8 de fev de 2012

“Idas e Vindas, na plataforma da ‘minha’ estação”

O que descobri, vivenciei e necessito compartilhar?
O que ainda não sei e necessito aprender ou aprimorar?
A vida é uma troca, onde nenhum encontro é casual.
“A plataforma dessa estação é a vida desse meu lugar” - meu momento presente -  onde “o trem que chega é o mesmo trem da partida” e a “hora do encontro é também despedida” – local de troca onde tudo se manifesta.
Deixo partir – no encontro do compartilhar – aquilo que aprendi, sem apegos.
Deixo entrar aquilo que chegou, sem reservas.
Onde ninguém é Mais ou Menos, nem ‘mais ou menos’ – somos todos, simplesmente, inteiros em nossa integridade!
Onde as partes que se encontram como um quebra-cabeças, se complementam em prol de um único TODO.
“A plataforma dessa estação” é representada pelo centro receptivo – centramento em meu Ser Essencial – o ponto de chegada e o ponto de partida, que recebe o trem e também  deixa partir, mas permanece íntegro, transparente, sem nunca se perder.
Pois, tal qual o nosso processo respiratório, conforme abordamos no post anterior,  “à medida que somos preenchidos, também vamos continuamente nos esvaziando” , portanto, “transbordando e recebendo mais”, “em harmonia perfeita com o universo” (*)
Assim têm sido alguns momentos da minha vida e, quantas bênçãos tenho recebido, quando permito esse fluxo contínuo de ir e vir em todas e quaisquer circunstâncias da vida cotidiana: no seio familiar, nos encontros de desenvolvimento espiritual, nas atividades do Espaço Matrix, nas reuniões sociais, nos momentos de lazer...
Mas, tudo isso só se faz possível e real, quando me mantenho na Fonte - na plataforma da minha própria estação - atenta, disponível para a troca, a cada trem que chega e que parte, sem deixar pesar a bagagem.
Pois, quando me permito - nessa troca - perceber a composição das ‘diferenças’, abandono hábitos, crenças e julgamentos que já não fazem mais sentido, permitindo espaço para acolher o novo, sempre disponível.
Liberto, também, a bagagem de conhecimentos adquiridos, sem apegos de posse ou de soberba, pois entendo que nada me pertence e, ao mesmo tempo está presente dentro de mim, quando os utilizo em meu próprio aprendizado.  
E é desse modo que liberto-me de medos infundados, impaciências, imposições, cobranças ou condições – aprimorando a Aceitação que começa dentro de mim, para expandir-se ao meu redor.    
Então compreendo e vivencio esse novo modo de funcionar, em que “o tempo de desprendimento e gratidão por tudo que a vida possa nos dar, sem quaisquer expectativas ou exigências”  já é uma realidade viva, onde “nem sentimentos de obrigação, nem idéias de reconhecimento de mérito ou de recompensas são importantes”. (*)
“Sensibilidade, intuição e compaixão são os traços que se destacam agora, dissolvendo todos os obstáculos que nos mantêm separados uns dos outros, e do todo”. (*)
                   A mensagem desse post nos inspira a nos mantermos como a própria plataforma dessa estação, observadores das idas e vindas, aprendendo com o fluxo contínuo de troca nessa caminhada chamada VIDA, com tudo o que ela tem de bom e de melhor, mesmo nas aparentes adversidades.
Bem vindos ao Mundo Novo, onde a troca é contínua no fluxo inerente à toda Vida!
“Feliz daquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina”
(Cora Coralina)
(*) O Tarô Zen de Osho – “Receptividade”

Um comentário:

  1. Divino !!!
    Gratidão minha querida ! ... pena que não teremos a meditação de sabado !

    Beijos

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