12 de nov. de 2012

"A Arte de Viver os Milagres"

Passeio de Confraternização do Espaço Matrix no Parque das Neblinas

"A Arte de Viver os Milagres" está mais próxima de nossa realidade do que possamos imaginar. 

Os milagres se tornam realidade sempre que entramos em profundo contato com o nosso silenciamento interior e, assim encontramos dentro de nós a nossa verdadeira natureza amorosa que nos permite tocar os nossos sentimentos mais profundos e amar a nós mesmos. 

O contato com esse auto-amor nos sustenta e nos faz enxergar essa mesma natureza em tudo e em todos, pois quando o coração está livre a nossa visão não mais obscurece e, assim não somos mais influenciados por quaisquer manifestações ou aparências externas.   

Com a visão lúcida, agora podemos focar a plena atenção no nosso coração. E quanto mais exercitamos esse olhar, ampliamos as possibilidades de atuarmos sob esse comando autêntico, pacífico e amoroso. Estamos presentes, lúcidos em cada movimento do nosso dia, 100% concentrados e envolvidos na experiência, seja ela qual for, pois aprendemos a atribuir o verdadeiro valor do aprendizado contido em cada atividade, a cada encontro com pessoas e situações.

Esse olhar "nos ajuda a reverenciar o fato de que cada coisa tem seu tempo" o que nos permite a entrega total em cada atividade que realizamos - a qualquer hora, em qualquer lugar - andando, comendo, trabalhando, passeando, relaxando - sempre "sendo" o nosso melhor que é bom, belo e luminoso.

A foto do encontro de Confraternização dos amigos e parceiros do "Espaço Matrix" - cujo propósito é inspirar o despertar para esse viver consciente onde os milagres possam ser uma realidade efetiva - sela mais um ano de serviço movido pelo amor presente em cada parceiro e em cada participante de nossas atividades, onde buscamos aprimorar a plena atenção que nos permite vivenciar momentos mágicos como têm sido cada encontro.  

Gratidão e reverência a todos os parceiros e amigos participantes das atividades no Matrix, que a cada encontro configura essa egrégora de luz e amor e, assim contribui para a consolidação de uma nova realidade, onde despertamos das ilusões para verdadeiramente viver.

Gratidão à toda equipe do Parque das Neblinas que reflete em seu trabalho o amor que habita seus corações, traduzido em atenção, carinho e disponibilidade.

"Quase todos caminhamos como sonâmbulos. Andamos, mas não estamos presentes. Não experimentamos a vida nem os seus milagres. Existe pouca alegria. Andamos como sonâmbulos pela nossa própria vida, e esta é tão irreal quanto um sonho.
O cultivo do verdadeiro poder envolve despertar desse sonho. Um passo consciente pode ser um fator do despertar que o faz retornar à vida, que o traz de volta para o milagre de estar vivo. E quando a plena consciência está presente, a concentração também está porque ela está contida na plena consciência." *
* Thich Nhat Hanh - "A Arte do Poder"


5 de nov. de 2012

"O poder de escolha - DECISÃO para o Tempo de milagres"

Foto a 4 mãos, por:
Elice Carneiro e Eliza Carneiro


A 'varinha de condão' na foto tirada à quatro mãos por Eliza Carneiro e Elice Carneiro, anuncia um novo tempo, um tempo de milagres!

Houve um tempo necessário para profundas reflexões, onde estivemos transitando o tempo todo no tempo linear, lançando perguntas e questionamentos ao passado, construindo hipóteses para respostas futuras, tirando conclusões que muito nos serviram como instrumentos para estarmos aqui, agora.

Aqui, agora onde o tempo é circular, onde tudo acontece, onde não há necessidade de delongas. Onde as justificativas ou desculpas dão espaço à transparência de sentimentos. E as análises dão espaço à percepções refinadas - a intuição - como resposta instantânea e incontestável.

E, na percepção dessa transição nos damos conta, caímos na real de que é chegado o momento de decisão.
Como já dizia Jimi Hendrix: 'Chegou o tempo de cada um de nós decidir se seremos um grande problema ou a grande solução' - continuaremos sendo as indagações ou seremos a resposta?

O 'desejo' de todos nós, em sã consciência, sem 'sombra de dúvidas' é a segunda opção. Contudo, esse querer, muitas vezes ainda 'fica a desejar', pois a sã consciência nem sempre está suficientemente sã, se entendermos que 'sã consciência' corresponde ao estado lúcido de nossa mente, aliado a um coração leve e livre - o que nos conferirá o verdadeiro poder de sermos a grande solução.
Pois, uma mente 'co-mandada' pelo desejo perde o seu poder. O desejo enevoa o verdadeiro sentir do propósito do coração. E, assim, o coração não estará livre, enquanto estivermos reféns de nossos desejos - causa de todo anseio, expectativa, dúvida e receio.

Então, "como podemos ter a pretensão de ser poderosos" a ponto de ser a grande solução, "se não estivermos livres da opressão de nossa raiva ou do flagelo do nosso medo? O poder genuíno só tem lugar com uma mente e um coração tranquilos e quando não estamos no controle dos nossos pensamentos estamos na verdade bastante impotentes" *

O contraponto é que "todas as pessoas nascem com a capacidade de ser livres do medo, da ilusão e da tirania, sejam eles externos ou, o que é igualmente importante, internos". *
E para isso é importante abrir uma oportunidade para o contato interno.

"Um bodhisattva pode ter dentro de si bloqueios de medo, sofrimento e dor de modo que retorna a si mesmo para reconhecer esses bloqueios, abraçá-los e transformá-los em compaixão, amor, entendimento e firmeza. O bodhisattva tem a capacidade de voltar a si mesmo para cuidar do seu corpo e da sua consciência. A dor é uma parte inevitável da vida, mas a felicidade é possível. Temos que retornar a nós mesmos, cuidar de nós e reconhecer o nosso sofrimento a fim de abraçá-lo e transformá-lo. Você precisa criar tempo e estar presente para si mesmo, e depois será capaz de apoiar a sua família, a sua empresa, os seus eleitores, a sua escola e a sua comunidade." (A Arte do Poder - Thich Nhat Hanh)

Enquanto houver dúvidas internas que nos tornem reféns das 'condições externas' não seremos capazes de sustentar a Convicção 'Incondicional Interna' que nos confere o poder de escolha e ação no presente, onde podemos estar 100% envolvidos na experiência com o propósito do coração. Pois, só assim seremos 'a grande solução' e estaremos sempre no lugar certo, na hora certa - aqui e agora - onde tudo é perfeito, tudo é possível, tudo é um grande milagre!

'Quando deixo de criar barreiras alicerçadas nos olhos do meu desejo, confio em minha Convicção Interna - no poder do meu coração - e, não preciso mais lançar perguntas fora de mim, pois já sou a própria resposta.'

29 de out. de 2012

Missão pessoal: Ser feliz!

Foto de Eliza Carneiro

Que o céu que habita o nosso  coração seja realidade na Terra

Qual é a sua missão pessoal?

Podemos passar a vida buscando respostas, conhecimentos e instrumentos fora de nós que nos capacitem a descobrir como realizar a missão pessoal que faça sentido ou que justifique a nossa existência.
Por vezes, vamos tão longe nessa busca, sem perceber que assim nos distanciamos cada vez mais, de mais uma meta que criamos em substituição há tantas outras já criadas.

Às vezes isso se torna desolador. É como se perder no meio do caminho, perceber que deu voltas e mais voltas e sequer saber para onde estava indo.
E, de repente, ser tomado pela sensação de impotência do ‘não saber’, com 'tanto conhecimento'.

Afinal, o que de fato ‘sabemos’?
Tantas foram as idas e vindas que perdemos as referências, melhor dizendo, a própria referência.

Então, paramos.
Paramos para sentir a impotência para nos dar conta da força restauradora até então, adormecida dentro de nós.

Paramos de fugir ou nos esquivar de nós mesmos.
De nossa dor e também de nosso amor - a fonte de luz dentro de nós.
Entramos em contato.
Nos encontramos.

Respiramos.
Tomamos ar.
Oxigenamos.
E, agora sim, começamos a viver.

Pois, diferentemente de tudo aquilo que um dia nos fez buscar algo fora de nós, descobrimos paradoxalmente - já estava dentro de nós.

A primeira missão de todos nós, independentemente de credo, raça ou qualquer outro gênero de diferenciação é uma missão comum: ser feliz.

Seja como for, onde for e com o que for, não importam as circunstâncias, nem o tempo e nem o lugar.
Pois, ser feliz está desvinculado de condições. Ser feliz é uma atitude de amor incondicional que não exige moeda de troca.

Amor e felicidade na VIDA nada têm a ver com limitações é pré-condições. É livre e disponível para todos.
E essa descoberta muda toda a nossa rota.

Então percebermos que a VIDA nos traz aquilo que nossos pensamentos pedem e nossa emoção sustenta. Ou seja, nossa felicidade não depende de ninguém, a não ser de nós mesmos.
Pois, como  disse Luis Fernando Veríssimo: “O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos", como mostra lindamente a foto de Eliza Carneiro, onde 'o céu que habita o nosso coração pode ser realidade na Terra'.

E, "a maneira como você encara a vida", após essa descoberta, "é que faz toda diferença”.

Então me pergunto: Quando posso ser feliz?

Só se for AGORA!

Não crie estórias que te prendam na memória do passado ou na preocupação com o futuro.
Sinta o que seu presente oferece, seja o que for.
E, então, liberte todo esse sentimento... seja ele qual for.

"Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos".

Deveríamos desfrutar da felicidade exatamente agora, hoje, amanhã pode ser muito tarde. Há uma velha canção francesa que pergunta: “O que estamos estamos esperando para sermos felizes? Por que esperar para celebrar?” Meditação é a prática de viver profundamente cada momento da vida diária. Para fazer isso, precisamos ser capazes de gerar plena atenção e concentração com nossa respiração e nossos passos.
Plena atenção é estar consciente do que está acontecendo no momento presente, concentração é a manutenção dessa atenção. Com plena atenção e concentração podemos olhar em profundidade e entender o que está acontecendo. Podemos atravessar o véu da ignorância e ver claramente a verdadeira natureza da realidade e sermos libertados da ansiedade, medo, raiva e desespero. Isto é insight. Plena atenção, concentração e insight são a verdadeira essência da meditação.
(Do livro “Peace is every breathe” – Thich Nhat Hanh)
(Traduzido por Leonardo Dobbin)
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23 de out. de 2012

“Quando a dualidade se dissipa, a Unidade é realidade”

Foto de Eliza Carneiro

Na sensibilidade da foto de Eliza Carneiro vemos num primeiro plano a folha que oculta a claridade que está por detrás. Assim, nossos olhos focalizam dois planos - o da folha e o fundo que lhe dá a referência.
Analogamente, quando nos dividimos entre duas referências experienciamos  o mundo dual das polaridades - muitas vezes, causa de nossas dores e dilemas, que geram a  separação, a fragmentação e, conseqüentemente a postura defensiva ou até ofensiva na  relação com as coisas da vida.

Contudo, ao observarmos a parte da folha que se decompõe percebemos que os planos se integram... então não há mais sobreposição ou separação.  
Assim, também acontece quando transcendemos a nossa visão para além do que as formas representam.

E, quando a dualidade se dissipa, a Unidade é realidade.
E, já não precisamos mais nos defender, esquivar ou armar.
Apenas AMAR e seguir.

Pois, na Unidade os “combates e as competições de qualquer gênero perdem sua utilidade”.
Abrimos mão do arco e da flecha porque não precisamos mais atingir alvo algum.

Somos o próprio alvo, o nosso coração.
O “coração puro e despido de qualquer preocupação” que agora desperta!

Então, o coração pulsa! A Vida pulsa... em mim... em ti... em tudo ao redor.
Renascemos em Gratidão onde não há mais espaço para a dor...
Somente para o calor afetuoso do Amor.

“Quando não tiver mais nada
Nem chão, nem escada
Escudo ou espada
O seu coração
Acordará!...
Quando estiver com tudo
Lã, cetim, veludo
Espada e escudo
Sua consciência
Adormecerá!...
E acordará no mesmo lugar
Do ar até o arterial
No mesmo lar
No mesmo quintal
Da alma ao corpo material...
Quando não se têm mais nada
Não se perde nada
Escudo ou espada
Pode ser o que se for
Livre do temor...
Quando se acabou com tudo
Espada e escudo
Forma e conteúdo
Já então agora dá
Para dar amor...
Amor dará e receberá
Do ar, pulmão
Da lágrima, sal
Amor dará e receberá
Da luz, visão
Do tempo espiral...
Amor dará e receberá
Do braço, mão
Da boca, vogal
Amor dará e receberá
Da morte
O seu dia natal...
Adeus Dor...”*

Agora é só AMOR.

* MANTRA – Nando Reis e Arnaldo Antunes