleza. Esse foi o terceiro aspecto da divindade a saber, o Amor. Então esqueci-me de mim mesmo e nada mais podia distrair-me. Tinha somente um desejo: Criar a Flor.

            O que aconteceu então? Recebi um encargo! A esse respeito gostaria de dizer: Os Devas não dão nenhuma tarefa, por menor que seja, antes de saberem se possuímos persistência suficiente para concluir nossa tarefa, mesmo que se trate apenas de produzir uma flor de maçã. Nesta nova tarefa – tomaram parte aproximadamente 700 alunos – fomos encarregados de enfeitar uma grande árvore. Aquela flor amarela, que eu tive de criar, não cresce em vossa terra; tão pouco tendes tal árvore. Mas talvez algum dia, também ela possa crescer entre vós.

            Agora surgiu novamente outra lição que não aprendi imediatamente. Nosso professor chamou-nos a atenção para o fato de que veríamos diversos tipos de árvores naquele planeta, se fôssemos lá com o Grande Deva da árvore.

            Ele nos advertiu e incumbiu-nos de dar atenção detalhada à nossa flor individual, para que não ficasse parecida com a flor de uma outra árvore ou arbusto. Eu, porém esqueci sua advertência à contemplação dessas flores, eu não tinha uma determinada flor diante de meus olhos, e o resultado disso foi que não consegui nenhuma manifestação.

            Dessa forma, tive que aprender a minha quarta lição. Tive de manter Pureza do modelo divino, que me foi dado no início. Quando, finalmente, regressamos ao nosso local de ensino no Templo da Natureza, nenhum dos que havia cometido erros nesta tarefa estava especialmente orgulhoso de seu desempenho. Os Devas, que distribuem as tarefas, preparam, devido a esses casos, sempre mais seres elementais do que realmente seria necessário. Por esta razão, a tarefa em que fracassamos pôde ser levada ao término por outros seres elementais. Posso garantir-vos que, para o experimento seguinte não me apresentei espontaneamente com tanta rapidez. No entanto em mim mesmo eu estive firmemente decidido a sustentar o modelo da flor amarela, até que houvesse produzido em toda a sua perfeição.” (continua...)

            O nosso dia-a-dia é rico em ensinamentos quando nos dispomos a ouvir a voz interior. Contudo, quanto absorvemos desses ensinamentos e, mais que isso, os colocamos em prática? E, ainda que os coloquemos em prática, quanto ainda nos dispersamos com distrações diversas que só nos distanciam do real objetivo?

            E diante dos fracassos, temos tido “persistência suficiente para concluir nossa tarefa, mesmo que se trate apenas de produzir uma flor de maçã”?

Conseguimos lançar um olhar amoroso aos nossos esforços, validando nossas experiências, que nos remetem ao verdadeiro amor compassivo, que gerado pelo ato de reconhecer-se com suas faltas e virtudes, se esquece de si mesmo para servir ao próximo, aperfeiçoando-se, pois compreende a unidade que reside em toda existência?

Diante de tantas “realidades” que a vida externa apresenta, ainda somos capazes de manter a pureza em nossos olhares?

Com essas reflexões seguimos em frente, somando mais “dois degraus” a refletir na semana que se segue:
AMOR e PUREZA.

Boa escalada a todos nós e até o próximo capítulo de nossa história!

Um comentário:

  1. Boa escalada para todos nós...sejamos vigilantes e persistentes!
    Boa semana amiga,
    Dri

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