27 de out. de 2011

NAMASTÊ na prática

Descobri, na prática, há um ano, o significado da palavra NAMASTÊ.

O Espaço Matrix estava em seu processo de concretização na forma, com uma rica diversidade de potenciais humanos, que contribuíam com seus talentos natos na reforma de um espaço que serviu por muitos anos a um propósito específico e que, naquele momento, estava sendo ‘desconstruído’ para abrigar uma nova forma.

Quando então, naquela experiência que vivenciávamos, aprendemos que “nada no mundo da forma é permanente” e que, “a aceitação da impermanência da forma faz revelar a essência que a sustenta para cumprir o seu propósito”.*
           
Naquele momento, o primeiro de muitos “Namastês” vinham à tona, quando despertamos “a gratidão à forma que serviu, abrindo espaço para o renascimento de uma nova forma que, agora, também se prestava ao novo serviço”.*

Então, a cada dia, dos noventa dias de reforma, o “Namastê” surgia espontaneamente nos gestos, nas palavras e nas atitudes de afeição, respeito, cuidado, entendimento, harmonia onde cada um revelava sua realeza de forma tão natural.

Por fim, na despedida com o pintor Sérgio, o termo Namastê, tomou a forma verbalizada, quando ele, já no portão me disse, com tanta simplicidade e com um movimento corporal tão espontâneo, ao reportar sua mão ao coração: “O meu Cristo saúda o seu Cristo”.

Foi então que entendi que Namastê é uma palavra universal, que transcende os múltiplos credos, culturas e raças – e que o aplicamos em inúmeras situações do nosso cotidiano, como pudemos perceber e, mais que isso, sentir o seu efeito naqueles dias idos de convivência fraternal entre todas as equipes que fizeram parte da Família Matrix.

O Namastê daquele momento ainda vibra dentro de mim, em gratidão a todos e a todas as experiências nas quais fomos todos mestres e aprendizes. E esse Namastê continua reverberando em cada atividade realizada nesse “novo” Espaço, que se configura como um “um espaço de convivência, uma pausa para Ser”, com o propósito de inspirar ao “acesso da sua Matriz Essencial, tecendo relações conscientes e saudáveis”.*.

Finalizo esse artigo, reverenciando-o, amigo leitor, pela oportunidade dessa convivência virtual: NAMASTÊ.
E, presenteando-o com um lindo texto, compartilhado pela amiga Tatiana Rodello, que vivencia tão plenamente o Namastê em suas relações.
Gratidão, agora e sempre!

“O Antes é a idéia que inspira ao Caminho Interior;
O Durante é o processo de concretização da idéia, na conexão com o caminho;
O Depois é a Confiança em ser o caminho na Segurança Divina:
O Agora é sempre Presente Divino.” *

* Trechos do texto extraído do Diário de Construção do Espaço Matrix.

** Gratidão à Carla Mago - Arquiteta, criadora da Forma harmônica que concebeu o Espaço Matrix, praticante plena do Namastê.

NAMASTÊ

“A palavra NAMASTÊ é o cumprimento em sânscrito que literalmente significa “Curvo-me perante a ti” – é a forma mais digna de cumprimento de um ser humano para outro.

Expressa um grande sentimento de respeito.
Invoca a percepção de que todos nós compartilhamos da mesma essência, da mesma energia, do mesmo universo.

Namastê possui uma força pacificadora muito intensa.

Em síntese é “Saúdo a você, de coração”! e deve ser retribuído com o mesmo cumprimento.

O Deus que habita em mim saúda o Deus que habita em você.

O Deus que há em mim saúda o Deus que há em ti.

O Espírito em mim reconhece o mesmo Espírito em você.

A minha essência saúda a sua essência.

As pessoas que trocam indiferença, desconfiança ou ódio, são pessoas que esqueceram que Deus habita cada ser.

Conhecido pelos budistas como Anjali Mudra, consiste no simples ato de pressionar as palmas da mão entre o coração e os dedos apontando para cima, no centro do peito.

Inclina-se levemente a cabeça sem ser acompanhado de palavras.
Freqüentemente fecha-se os olhos, para então curvar-se a coluna, em sinal de respeito à divindade que preenche todos os espaços do universo.
A coluna retorna à posição ereta mais lentamente do que quando abaixou, também simbolizando respeito à outra pessoa.

Os cinco dedos da mão esquerda representam os cinco sentidos do coração, enquanto os dedos da mão direita representam os cinco órgãos da razão.

Significa então que mente e coração devem estar em harmonia, para que nosso pensar e agir estejam de acordo com a Verdade.

Também é um reconhecimento da dualidade que existe no mundo, simbolizando a união das polaridades, esquerda e direita, bem e mal e sugere um esforço de nossa parte para manter essas duas forças unidas em equilíbrio.

Dez dedos unidos no Namastê.

O numero dez é símbolo da perfeição, da unidade, do equilíbrio perfeito.

Os Dez mandamentos
As dez emanações da Árvore da Vida.
Os dez vértices da estrela de Pitágoras.
A parábola dos Dez Talentos (Mt, 25)

Toda criatura é um reflexo dos Dez Atributos Divinos.

Afeição, Bondade, Conhecimento, Entendimento, Esplendor, Harmonia, Integridade, Perseverança, Realeza, Sabedoria.

Namastê traz o Sagrado para dentro de cada ser humano, afirmando que Deus não está só no céu, num templo ou mesmo na natureza.

Deus está em tudo, em cada um de nós e qualquer dissociação da imagem do divino da nossa é inútil.

Ao fazer o Namastê, afirmamos que todos somos filhos e partes do Sagrado, indissociáveis e iguais”

Créditos da foto:
1.bp.blogspot.com/.../s1600/child-namaste.jpg

19 de out. de 2011

ACEITAÇÃO: Luz no fim do túnel

* Foto de Ada Moderiano tirada no Espaço Matrix


“Um novo mundo de inúmeras oportunidades já está disponível”

Essa é uma afirmativa que, inicialmente, nos envolve em novo ânimo e disposição, afinal, quem de nós não almeja galgar degraus sempre mais elevados de desenvolvimento e evolução?  

            As escolhas são livres e, dependendo da nossa disposição, tornam-se múltiplas ao encararmos esse novo cenário com entusiasmo, esperança, coragem, medo, comodismo, apego, enfim, temos um leque de possibilidades que estão ocultos em nossas decisões.
           
Muitas vezes, esse processo de escolha nos coloca numa encruzilhada, configurando momentos de crise - cenário tão temido em quaisquer contextos que possamos imaginar: pessoal, conjugal, familiar, profissional, financeiro, social, mundial – e por aí vai.

Contudo, o ideograma oriental que representa a palavra crise possui dois significados muito otimistas: mudança e oportunidade.
           
Então, quando tomamos a decisão de dar um passo à frente, ativando o nosso “visionário interior”, somos automaticamente abastecidos por todos os “ingredientes” que nos capacitam ao processo de mudança.

E, como ocorre em todo processo de mudança, já começamos com a primeira oportunidade: a de realizarmos uma limpeza, fazendo a seleção do que não precisamos mais. Pois, carregar bagagem à toa não é o mais adequado, especialmente se desejarmos uma caminhada mais leve e amena.

Assim, superamos o primeiro empecilho no caminho, nesse exercício de desapego à “velha ordem” que a mudança exige, ao liberarmos com gratidão tudo o que nos serviu para abrir espaço para o novo, para a oportunidade, como vimos no ‘post’ das duas semanas que se passaram.

Mas será que só isso basta?
Nem sempre...

Pois, ao nos movemos para um novo patamar de percepção, descobrimos ao olhar pra trás, que o Novo esteve sempre disponível, e que muitas vezes nós é que não sabíamos como acessá-lo, acolhê-lo, recebê-lo e vivenciá-lo!

O que nos impede de aceitar plenamente as oportunidades de receber a prosperidade que o “novo” contém?

Uma das causas é a nossa visão ainda fixada nos antigos padrões que dicotomizaram a nossa humanidade de sua filiação divina - ciência e espiritualidade - dissociando a Integridade do nosso Ser, de nossa existência nessa experiência de vida, quando na realidade não há nenhuma separação e sim, uma continuidade. Pois somos a expressão do espírito, vivificado na matéria.

E, somente quando aceitamos a nossa humanidade, com todas as imperfeições que ainda contém, compreendemos que é exatamente ela que nos provê os recursos do auto-aprimoramento, que nos permite transformar o “chumbo em ouro” e vivenciar em plenitude todas as benesses que nos libertam para o estado de comunhão com a vida - quando então, passamos a trabalhar, matéria e espírito, em parceria e harmonia.

Contudo, é a partir da Aceitação em todos os seus aspectos, que a Oportunidade pode ser aproveitada integralmente! A oportunidade de conciliarmos a vida interior com a vida exterior que se traduz em realizações dos verdadeiros propósitos, quando retornamos à fonte - nosso verdadeiro lar - para concretizá-los em nossa passagem pela Terra.

E para isso temos inúmeras ferramentas, que nos conduzem a um olhar mais aprofundado sobre si mesmo no intuito de aceitarmos nossa humanidade, como pré-requisito para a integração com a nossa espiritualidade. E o caminho, como comentamos em artigos anteriores é o caminho do coração – AMOR.

Compartilho com vocês, trechos do artigo “Ego e Corpo, Centro, Amor e Aceitação” de Maria Lúcia Lee, sugerindo que leiam na íntegra, acessando o seu link, após o texto:
“Considero que todas as práticas corporais chinesas são para o auto conhecimento. Nesse caminho, o 1º passo é se aceitar, com suas limitações, ignorâncias e até mesmo com a sua descoordenação física. Aceitando-se, a pessoa para de brigar consigo mesma e então é possível se observar para agir e transcender.
Aceitar é também ser humilde. Afinal, não somos tão importantes assim frente a uma existência tão ampla. Se eu precisei, por exemplo, agir errado no passado para ter condições de discernimento agora, o mínimo que posso fazer é praticar a aceitação desses erros que foram e são ainda tão importantes para que eu tenha essa minha compreensão de hoje. E assim vamos conseguindo aceitar mais facilmente as atitudes dos outros também.
Falar é fácil. O problema é que aceitar, muitas vezes, na prática, não é tão simples assim. Por isso é preciso uma força muito poderosa, que também é citada no texto original do Dao De Jing. Trata-se de uma chave para transcender, que na filosofia yin-yang, é a força de união entre os opostos: o amor.”
“Eu Sou grato à Vida, à Luz e ao Amor. Eu Sou sempre grato”
(Egrégora Grupal)

13 de out. de 2011

CORAÇÃO LEVE – no “vazio dos cinco corações” encontramos a Plenitude

* Foto tirada na Meditação do desapego no Espaço Matrix

Vazio e plenitude. Inicialmente, essas duas palavras ressoam como um paradoxo, pois o nosso funcionamento, ainda habituado nos padrões da dualidade - bem e mal; belo e feio; certo e errado... nos limitam na compreensão e na vivência da verdadeira plenitude.

Aprendemos a acreditar que o sentimento da plenitude é consequência de tudo o que adquirimos em bens materiais - dos físicos aos intelectuais. E que, ao alcançarmos essas metas estaremos plenos de alegria, prosperidade e abundância.

Quando então, entramos, mesmo sem perceber, na filosofia de segurança do ter - posses, status e até conhecimentos.
Então nos sentimos ameaçados com qualquer rumor ou tremor nas bases dessa falsa segurança que nos mantém aprisionados, ao tentarmos "proteger" tudo aquilo que consideramos um "tesouro" adquirido.

Nos abarrotamos de coisas que acreditamos serem vitais para a manutenção desse equivocado sentimento de "plenitude", sem nos dar conta de que o grande segredo está exatamente no seu complemento - o vazio - quando ao abrir mão dos valores externos, bem como dos sentimentos equivocados, passamos a nos sentir preenchidos, plenos ... pelo alimento inesgotável dos valores internos que nos provê de tudo o que, verdadeiramente, necessitamos para sermos PLENOS.

Uma tênue linha nos conduz a esse equívoco ao confundirmos crença e fé.
Pois, "a crença limita e a fé liberta",
A crença nos faz acreditar apenas num lado da moeda, buscando apoio na polarização de nossas compreensões humanas. Já, a fé, é a ampliação dessas compreensões, quando reconhecemos nossa essência divina e não nos vemos duais, mas inteiros, numa continuidade que se configura como uma nova identidade, onde espírito e matéria compõe uma unidade.

Então, a partir dessa nova percepção de nós mesmos, podemos ser plenos, estando "vazios" de tudo o que realmente não nos acrescente - avareza, raiva, tristeza, medo, insegurança, culpa, ressentimento, obrigações, apegos - ampliando entendimentos para além da dualidade, que nos permite ver com mais clareza a integração de nossa humanidade com tudo o que existe, como veremos abaixo no texto esclarecedor de Maria Lucia Lee, a quem dedico minha gratidão.


 VAZIO DOS CINCO CORAÇÕES

Maria Lucia Lee

Meus mestres chineses me ensinaram a respeito do vazio dos cinco corações. É possível pulsá-los em todos os exercícios das práticas corporais. Não é um conhecimento que me foi explicado literalmente, em detalhes. Ele vem da tradição oral. Com o tempo, fui percebendo que, além do Coração localizado no centro do peito, os outros quatro estão nos centros das palmas das mãos e solas dos pés. Na mão, as massas musculares ao redor da palma fazem-na ficar em formato de concha, como um vale rodeado por montanhas. Existe uma cavidade energética chamada Palácio do Trabalho (Laogong) no vazio do centro da palma (coração da mão). Ela permite expressar o propósito do Coração em gestos que geram frutos. A estrutura física do pé, com seus arcos, assemelha-se a uma cúpula, em cujo vazio central (coração do pé) há a cavidade chamada Fontes Borbulhantes (Yongquan). É um canal de inter-relação com a potência da Terra, para obtenção da virtude da vontade.
Por isso, nas artes corporais chinesas, aprendemos que o espírito da vitalidade tem a sua morada no vazio do Coração. E do Coração, ele chega às extremidades do corpo, ou seja, vai para o coração dos pés e das mãos. Nesse caminho, vai ocupando todos os espaços vazios,  animando o corpo, que sem espírito, não tem vida!
Mas um Coração abarrotado não tem como abrigar o espírito…
Eu escrevo Coração, com C maiúsculo, porque não estou falando apenas do órgão físico. As pessoas enxergam o Coração apenas como um músculo. Na Medicina Tradicional Chinesa, ele é um campo onde existe a função orgânica, os pensamentos e sentimentos. Quando esse campo fica cheio de raiva ou tristeza, por exemplo, o espírito da vitalidade não tem espaço para habitar.
Devido ao materialismo e à falta de consciência, muitas pessoas procuram preencher os vazios dentro de si ou no ambiente ao redor. Assim, com os espaços abarrotados, o espírito da vitalidade não tem como realizar suas funções de vivificação.
Um dos segredos da longevidade para a Medicina Tradicional Chinesa é comer apenas 80% da fome, pois a função da digestão é realizada no vazio. E ainda falando de vazio, é preciso criar um intervalo para se esvaziar entre uma atividade e outra no dia-a-dia. Porque a serenidade depende disso.
Nas práticas corporais, dizemos que com o coração vazio, tudo pode ser realizado, pois os espíritos conseguem conduzir os sopros (qi), harmonizando-os no corpo. Ao final de uma prática, temos uma sensação de leveza, pois abrimos os espaços internos, desobstruímos e desentulhamos o nosso corpo.
Somos um microcosmo em direção ao macrocosmo: um amplo espaço vazio que contêm todos os astros e estrelas.

5 de out. de 2011

CALEIDOSCÓPIO – um mundo de possibilidades!!

* Foto de Ada Moderiano - tirada no Espaço Matrix.

Inspirados pela entrada oficial da Primavera, também renascem em nós infinitas possibilidades que se abrem numa explosão de formas, cores, aromas e sabores!!

Contudo, essas possibilidades são potenciais latentes que dependem de nossas escolhas - responsabilidades pessoais e intransferíveis – para aflorarem.

A Decisão é um ingrediente fundamental que se constitui como grande aliada da Vontade nos impulsionando a ir adiante para vivenciar o novo, com coragem para renascer através de novas experiências que nos acrescentem, que nos promovam aprendizados conscientes - base de todo processo evolutivo.

E este novo cenário começa a tomar forma quando trazemos à VIDA, novos modelos de atuar mesmo diante do “velho cotidiano”, permitindo à luz revelada na beleza das cores da natureza, expandirem-se também no nosso dia-a-dia, por intermédio de atitudes mais compassivas como um olhar amoroso, um toque de carinho, uma palavra de incentivo e força. Enfim, um viver consciente de quem toma a vida pelas mãos, pois sabe o que deve ser feito e, simplesmente... faz.

Mas, para que o novo possa entrar, é preciso abrir espaço, descartar os velhos hábitos que já não nos servem mais. Trocar a lente dos nossos óculos convencionais pela lente de um caleidoscópio, nos adequando a novos cenários, mais belos, coloridos e plenos de possibilidades!

            Porém, essa explosão de possibilidades em cores e formas radiantes só é revelada à luz do sol - fonte de toda vitalidade - que, quando entra em nossa própria vida também a torna luminosa transformando-a em prosperidade e plenitude!

Pequenos, mas ritmados passos no nosso dia-a-dia são fundamentais para essa conquista – desde a organização dos espaços físicos externos até a organização dos espaços físicos internos (padrão de pensamento, padrão emocional).

Pois, assim como na limpeza de uma simples gaveta conseguimos novos espaços para acolhermos objetos que nos são úteis e necessários, na limpeza de nossos compartimentos internos ocorre o mesmo fenômeno. Ao removermos mágoas, ressentimentos, severidade, rigidez e limitação permitimos que nesse mesmo espaço ocupem: o perdão, a leveza, a alegria, a flexibilidade, a LIBERDADE!!!

O desenvolvimento da constância é que permitirá que o novo padrão se instale e que o movimento se estabeleça num contínuo sempre ascendente.

Tudo começa com o primeiro passo. Então, mãos-à-obra!!
Conciliando pés no chão e mãos em atividade, sempre regidos pelo ritmo do coração interior, a caminhada se torna mais leve. Então,

Mãos à obra! Pés no chão! Coração aberto!
Vamos permitir ao Novo, entrar em nossas vidas, mas antes, uma reflexão:

DE QUE VOCÊS NÃO PRECISAM MAIS?
“Tudo na vida serve a um propósito e desempenha um papel em sua jornada de cura, a começar pelos seus pensamentos e crenças. Até as energias que vocês utilizam para criar sua vida servem a um objetivo e há um momento em que elas não são mais úteis ou adequadas. Cada coisa que vocês já não apreciam, cumpriu a sua finalidade em sua vida e é algo de que vocês não necessitam mais. Vocês podem liberar essas coisas, sabendo que isso é um sinal de desfecho e conclusão? O que não é mais prazeroso representa uma energia que vocês completaram, que vocês terminaram e que ela também encerrou com vocês.

Assim como vocês têm lições a aprender a partir de cada experiência, elas também têm lições a aprender com vocês. Em cada situação, vocês são alunos e professores, aquele que precisa aprender e através da sua aprendizagem, vocês ensinam aos demais. Seja uma pessoa ou uma experiência, chega um momento em que já não há qualquer aprendizado ou energia em relação a vocês, nem vocês também com relação a isso. A conexão desaparece e se torna incompleta, insatisfatória, e o potencial para a cura, a aprendizagem e a transformação desaparecem. Sem uma conexão energética, torna-se algo de que vocês não precisam mais e que podem liberar agora.

Quando a sua vida está cheia de coisas de que vocês não precisam mais, há um sentimento de se estar aprisionado e infeliz, porque não existe ressonância energética ou conexão com quem vocês são e o que está em sua vida. É o momento de uma mudança para um novo nível de criação e compreensão. A partir de suas limitações, podem aprender acerca do modo como vocês se limitam. A partir da sua infelicidade, podem criar novas oportunidades para a alegria. A partir da sua dor, podem encontrar novos meios de expressar o amor. Para cada coisa de que vocês já não precisam, há algo esperando para substituí-la, uma vez que vocês acolham a transformação e permitam que novas formas de pensar e de ser se tornem a sua nova realidade.

Há um grande poder em ser capaz de liberar a si mesmo daquilo de que já não precisam, porque vocês se libertam dessa energia e também deixam que ela se mova, visto que ela também já não precisa de vocês. Então, cada um pode passar para outras experiências com que ressoem. Isso é real com as pessoas em sua vida, com o trabalho que vocês sabem que precisam mudar, com as crenças que limitam sua alegria e os pensamentos que os mantêm com medo. Quando vocês sabem disso, devem mudar, permitir que a mudança aconteça com alegria e gratidão, e estar cientes de que liberar o que já não precisam, permitem que novas energias entrem em sua vida. E que uma vez vocês percebam que não precisam mais de algo, uma cura e um ciclo de aprendizagem se encerram e vocês passam para um novo nível de vibração energética, de experiência e de potencial.”


28 de set. de 2011

Os Sete Degraus em nossa vida

A que propósito servimos em nossas realizações cotidianas?

            Antes mesmo de sairmos realizando projetos pela “vida afora”, talvez clarearmos as nossas metas da “vida adentro”, seja um caminho interessante para “permitirmos à nossa VIDA fluir para, verdadeiramente, florescer”.

Afinal, realizar o Propósito em tudo o que se faz é mais assertivo que realizar vários propósitos desconexos de sua fonte primordial.

E, como vimos na história de nosso amigo elemental, realizar “O Grande Propósito”, necessita a inclusão de um ingrediente fundamental que é a VONTADE!
Pois, sem vontade ficamos eternamente “parados no cais”, apenas “a ver navios”, sem participação ativa na vida.

Contudo, só a vontade ainda não é suficiente. Há que se ter a PERCEPÇÃO que amplia a nossa visão a novas possibilidades para além do degrau em que nos encontramos. Caso contrário, damos voltas e mais voltas no mesmo circuito, criando sulcos que nos mantém sempre na mesma trilha.
Só a percepção nos eleva às espirais mais elevadas! “A visão além do alcance”!!

A partir das novas percepções, começamos a abrir espaço para o caminho interior - fonte inesgotável de compaixão - que nos possibilita o “conhecer-se melhor”, tanto nas falhas que precisam ser lapidadas e aprimoradas, quanto nas verdadeiras habilidades e talentos natos que servem de combustível para nossas realizações mais sublimes.

Assim, acessando o caminho interior, descobrimos o caminho do coração: AMOR – como terceira condição, que sustenta todos os nossos empreendimentos.
Essa é a única base sólida: Amor. Sem ele, todo o empreendimento pode até seguir em frente, mas não se sustentará por muito tempo.

Então, solidez estabelecida nas bases do Amor, ainda é necessário manter a PUREZA: a pureza mais íntima das intenções, que considera, não o beneficio “exclusivo”, mas o beneficio “inclusivo” e abrangente, que se estende para o bem comum - à totalidade.
Que sabedoria da Criação!! Afinal, o grande “Segredo” não poderia ser algo tão fantástico, mágico e fantasioso!! Antes, é algo muito concreto e sólido, quando serve ao bem maior, ao Propósito a que viemos.

Então, vem a necessidade da CONCENTRAÇÃO que é a Plena Atenção ao propósito interior a que as nossas realizações se prestam em serviço exterior.

E há que se ter muita paciência e persistência para adquirir tal prática, pois estando em aprendizado num mundo voltado para as necessidades imediatistas e materiais (exteriores) é missão de grande porte, manter a tal CONCENTRAÇÃO, considerando seu real significado – atenção interior - sem desviar-se do caminho original, mas caminhando nesse mundo de distrações.
E, ao integrarmos atenção interior com ação exterior, vamos consolidando um novo RITMO, que passa a reger um novo movimento, imprescindível para Mudanças saudáveis e conscientes.

E, por fim a PAZ, que promove a segurança do caminho inabalável, quando aceitamos e nos rendemos ao movimento do fluir para enfim, FLORESCER!

O Florescer “de todas as cores, plenas de possibilidades, com suas sementes abundantes que, à medida que sopra o vento são espalhadas para criar raízes onde lhes for possível.”

Pois, alcançado o estado de Paz, “não mais nos preocupa saber se as sementes caem em solo ou sobre pedras – apenas as vamos espalhando por toda parte, em total celebração da vida e do amor” realizando cada pequeno propósito, porém ancorados no Propósito Maior.

Se queremos um mundo de PAZ, precisamos primeiro cultivar a paz dentro de nós.
Se queremos um mundo de AMOR, precisamos desenvolvê-lo dentro de nós para que ele se expanda à nossa volta.
Se queremos um mundo de LUZ, precisamos despertar e reconhecer a luz dentro de nós que nos vivifica.
E, a somatória de nossos esforços individuais faz a força do grupo, na contribuição para o TODO. Onde, a mudança do TODO começa com a reforma no interior de CADA UM.
“Você só é responsável por aquilo que pode mudar. A única coisa que você pode mudar é sua atitude, e nisso está a sua responsabilidade.”

21 de set. de 2011

Parte IV – Mudanças... permitindo à VIDA fluir para florescer


"Tributo à Primavera"

PARTE IV – PAZ

            Hoje, chegamos ao final da história que nos inspirou durante todo o mês de setembro, exatamente no post que antecede o início da Primavera!!
            Com o último degrau a ser escalado por nosso amigo elemental para a conclusão de seu florescimento, que também possamos florescer a partir dessa Primavera em nossas realizações, aceitando as “mudanças... permitindo à Vida fluir para florescer!”

            Vejamos como se conclui a história: 
           
“O último degrau que tive que aprender no Processo da Criação foi Conservação da Paz! Quando o professor Deva me dizia pela última vez que teria de ser novamente uma flor amarela, quase punha a perder todo o meu êxito até então alcançado. Deveis saber que meus amigos e colegas já haviam se tornado maravilhosas árvores, arbustos e quaisquer memoráveis criações. Mas eu ainda era sempre a pequena e miúda flor amarela! Vede como foi necessário que eu aprendesse a manter a Paz. Considerai, então que, num futuro muito, muito distante daquele tempo, eu próprio me tornaria a Paz. Vós também deveis ser uma daquelas pequenas, pouco vistosas flores amarelas, então gostaria de advertir-vos: MANTENDE A PAZ.

Talvez algum dia sereis o sol de um sistema! Quem sabe então que uso fareis de vosso livre-arbítrio?

Na minha última saída deixei de lado definitivamente todas as minhas opiniões. Sim, isso eu realmente fiz. Pensava comigo: ‘Se Deus quiser, continuarei sendo então, por toda a eternidade, esta flor amarela’. Esta foi minha última saída! Minha total submissão e dedicação trouxeram-me a libertação. Quando regressei ao meu Deva, no Templo da Natureza, ele coroou o meu serviço de muitas eras com a vitória! Então pude ser promovido ao Reino dos Devas.

Longo, longo tempo servi com sempre crescente eficiência, até que finalmente recebesse minha consagração como Elohim. Mais tarde, quando me foi dada a oportunidade, por Hélios e Vesta, de cooperar na criação da amada Terra, associei-me espontaneamente aos outros seis Elohins para cumprir esse serviço. Nós servíamos conjuntamente com alegria por nossa camaradagem recíproca, e com alegria pela própria criação propriamente dita.

O caminho de um Elohim passa pelas atividades dos Sete Degraus, começando de um pequeno ser elemental, até um Construtor de Formas, através do qual, pouco a pouco, ele expande cada vez mais seu estado de consciência. É o mesmo caminho pelo qual os minúsculos Querubins tornam-se Grandes Devas de Luz.

Também a alma não despertada espiritualmente atravessa os mesmos degraus, até despertar e talvez tornar-se um Ser Ascensionado, cheio de Amor, Luz e Perfeição. Em parte alguma existe a possibilidade de uma fuga a esses “Sete Degraus”. Há naturezas que o aceitam, o reconhecem imediatamente, e vencem os degraus em rápida seqüência, outros precisam de mais tempo para sua conclusão. Acreditai em mim, eu posso relatar a respeito! Creio que fui o aluno mais moroso de todos os grupos que começaram comigo. Mas, se na mais aprendi, uma coisa com certeza eu aprendi: MANTER A PAZ E VIVER NA SABEDORIA DAS LEIS.

Agradeço-vos por vossa bondade e amabilidade, por vossa atenção e amor! Por favor, pensai sempre no seguinte: A PAZ É UM PODER POSITIVO! Eu, que segui o caminho da evolução muito antes de vós, estou ao vosso serviço! Ofereço-vos, agora, todas as minhas bênçãos! Que todas as vossas precipitações sejam perfeitas, que vossas ‘flores’ sejam muito lindas e vossos divinos esforços cheios de sucesso, em Seu Sagrado nome!”

Paz é aceitação serena e firme, que não vê necessidade de resistência ou luta, pois que se ancora na Confiança Maior provedora da Segurança a toda e qualquer necessidade de realização.

"Eu Sou grato à Vida, à Luz e ao Amor. Eu Sou sempre grato."
*Vídeo "colhido" no Facebook de Graziela Lima

14 de set. de 2011

Parte III - Mudanças... permitindo à VIDA fluir para florescer

PARTE III – CONCENTRAÇÃO e RITMO

            Com o desenrolar da história do nosso amigo elemental, vemos o desenrolar de nossa própria história no decorrer dessas semanas.

            Do mesmo modo que, em sua empreitada, o ser elemental vence seus desafios em manifestar a flor amarela, em sincronia, seguimos também nossos desafios com nossas metas pessoais em manifestar a beleza das flores em nossas vidas.

            Quatro degraus - Vontade, Percepção, Amor e Pureza - já nos foram apresentados como referências a serem implementadas em nossa vida exterior para a conclusão de nossos propósitos, com maestria.

            Vejamos, como se segue a história:

            “Finalmente, nem foi necessário apresentar-me voluntariamente. Um dia meu professor- Deva disse-me: ‘Está bem, pode ir e tentar outra vez’. Desta vez fechei meus olhos e sentidos e não deixei minha atenção desviar-se por nada. Só queria uma coisa: A Flor Amarela! Mas ainda havia algo em que eu devia pensar: a Persistência. Por minha falta de persistência aconteceu que as pétalas da flor caíram, mesmo antes que a primavera chegasse ao fim! Portanto, também tive de aprender a quinta atividade, a da Persistência e Concentração, antes que o Deva me chamasse novamente. Devido ao fato de as pétalas de minha flor terem caído antes do tempo por causa de minha falta de persistência, regressei ao Templo um mês antes dos outros. Devo confessar que, por vergonha, durante um bom período não apareci no Templo. Andava para cá e para lá do lado de fora, mas não ousava entrar. Mas finalmente tive que entrar no Templo, também conheceis isso! Onde quer que estejais e o que quer que desejeis fazer voluntariamente, um dia tereis de concluí-lo!
É exatamente assim com os seres humanos. Eles brincam por aí, por tanto tempo quanto desejam, desperdiçam tempo e força, porém um dia esta maneira de viver tem de acabar, pois CADA UM TEM SEU PLANO DIVINO A CUMPRIR. Mais cedo ou mais tarde, cada um terá que voltar – talvez de asas caídas – para o cumprimento do plano original.

            Quando novamente nos reunimos diante do Deva no Templo da Natureza, eu estava sentado bem atrás, na última fila. Como era de estatura pequena, tinha a esperança de não ser visto tão facilmente. Aí eu pensei comigo: Nunca mais quero sair para uma nova experiência, simplesmente ficarei aqui. Então tivemos de aprender a lição do Ritmo.

            Então aprendi que precisava manter a pureza da forma e persistir no meu posto, até que fosse chamado de volta por aquele ser que me havia enviado. Isto era Persistência. Então fiquei sabendo com grande espanto que seria enviado em todas as primaveras.

            Paciência! Eu tinha pensado que sair uma vez seria a grande realização, mas reconhecia agora: O ritmo comanda: flor amarela, flor amarela, sempre e sempre, em todas as primaveras vindouras! Eu nem quero tentar contar-vos em quantas primaveras eu era a flor amarela. Ser uma flor amarela uma vez, era para mim uma novidade, até uma dúzia de vezes dava prazer. Mas a cada primavera, isto me parecia uma longa, monótona, impiedosa prova! Obediência! Obediência! Obediência até o fim!” (continua...)

           
Concentração (foco e atenção) e Ritmo (movimento) são dois aspectos naturais e fundamentais que regem a ordem da nossa Natureza - interna e externa – presente nas batidas do nosso coração, no fluxo respiratório, no pulsar dos ciclos das estações do ano, na inspiração e expiração solar...

Aspectos tão inerentes quanto inconscientes, mas que sustentam toda possibilidade de vida e evolução.

E, exatamente por estarem na superfície de nossa atenção, muitas vezes, retardam o nosso desenvolvimento, pois sem foco a concentração se dispersa; e sem ritmo não há movimento.

Por outro lado ao conciliarmos foco/concentração e ritmo, nos alinhamos a freqüências vibracionais mais elevadas, potencializando a oportunidade de avançarmos em nossos propósitos.

Contudo, há que se ter persistência necessária, que se apresenta quando estamos abastecidos pela força interior que orienta e dita o ritmo da ordem.

E, essa força interior só é possível quando olhamos para dentro de nós e a buscamos em nosso interior e não no exterior.