27 de ago. de 2012

“Deixar fluir... sua luminosidade e criar uma nova realidade”

“Quando você encontra o lago profundo da serenidade dentro de você, toda tensão do seu corpo se dissipa, todo seu medo se dissolve. Você está aberto para a Luz e, as soluções para os desafios se apresentam por si mesmas. As portas estão abertas e a vida flui”.
(Diana Cooper)
 
            Na foto, a ‘fonte’ colocada no “guá do trabalho” do Espaço Matrix indica que o talento pode fluir.

            Quando olho para o fluxo da água, ouço o som ecoando em movimento dentro de mim.
E, então a ‘Fonte’ me diz, “Germine. Transforme toda a estagnação e rigidez que você possa ter em força pessoal”.

            Então, entendo que “posso parar de lutar, me esforçar e fazer”, pois percebo que “a minha própria presença e a Fonte são uma coisa só, e tudo que precisa ser feito se realizará sem que seja preciso nenhum esforço ou impulso autoconsciente”.

            Quando abro mão de meu controle, “de todos os objetivos ou resultados, posso emergir na ilimitada Presença Divina”. E, o “existir” agora é um estado de total comunhão, onde “a minha presença é, por si só, completa e me traz realização” onde quer que eu esteja e em qualquer atividade que eu faça.

“Se temos a capacidade de desfrutar as coisas simples, como ouvir o som da chuva ou do vento; se conseguimos ver a beleza das nuvens passando pelo céu; se temos condições de ficar sozinhos de tempos em tempos sem nos sentir solitários nem carentes do estimulo mental de um entretenimento; se somos capazes de nos ver tratando um estranho com uma bondade sincera sem esperar nada em troca, isso significa que se abriu um espaço – não importa que seja curto – no fluxo incessante de pensamentos que é a mente humana.

Quando isso acontece, experimentamos uma sensação de bem-estar, de paz viva, ainda que sutil. A intensidade pode variar de um sentimento quase imperceptível de contentamento em segundo plano ao que os antigos sábios da Índia chamavam de ‘ananda’ – a alegria do Ser”. (Um Novo Mundo – O despertar de uma Nova Consciência – Eckhart Tolle)
 
“Na eternidade de cada momento
Experimente a Paz dentro de você
Confie que está exatamente onde você deve estar, pois ‘esta é a sua vocação, não importa o que faça, mas quanto de Amor coloca nisso’
Não esqueça das infinitas possibilidades que nascem da confiança em você mesma e nos outros
Utilize os dons que você recebeu e transmita aos outros o amor que recebeu
Seja feliz consigo mesma por quem você É”



20 de ago. de 2012

“Luz e sombra – recompondo a poesia da Vida”

“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo. E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia. E se não ousarmos fazê-la, teremos ficado para sempre, à margem de nós mesmos”.
(Fernando Pessoa)

            A nossa memória abarca um potencial ilimitado e poderoso.
Esse potencial pode ser utilizado para nos aprisionar nas dores do passado, mas também para nos libertar e curar no presente.

            Pois o momento de oportunidade é sempre o AGORA, quando nos valemos do nosso poder de escolha.

Ainda que as nossas memórias insistam em ‘percorrer o mesmo caminho que nos levem aos mesmos lugares’, pois as memórias “são impressões extremamente profundas deixadas pela experiência na nossa mente e no nosso DNA”, cada momento de escolha também é nossa oportunidade de ‘travessia’ para um caminho livre das energias limitantes do passado.

A rica oportunidade de releitura dos acontecimentos da vida acontece a cada lampejo de lucidez, quando enxergamos além do que o registro da memória acolheu num tempo passado - conforme a nossa conveniência - ao evitarmos o contato com a sombra do que um dia negamos, ocultamos ou mascaramos como defesa do que nos causou sofrimento ou dor.

E, para curar a dor, o melhor remédio é o Amor. Ao abrirmos “um espaço para o testemunho amoroso enquanto sentimos esses padrões defensivos, observando e deixando a lembrança vir à tona”, sem julgamentos, sem justificativas, “ele acabará se transformando num espaço vazio na nossa mente”.

E, então, a nossa memória estará sendo verdadeiramente útil “nas áreas da praticabilidade – seja para saber onde deixamos as coisas, para recordar um verso ou relembrar um incidente”, agradável ou não, mas isso já não é mais relevante.

Porque agora “as lembranças distorcidas ou bloqueadas podem ser transformadas em recordações vívidas” que nos oferecem a possibilidade de ver um significado maior em nossas vidas, pois vemos a Luz-Amor que está por detrás da escuridão e das sombras, onde “o cerne de qualquer questão é o significado que, quando visto na Luz-Amor torna-se poesia”.

E, neste momento, qualquer cena ou cenário do nosso dia-a-dia, toma novos contornos. Uma simples cortina como a que ilustra esse artigo, se transforma numa linda tela, uma obra de arte natural, composta pelo efeito gerado pela luz e pela sombra.

A sombra, tantas vezes evitada, sob o ponto de vista da Luz é bela e revela a harmonia que compõe uma nova Unidade, onde nenhuma parte poderá ser negada para sentir-se inteira.

Assim, “na medida em que formos tomando mais consciência dos rumos e do propósito dos encontros e desencontros em nossa vida, teremos mais condições de mudar hábitos ancestrais, procurando descobrir o que é certo em cada situação e deixando pra trás hábitos obsoletos”, nos capacitando nessa travessia pessoal para uma vida mais próspera, plena e feliz.

É o momento de síntese em que Luz e Sombra recompõem a poesia da nossa Vida.
E, “a vida será cada vez mais poética à medida que nos abrirmos honesta e humildemente para o significado dos seus acontecimentos”.

“Eu transformo as minhas lembranças em significado e descubro a essência poética de tudo o que vivi”.

* Cura Vibracional na Prática


12 de ago. de 2012

“Trazendo Luz à nossa vida – o poder da escolha consciente”


“Dar à Luz” é um termo que empregamos para sinalizar que o dom da vida se revela.
E, por trás desse termo tão popularmente conhecido, encontramos a mais profunda verdade a ser revelada por cada um de nós, retratada na busca do homem ao “conhecimento de si mesmo”, procurando “nas verdades universais o caminho para a prática do bem e da virtude” que, em outras palavras, simplesmente é a descoberta e a revelação de nossa própria Luz interior – nossas virtudes, nossos talentos para servir ao bem comum.

Mas, nessa busca encontramos atalhos que nos convidam a visitar locais de profunda escuridão – são nossos medos, nossas dúvidas, nossas dores, nossas frustrações, nossas raivas que por vezes preferimos ocultar ou disfarçar, protelando a rica oportunidade de transcendê-las.

E, são tantas as oportunidades que se apresentam repetidamente sob novas vestes que, em determinado momento, depois de tantas experiências fracassadas, muitas vezes já fatigados, reconhecemos as projeções de nós mesmos, lançadas ao mundo.
Por vezes, chegamos a vestir o sentimento de culpa – que se mantém velada, mas ativa nas entrelinhas de nossas decisões e atitudes, atuando como grande empecilho de crescimento, pois nesse momento ficamos aprisionados em nossa própria escuridão - impotentes e desamparados - apenas aguardando a absolvição da sentença auto-imposta.
Seguimos a vida, anestesiados pela dor ou sofrimento. Pegamos tantos atalhos que chegamos a nos perder nesse labirinto ao caminho de volta.

Porém, o caminho está sempre à nossa frente nos guiando como um farol. E, ao aceitarmos as experiências - isentos de justificativas, julgamentos ou auto-críticas, perdoando-nos pelas feridas dolorosas de nossa alma, permitimos à luz penetrar na nossa mais profunda escuridão.
Então entendemos que “não adianta os outros nos absolverem se nós nos condenamos”.

E, ao desenvolvermos a atenção consciente no nosso centro - fonte de equilíbrio e sabedoria - “temos a percepção clara e coerente do que efetivamente está acontecendo tanto dentro como fora” de nós mesmos.

Essa nova percepção faz dissolver todas as ilusões que outrora sustentaram o nosso modo de atuar no mundo, pois novas referências se estabelecem quando nos recordamos da nossa essência e dos dons que viemos revelar para a realização do propósito da alma.

Agora é possível transformar qualquer sofrimento um dia negado “em lucidez e paz nos recônditos da nossa alma, pois seja o que for que esteja acontecendo, reconhecemos a verdade – sem julgamento. Seja isso agradável ou desagradável, bom ou ruim – isso agora é irrelevante”, pois “a alma está se libertando de memórias inconscientes muito profundas e quanto mais neutro for o nosso julgamento, mais livres estaremos delas”.

É um novo momento de maturidade que acompanha os ciclos de evolução da vida e nos confere o poder da escolha consciente que re-significa a nossa existência.

São momentos preciosos capazes de promover a cura da relação consigo mesmo, com outras pessoas e com situações de um passado recente ou remoto que transcende gerações e re-unifica no Amor.
Então, neste momento, somos a Liberdade em ação! Totalmente livres para revelar todo potencial de Luz contido dentro de nós.

Porém, para isso é necessário um profundo querer. E é preciso estar atento para que o querer revele-se em poder de escolha.

Eu escolho a Luz: “Que a Luz se faça!”

            Minha Vida É Luz!

* Psicologia esotérica
** Cura vibracional prática (Reconhecimento; Perdão)

7 de ago. de 2012

“O caminho da Intuição na vida prática”

* Foto de Eliza Carneiro 
Parceira do Espaço Matrix nas Oficinas Fotográficas
"Despertando Olhares"
e 
"Revelando os Encantos da Alma"

“Eu pratico a percepção honesta de mim mesmo por meio do testemunho compassivo.”

A prática do silêncio interno nos conduz a um novo padrão de equilíbrio e centramento. É através desse silêncio que a escuta interna se aprimora para ouvirmos e sentirmos o espírito em movimento dentro de nós.

Então, “toda dúvida, medo ou tentativa de entender as coisas” se desvanece aos poucos, conforme nos permitimos guiar por essa voz interior sem, contudo, negligenciar a escuta dos movimentos e sinais externos – muitas vezes conturbados – que nos sinalizam os aprendizados em novas compreensões.

Como os pássaros, que ao migrarem seguem a sua intuição nata como bússola inteligente, nós também vamos desenvolvendo “uma indicação confiável que nos oriente na direção da verdade” e nos torna abertos e disponíveis para o novo. Mas, agora, sob um novo alicerce que nos capacita à prática consciente de nossas melhores qualidades que vão sublimando as características que viemos transcender.

“Ao criarmos ritmos no dia-a-dia que sustentem a nossa percepção e a energia do nosso corpo, o espírito passa a brilhar através do nosso corpo, da nossa alma e da nossa mente, transmutando assim, o karma”.

Meditação, yoga, bons hábitos alimentares, dentre tantos outros recursos que hoje nos são disponíveis – “são, todos eles, modos de praticar” nos orientando na direção da nossa verdade. “Mas, o mais simples e efetivo é ter consciência do nosso eu e deixar que a verdade brilhe através de nós”.

O convite do “Espaço Matrix” nessa semana é manter a constância da Prática, na utilização consciente de todos os recursos que nos são disponíveis, para dissolver os empecilhos que limitam o nosso crescimento.

“Praticar é ter consciência de cada momento assim como ele é, sem se apegar a nada. Praticar é limpar os despojos de sistema de crenças obsoletos. Ela está na matéria incandescida pela luz da consciência, que se torna espontaneamente a bem-aventurança do espírito”.

* Trechos em itálico extraídos do livro "Cura Vibracional Prática"

31 de jul. de 2012

"REALIZAÇÃO é o fruto da Expansão de SER"


Como semente, descobri minhas potencialidades e me permiti crescer no solo fértil do caminho do meio, o equilíbrio.

            Minhas raízes conectaram-se com a terra. Cresci com tronco firme e ramos flexíveis guiada pela luz do Sol...

            Agora é um novo momento que compõe o ciclo de crescimento – expansão, florescimento. Abro-me para o mundo para liberar a essência de meu melhor perfume.

            Pois, “o perfume viaja nas asas do vento até o canto mais longínquo do mundo. Em todas as direções, a flor libera a energia contida na semente. Ela é uma porta. As flores gostariam de se tornar borboletas e sair das árvores. Na verdade, é isso o que elas estão fazendo de forma bem sutil. Elas estão liberando a essência da árvore, seu próprio significado, a importância da árvore para o mundo. Elas são grandes compartilhadoras.”

            Do mesmo modo, também escolho compartilhar meus dons e talentos para o mundo revelando o significado contido em minha semente, na serenidade de que, qualquer momento é sempre o momento certo para a colheita – o fruto do que se plantou.

            Pois, “quando a fruta está madura, ela cai da árvore por si mesma. Num momento, ela pende de um dos galhos da árvore, cheia de sumo. No momento seguinte ela cai – não porque tenha sido forçada a cair, ou tenha se esforçado para tanto, mas porque a árvore reconheceu o seu amadurecimento, e simplesmente a deixou cair.”

Então, seguindo o movimento natural de meu amadurecimento, também posso “compartilhar as riquezas interiores - o meu ‘sumo’.”

            E, agora sei que a colheita está em equilíbrio com a qualidade do cultivo e vivencio o equilíbrio entre o dar e receber, pois entendo que nessa Unidade conquistada, nada se perde ou se ganha, tudo é simplesmente disponível e abundante para todos.

            Entendo também que cada um de nós está exatamente onde deve estar para exalar o seu melhor perfume... revelando suas qualidades mais intrínsecas em qualquer e toda atividade do seu dia. Seja cozinhando, andando pelas ruas, cuidando da família, conversando com o vizinho, nas atividades profissionais... em estado de contínua meditação ativa.

            Assim, o convite para as atividades nesse mês de agosto, em continuidade ao primeiro encontro realizado em 28 de julho na Oficina de Teatro, é promover a expressão de ser o nosso melhor perfume. 

O Espaço Matrix compartilha uma diversidade de instrumentos com o objetivo único de promover essa alquimia através da transmutação dos padrões que atuam como limitadores dessa autêntica expressão.

Este é um convite para liberarmos nosso melhor perfume!

* Foto de Eliza Carneiro - Em Gratidão


23 de jul. de 2012

“Encontrando a Liberdade no solo fértil para crescer”


Após o recolhimento nas férias de julho, tal qual a semente contida em si mesma preparando-se para reescrever uma nova historia, também estivemos, em introversão, aquecendo toda a potencialidade que reside em nossa semente para renascermos para um novo semestre, reescrevendo também nossa nova historia.

            Analogamente à semente, também precisamos de um solo fértil para germinar e crescer, onde possamos nos libertar da solidão e do isolamento, ao romper da concha rígida que nos protegeu, para enraizar no solo e crescer em direção ao céu, no movimento de união entre céu e terra.

            Então, trabalhamos continuamente para manter o solo propício, em equilíbrio, para que esse crescimento resulte numa grande e frondosa árvore – senhora do próprio destino.

            A semente que rompeu as correntes de seu estado de condicionamento, pode agora “dar nova forma a si mesma, abraçando todas as cores do arco-íris, aflorando das raízes obscuras e amorfas de seu passado inconsciente, e criando asas para voar para o céu”.

Pois, reconhecendo a si mesma com todo seu potencial, adquire novo poder ao “descobrir sua própria e verdadeira natureza determinando-se a viver de acordo com ela”.  

É dessa forma que, a semente que contemos em nós também pode ser “suficientemente corajosa para assumir a responsabilidade por quem é, vivendo a sua própria verdade”.

Vamos viver a nossa própria verdade interior, expressando a autenticidade de Ser na construção de um mundo de paz e amor?

Na União dos nossos esforços como grupo coeso que configura a humanidade, este é o nosso convite para esse semestre que se inicia!!

O Amor promove a União. A União configura a Força propulsora para mudanças significativas. É o processo de evolução seguindo seu fluxo!!

Bem-vindos às atividades do Matrix!!


 (* - Taro Zen Osho – O Rebelde)

3 de jul. de 2012

“Tecendo a Linha da Vida vou re-colorindo cada pedacinho com as cores da Alma”

 Foto de Eliza Carneiro 


Esse clima apropriado no início das férias de inverno nos convida a uma pausa de introspecção, de recolhimento. Onde buscamos nos aquecer no aconchego da manta, da lareira, da vela, do chocolate-quente...

Essa manta que ilustra o artigo dessa semana me traz à memória recordações de minha avó materna – ainda que esta, especificamente, não tenha sido tecida por ela - e me conduz delicadamente nessa viagem de introspecção.

Também me faz refletir sobre os talentos e as virtudes que herdamos - antes, de nossa Origem Divina – fonte que alimenta toda a herança contida e trazida pelas nossas famílias de origem na Terra.

Então, paro para perceber:

Quanta riqueza, quanta beleza nas cores tecidas numa manta!!
Quantas habilidades! O cuidado, a concentração, a atenção, a escolha das cores buscando compor a harmonia no trabalho manual que, analogamente, é o mesmo movimento que realizamos na busca da composição da harmonia em nossa própria vida, nessa estadia transitória e fugaz.

Quantas reflexões, no momento em que, através da arte manual, entretidos, “cá, com nossos botões”, reconhecemos e assimilamos as nossas angústias para transformá-las num novo padrão.  Onde, a cada quadradinho que se faz da manta, uma peça do quebra-cabeça vai se acomodando... organizando sentimentos e pensamentos que correm soltos dentro de nós, diante do caminhar solitário nas nossas profundezas.

Talvez, essa tenha sido uma das inúmeras formas a que a forma serviu para desenvolver tanta Percepção interna e Sabedoria em minha avó materna, filha única de um casal de imigrantes, que não apenas tecia a linha da sua vida através dos lindos trabalhos manuais, mas também tecia novos registros de sua história, em contínua transformação, através da escrita em seu diário, na busca de novas compreensões e significados – ambas qualidades que cultivo e às quais sou grata aos meus ancestrais, especialmente, à minha avó materna.

De minha avó paterna, cujo contato me foi breve, acolhi a Fortaleza e a Solidez, que contrastavam com o seu tipo físico, frágil e delicado, que guardo em minhas lembranças – aspectos aparentemente opostos, mas que nesse novo contexto, encontram equilíbrio, harmonia e sabedoria. E, me ensinam que a vida é leve e plenamente realizável, quando nos apropriamos da composição de força da vontade com suavidade e delicadeza.

De meu avô materno, aprendi sobre o desprendimento com o passado e com o futuro, na sua forma de seguir em frente, sem apegos, para ser livre no presente. Essas impressões pessoais se tornam verdadeiros presentes quando, a partir da beleza do encontro, do convívio, percebemos como os caminhos se tocam e nos tocam em novas percepções e aprendizados, advindos de nossa própria historia familiar, nesta releitura amorosa que nos permite re-significados de crescimento.

De meu avô paterno, apesar de seu porte austero e postura sempre ereta, herdei a delicadeza e a flexibilidade da poesia, na forma como vejo a vida, assim como na forma que ele compunha seus haicais (*).

Namastê – o Cristo que habita em mim, reverencia o Cristo que habita em cada um de vocês.

                E, assim como tantas mantas e casacos tecidos por minha avó materna, ainda hoje, me aquecem do frio, essas lembranças que acabo de resgatar, trazendo à consciência, também podem fazer o calor da alma se revelar em minha vida, transformando-a em novas cores e novos sabores, onde feminino e masculino, calor e frio, luz e sombra encontram novas composições de complementaridade, reconstruindo a unicidade.

A foto da manta colorida contrasta com o clima frio e as cores gélidas do inverno, mas serve para nos mostrar que, os aparentes contrastes em nossa vida estão em perfeita ordem.
Muitas vezes, o desconforto que o “frio” promove, serve para nos lembrar que temos “o calor” do manto interior para nos aquecer.

E, assim como o calor contido no colorido de uma manta pode nos aquecer o corpo, o calor e as cores das virtudes da nossa alma, quando reveladas na matéria, podem aquecer a nossa vida com tamanha riqueza que nenhuma herança material poderia substituí-la, pois que são heranças intrínsecas que não se desgastam e nem se perdem com o tempo. Ao contrário, atravessam gerações e multiplicam-se a cada expressão de seu uso em benefício de muitos.

Com essa reflexão, permitimos uma pausa nos artigos do blog até a última semana de férias, para retornarmos, mais aquecidos e coloridos após o merecido recolhimento que o inverno nos proporciona!!

Feliz hibernação!! 
                                                                                         
(*) “HAICAI - Composição poética japonesa, em que se cantam as variações da natureza e sua influência na alma do poeta”.  (http://www.paralerepensar.com.br/catiapaiva_haicai.htm)