23 de out de 2013

HARMONIA, equilíbrio entre os opostos

VIVER o SIMPLES é enxergar límpido e puro, com olhos de amor... 
e, assim como está, vê-se o que É.
Fátima Lee



"Cisne Negro"* traz uma linda leitura das nossas experiências mais intrínsecas na vida cotidiana.


Dentre as infinitas possibilidades de insights que as obras artísticas podem promover em cada um de nós, a que me chamou a atenção nesse filme foi a necessidade de integração de nós mesmos para a liberdade de sermos íntegros, inteiros e completos, diante de tantos conflitos que criamos e que nos distanciam dessa plenitude de ser Unidade. 


A dualidade, na experiência tridimensional que abarcamos, é o caminho que escolhemos para a percepção da Unidade. E quantas vezes nos polarizamos entre os extremos representados pelo Branco e o Negro, até encontrarmos um equilíbrio entre os aparentes opostos. 


Na busca do modelo perfeito, muitas vezes negligenciamos, abominamos e evitamos o simples contato com aquilo que julgamos não ser 'politicamente correto' e, assim, deixamos passar a grande oportunidade de transcendência para a Plenitude que a Unidade encerra.


E aprendemos, a cada primeiro passo de muitos nessa jornada, que Disciplina não é controle, nem rigidez.

E que, quando 'tentamos' ser ou fazer, é o controle que está nos movendo.

"Tentar" é a tentação do perfeccionista que mantém refém, através do controle, o seu mais puro potencial, escondido por detrás do medo de errar,  de não se expor ou simplesmente de querer mostrar o seu "Cisne Branco" leve, delicado, mas que, solitário é apenas uma imagem da perfeição. E, dessa forma, deixa de ser inteiro, arrebatador e intenso, que só a entrega do "Cisne Negro" é capaz de promover.


Nem o Cisne Branco ou o Cisne Negro, devem prevalecer. Nem, tampouco, um necessita morrer para a glória do outro. 


Quando o Cisne Branco abre mão do controle de sua ferrenha disciplina e contenção em busca da perfeição e, assim como o Cisne Negro, permite-se à entrega de sua própria intensidade, que não teme o erro e apenas confia, pode fluir em sua dança.


Quando o Cisne Negro disciplina a sua intensidade, e não mais necessita de um 'papel' no palco da vida, as falsas aparências de suas máscaras desvanecem e cessa a luta pelo 'seu espaço'.   


E, assim, possam o CISNE BRANCO e o CISNE NEGRO, integrados dentro de nós, realizar uma linda dança, no palco da VIDA única que nos habita.

*Filme com o título original "Black Swan"- Obra produzida no ano de 2011 e dirigida por Darren Aronofsky.

 

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