1 de fev de 2012

Respirar... Ar... Revigorar!

Respirar... Ar... Revigorar

“Talvez o conceito psicológico mais importante a propósito da meditação seja o de que o despertar espiritual ocorre somente na imediaticidade do momento atual. De fato, todas as experiências e sentimentos humanos só acontecem aqui e agora.
O momento presente é o único espaço em que contemplamos ao mesmo tempo os sentimentos interiores e o mundo exterior – e nada nos enraíza mais profunda e imediatamente no instante atual do que a percepção sustentada de nossa experiência respiratória.”(*)

Com o retorno das aulas, o ano de 2012 inicia para pais, filhos, professores e educadores - que recomeçam, juntos - uma ‘nova’ rotina, qualificados para novas experiências num outro patamar de aprendizado!

E, parece que foi ‘ontem’ quando, tal qual nossos filhos, também clamávamos pelas férias, por uma ‘pausa para respirar’ – expressão tão corriqueira, porém de interna sabedoria!

Pois, apesar dos planejamentos renovados para o novo ano, sabemos que se não nos mantivermos centrados em nossos objetivos mais íntimos, sustentados pela energia de nossa “fonte primordial”, somos tomados e rendidos rapidamente pelo nosso dia-a-dia.

E, assim, sem nos dar conta, passamos a respirar novamente na superfície, atribulados pelas tarefas e exigências da vida onde, a respiração se torna curta; às vezes tensa, às vezes angustiada, às vezes temerosa...

Como se estivéssemos amedrontados em respirar o ar poluído dos grandes centros, que refletem, muitas vezes, a poluição de nossos próprios pensamentos inconscientes e improdutivos, que vezes sem conta, se perdem no ‘se’ e ‘quando’ – do passado e do futuro, respectivamente. O que freqüentemente ocorre quando nos esquecemos de respirar o ‘presente’ – onde reside nosso único poder de ação e realização.

As férias colaboram para retomarmos o fôlego. Onde buscamos um estímulo externo que nos promova a motivação interna para nos sentirmos vivos, novamente!

Podemos subir ‘às alturas’ – como sugere a foto acima, buscando o ar puro das montanhas para, nesse movimento externo, despertarmos novamente os nossos sentidos internos. Restabelecermos a sensibilidade que se perde quando saímos do nosso centro de equilíbrio – a atenção ao momento presente.

Onde, buscar o ar puro nas alturas das montanhas é apenas uma simbologia para nos tornarmos mais sensíveis, também, à nossa porção mais elevada, que é ‘ar puro’ que revigora! Quando damos espaço para que a mente concreta e racional possa cumprir o seu papel, organizando naturalmente, sem interferências, os pensamentos e servindo como ponte para a mente ‘intuicional’ que encontra verdadeiro entendimento de ‘tudo o que é’, gerando um novo padrão de funcionamento - mais fluido e leve para o cumprimento de nossas tarefas!

O convite do ‘post’ dessa semana é para que, no nosso trabalho em 2012, estejamos sempre atentos ao momento presente, sensíveis a essa percepção mais refinada do ‘ar’ que verdadeiramente nos nutre de vitalidade, para vivermos plenamente a vida com seus aprendizados.

Pequenas pausas ‘para respirar’ podem ser realizadas no nosso dia-a-dia, mesmo não estando num ambiente tão favorável como o das montanhas, quando elevamos o nosso pensamento para além das altitudes, onde o ar – representado por pensamentos mais qualificados – é puro, sem interferência, portanto, revigorante!

Uma pausa para contemplar algo em sua essência, uma pausa para silenciar a mente em meditação, ou até mesmo uma pausa para um café!
Qualquer movimento é válido para nos distanciar um pouco da “roda-viva” e nos transformarmos, simplesmente em VIDA.

“O que mais afasta a nossa atenção do momento presente é a tendência da mente pensante a ignorar o aqui-e-agora em proveito de lembranças, fantasias, julgamentos ou fluxos de pensamentos abstratos e, mesmo, o exame desses julgamentos. Impulsionados pelas constantes apreensões e ruminações confusas do ego, costumamos passar boa parte do dia perdidos em pensamentos e emoções muitas vezes contraditórios – matutando sobre uma maneira de obter sucesso, temendo demasiadamente o futuro, planejando um novo negócio ou caso amoroso e sonhando com as férias próximas.”(*)

(*) Sete Mestres, Um Caminho – John Selby


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