27 de jan de 2013

Praticar a COMPAIXÃO é exercer o verdadeiro PODER com AMOR

Foto de Fátima tirada em Itajaí.
O exercício da Compaixão muitas vezes ecoa como uma conquista celeste, distante de nossa concreta humanidade.
Porém, um novo entendimento desponta, quando compreendemos que não há como desenvolver a compaixão sem a nossa condição humana, cujo caminho de aprendizado é a matéria.
Pois, só a experiência pessoal na matéria possibilita o despertar da Compaixão como fruto do 'experimentar' a vida no nível mais orgânico de ser.
Então, o nosso viver na matéria em contato com os nossos desafios - sem apegos (vitimização) e sem aversões (fuga pela negação ou protelação) - 'experienciando' tudo aquilo que trouxemos como bagagem, torna-se o próprio caminho da transcendência que transforma a experiência em Compaixão.
Praticar a Compaixão é o exercício do pleno Poder com Amor, quando trazemos o espírito da Presença Divina à face da Terra em nossas interações diárias, pois essa é a maneira segura de expressarmos o nosso Ser autêntico e poderoso na matéria
E, à medida em que expandimos essa Consciência espiritual na matéria cresce o nosso verdadeiro poder, sustentado pelo amor.
Apropriar-se desse poder é mover-se pela Confiança nessa Sabedoria Interna para expressar a Verdade, aqui e agora, em cada momento presente em que permitimos à nossa energia interna fluir através do nosso coração.

Trecho do Artigo de Fevereiro 2013 escrito para a Revista Entusiasmo - Fátima Lee.



  

3 comentários:

  1. COMPAIXÃO É RECONHECER NOSSA HUMANIDADE COMUM

    "Compaixão não é um relacionamento entre curador e doente. É uma relação entre iguais. Somente quando conhecemos bem nossa própria escuridão, podemos estar presentes na escuridão dos outros. A compaixão torna-se real quando reconhecemos nossa humanidade comum."
    - Pema Chödrön.

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  2. COMPAIXÃO É RETORNAR À UNIDADE COM A EXISTÊNCIA

    E o que dizer da compaixão? Compaixão te faz retornar ao todo. Te faz ser um novamente com o próximo e logo com toda a existência.

    Compaixão não é ter pena, não é dizer sim a tudo que os outros fazem. Inclusive muitas vezes significa dizer não, compaixão é ser o outro. Não é entender e nem aceitar o outro, é ser o outro. E ser o outro não trás nenhuma obrigação e nenhuma ética obrigatória para com a outra pessoa. Seremos a outra pessoa e isso por si só já é a maior benção que pode acontecer aos dois. Nessa fusão toda a existência entra em comunhão com os dois. E nisso um silêncio surge, e o amor nasce justamente desse segundo de silêncio.

    Compaixão não é perdão. Entre o que perdoa e o perdoado existem duas pessoas, na compaixão só existe uma. Ou melhor, desaparecem as duas e o que existe é só a existência. A prática da compaixão é de todas a melhor meditação. Aos poucos ela derruba a ilusão da separação, que no fundo é a única ilusão que existe da qual surgem todas as outras.

    Compaixão é o começo do caminho para a serenidade, do caminho de volta para a existência.

    - Osho.

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  3. A QUALIDADE DAS SEMENTES

    A qualidade da nossa vida
    Depende da qualidade
    Das sementes
    Que repousam no fundo de nossa consciência.

    Se somos felizes ou não, isso depende das sementes que estão na nossa consciência. Se nossas sementes de compaixão, compreensão e amor forem fortes, essas qualidades serão capazes de se manifestar em nós. Se as sementes de raiva, hostilidade e tristeza em nós forem fortes, então vamos experimentar muito sofrimento. Para compreender alguém, temos que conhecer a qualidade das sementes que estão na consciência armazenadora dessa pessoa. E precisamos lembrar que ela não é a única responsável por essas sementes. Seus ancestrais, os pais e a sociedade são co-responsáveis pela qualidade das sementes na sua consciência. Quando compreendermos isso, teremos capacidade de sentir compaixão por aquela pessoa. Com compreensão e amor saberemos como regar as belas sementes, tanto as nossas quanto as dos outros; reconheceremos as sementes do sofrimento e encontraremos meios de transformá-las.

    Quando uma pessoa nos procura pedindo orientação é necessário que a olhemos profundamente a fim de vermos as sementes que estão depositadas no fundo da sua consciência. Se apenas oferecermos uma orientação ou um conselho qualquer, não estaremos ajudando-a realmente. Se olharmos com profundidade, poderemos reconhecer a qualidade das sementes que se encontram nessa pessoa. Isso se chama "observar as circustâncias." Então poderemos recomendar um caminho de prática específico para nutrir as sementes positivas e transformar as negativas.

    Se sentimos que não podemos ajudar uma pessoa é porque não olhamos com suficiente profundidade as suas circunstâncias. Todos têm algumas sementes de felicidade. Em alguns, elas são fracas, enquanto em outros são fortes. Você pode ser a primeira pessoa, em muitos anos, a tocar as sementes de felicidade de seu amigo. A ajuda está na nossa capacidade de ver e regar essas sementes sadias. Se você só vê ambição, raiva e orgulho, é porque ainda não olhou em profundidade.

    O filósofo francês Jean-Paul Sartre disse: "O homem é a soma de seus atos." Cada um de nós é o conjunto de nossas ações, e nossas ações são a causa e o resultado das sementes na nossa consciência armazenadora. Quando fazemos alguma coisa, nossa ação é uma causa (karma-hetu). Quando ela traz um resultado, é o efeito (karma-phala, "fruto da ação"). Todo ato que realizamos por meio do corpo, da fala e da mente planta sementes em nós, e nossa consciência armazenadora preserva e mantém essas sementes.

    Thich Nhat Hanh, em "Transformações na Consciência - de Acordo com a Psicologia Budista", Ed. Pensamento


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