11 de mai de 2011

Lapidando as “pedras no caminho” em “pedras preciosas”

“O cristal é luz ‘congelada’.
É matéria extremamente pura e harmônica: suas moléculas vibram todas na mesma freqüência. Seu campo eletromagnético, portanto, reproduz a pureza e a harmonia de sua essência ‘contaminando’ todos os campos eletromagnéticos com os quais entre em contato. Ele funciona pela sua simples presença, independente do fato de acreditarmos ou não”.
 (Isabel Silveira – Ampliando nossa visão do Reino Mineral)

O cristal de quartzo ametista que compõe o cenário no Espaço Matrix, nos ensina que, assim como ele, nós também podemos “vibrar em freqüências puras e harmoniosas”, quando acessamos o nosso Ser Essencial como nossa linha mestra nas relações cotidianas.

Muitas vezes, nossos olhos percebem as “pedras no caminho” apenas como obstáculos e empecilhos, enquanto perdem a oportunidade de lapidá-las, de modo que revelem a sua beleza e propósitos originais.

A Oficina de Poemas e Poesias: “Tinha uma pedra no caminho...” trabalha o Poema “No meio do caminho” de Carlos Drummond de Andrade numa vivência libertadora das “pedras em nosso caminho”, transformando-as em verdadeiras “pedras preciosas”, fazendo-nos recordar e acessar esse rico potencial latente de beleza e pureza, inerente a todos nós.

            Ainda de forma análoga ao texto citado acima, podemos entender que quando estamos vibrando harmonicamente, nossa “simples presença” também é capaz de contagiar o mundo ao nosso redor. E assim, passamos a Ser, literalmente, a mudança que desejamos no mundo.


“No meio do caminho”
No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.
Carlos Drummond de Andrade
In Alguma Poesia
Ed. Pindorama, 1930
© Graña Drummond

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