24 de ago. de 2011

Medida certa – Do cafezinho aos relacionamentos, o que faz algo especial?


"Medida certa - Do cafezinho aos relacionamentos, o que faz algo especial?"

Um ponto de partida na busca da compreensão a esse questionamento se encontra na própria ilustração do post, representada pela imagem do CORAÇÃO.

         E, partindo do “cafezinho”, percebemos que a medida certa que o faz especial vai muito alem da técnica culinária.

         Maria da Assunção, carinhosamente chamada por Susi, é autora do cafezinho mais delicioso que já degustei!!

         A receita da Susi, além da técnica e da atenção e cuidados aos pequenos detalhes como ela me contou, contém ingredientes fundamentais que tornam visível o seu coração - tão sutil como o da foto acima - e que fica estampado no seu semblante ao servir o café: sorriso sereno, franco e feliz! Contagiante!!!

         Quando o coração está leve, ele reverbera ao redor, a delicadeza das intenções, nos gestos e nas palavras que vão dando o toque especial que nos envolve para além do sabor, quando nos permitimos abrir a novas sensibilidades... sensibilidades também guiadas pelo nosso coração receptivo.

Susi é a pessoa mais próxima que faz parte do meu cotidiano e, como ela - quando focamos nossa atenção no bem e no belo do nosso trivial dia-a-dia - encontraremos uma infinidade de exemplos otimistas que nos libertam do estigma de São Tomé, que necessita “ver para crer”, nos convidando a mudar o foco da atenção que nos conduz a uma nova postura: “Crer para ver”, onde há que se ter “olhos para ver e ouvidos para ouvir” a suave melodia que brota do coração.

         E, adotando essa nova postura, no decorrer desse mês de agosto, guiada pelo olhar do coração, fui em busca da “Medida certa – do cafezinho aos relacionamentos, o que faz algo especial?”

         E, encontrei muitas respostas como:
        
- Uma oferta de afeto gratuito de um casal simpático num domingo de sol no Parque do Ibirapuera, anunciado por uma plaquinha “abraço grátis”, que nos faz perceber quão enrijecidos, reticentes e desconfiados vivemos!!!
E, confesso que apesar dessa percepção pessoal foi irresistível não me render ao sorriso terno e aos braços abertos daquele casal!

- Um vendedor de coco gelado que oferece espreguiçadeiras ao sol, aos seus clientes e, nesse cuidado atencioso com o outro, ao promover a sensação de bem-estar, nos permite a oportunidade de perceber o “bem-Ser”, como fonte de abastecimento desse bem-estar!!
Quando, então, compreendemos que o “permitir-se” simplesmente SER, traz a alegria do bem-ESTAR!!

Enfim, “e por aí vai”...

O desafio que o Espaço Matrix lança para essa semana é encontrar a medida certa, o caminho do meio: o Coração, que transforma o “ver para crer” em “Crer para Ver”.

Crer na humanidade e na divindade que reside em cada um como essência primordial, independentemente do que os invólucros e as situações materiais nos façam ver com os olhos físicos.

Isso não significa ignorar as situações, mas compreendê-las com o coração, trazendo à luz o motivo interior que nos toca ao desconforto de olhá-las.

E, assim, aos poucos, deixamos de alimentar os defeitos, pois que aprendemos a entender o seu propósito; passamos a alimentar as qualidades divinas inerentes a cada um e a todos nós!!! Onde fazer brotar o seu melhor, desperta o florescer do outro.

E, assim, finalizamos esse mês de agosto, mês de “muitos gostos”, buscando a boa medida, conciliando o Universo do Ser ao Estar!! Onde:

"O que transforma qualquer ato em algo extraordinário é o fato de fazermos aquilo com o coração e o que transforma qualquer vida numa existência extraordinária é o fato de ser vivida com amor."
Mark Sanborn

E, por falar em CORAÇÃO, como anda o seu? Enrijecido ou Receptivo às belezas em sua VIDA?

               Crédito da foto: carlossimo.artblog.com.br/95/

17 de ago. de 2011

“Retratos da Alma – o olhar do Observador”

“O Antes é a idéia que inspira ao Caminho Interior;
O Durante é o processo da concretização da idéia na conexão com o Caminho;
O Depois é a Confiança em Ser o Caminho na Segurança Divina;
O Agora é sempre Presente Divino”.
(Espaço Matrix – um espaço de convivência, uma pausa para Ser)

A foto acima, “materializa” o estado de SERENIDADE E LEVEZA, “visível à luz do Sol”, promovido pela “pausa para si” durante a Oficina “Retratos da Alma”, realizada no Espaço Matrix, na compreensão de que o vivenciar consciente de cada momento presente – o Agora – é uma prática não apenas possível, como fundamental para a concretização ou “materialização” dos nossos anseios interiores mais nobres.

O ato de fotografar, conscientemente, um “estado de ser harmonioso”, num momento específico, promovido pela vivência de integração com um meio ambiente natural - como fruto do exercício de interiorização - faz revelar o “invisível” que sustenta todo empreendimento no mundo da forma.

E, toda criação consciente, como comentamos em artigos anteriores, ancoradas no estado natural de harmonia e perfeição, provém desse exercício de plena atenção, de “presença de espírito”, quando nos sentimos centrados, integrados e plenos. E essa qualidade, fica impressa, em toda e qualquer obra que realizamos na face da Terra, nos fazendo crer que é possível tornar o mundo um lugar melhor para viver, para Ser.

Isso me faz recordar de um episódio vivido há alguns anos na presença de meu filho que, ainda pequeno, me acompanhava numa preleção.

Num determinado momento, o preletor, após relatar os inúmeros cenários da vida cotidiana de - miséria, corrupções, violências, insensatez, catástrofes naturais, do “micro” ao “macro” – nos questionou finalizando com a pergunta: “Diante de tantas evidências conclusivas de um mundo falido, quem acredita num mundo melhor?”

Evidentemente, a dúvida pairou no ar, diante daquela “realidade” retratada, onde poucos levantaram suas mãos - alguns ainda duvidosos, outros mais convictos.

Fiz parte daquela minoria, quando meu filho me questionou, aguardando uma resposta convincente de minha parte, antes de tomar a sua decisão: “Você acredita, mãe? Por quê?”

Foi uma oportunidade de aprendizado que me estava sendo oferecida por meu filho, a quem sou sempre grata, para que, naquele exato momento, eu buscasse a resposta dentro de mim com a convicção de minha alma e, não simplesmente, como um ‘acreditar superficial’, ‘da boca para fora’.

Tive uma fração de segundos para acessar esse “estado de consciência” pautada na honestidade e harmonia interiores que estabelecem a “segurança inabalável” para responder-lhe que: “Acredito, sim! Porque o que já aconteceu não há como mudar. Mas, eu posso -“agora”- fazer o meu melhor em cada gesto, pensamento, sentimento ou palavra, para tornar o mundo um lugar de paz e de amor. E, se cada pessoa enxergar essa oportunidade, uma nova realidade pode ser construída, sim.”

Sem hesitação, ele também levantou a sua mão.

E, em seguida, o preletor, reafirmou a minha resposta, inspirando a platéia à não se deixar conduzir pelas aparências externas, mas antes confiar no seu potencial de realização interior, ou seja, não ceder o seu poder às circunstâncias.

E, isso agora me remete a uma linda mensagem com a qual finalizo o presente artigo, na intenção de atuarmos como educadores conscientes, que aprendem com seus filhos, entregando-se à vulnerabilidade dos erros e acertos, ao mesmo tempo em que inspiram através de suas lentes interiores o “Retrato” de um mundo bom, belo e luminoso!

                                                                                        
 “Não ensine a seu filho que as estrelas não são maiores do que parecem ser: maiores do que a Terra.
São lâmpadas que os anjos acendem todos os dias, assim que o sol começa a escurecer...
Não diga a seu filho que as asas dos anjos só existem na imaginação.
Já vi meu anjo em sonho e posso jurar que ele tem asas claras que até parecem feitas de luz.
Não encha a cabeça de seu filho ensinando-lhe hipóteses precárias que amanhã de nada servirão.
Povoe de beleza o olhar inocente de seu filho.
Dê-lhe uma provisão de bondade que chegue para a marcha da vida.
Infunda-lhe na alma o amor de Deus – e tudo mais, por acréscimo, ele terá.”

Por Dom Helder Câmara – retirado do livro “Preces e Poemas” de Evelyn Zayden e Beth Campos
Callis Editora                       

  


10 de ago. de 2011

É tempo de Renascer para o novo! Onde estiver a sua consciência, ali você estará.

“A sua consciência é apenas um espelho.
Você nem vem, nem vai. As coisas vêm e vão;
Você se torna um jovem, você fica velho;
Você está vivo, você está morto.
Todas essas situações são apenas reflexos num lago eterno de consciência”.(*)

         No aprendizado contínuo que as relações humanas promovem, caminhamos a cada dia para um novo Renascer, um novo estado de ser, mais leve, mais fluido, mais livre... mais pleno de amor!

         Renascer para um novo estado de ser acontece quando nos abrimos para o caminho interior buscando realizar a síntese entre matéria e espírito; ciência e espiritualidade.

          No decorrer do processo evolutivo que todos vivenciamos como humanidade, muito já foi conquistado com o intuito de promover a ampliação de consciência que nos liberta de todas limitações equivocadamente apresentadas ao longo das idades e aceitas por cada um de nós como verdade inquestionável, mas que ora desponta como oportunidade a todos, sem privilégios, sem distinção, sem exceção.

Contudo, nessa experiência temporária que é a vida material, tudo é uma questão de escolha que se descortina em cada situação cotidiana. Onde, mesmo quando pensamos não ter escolha, já a fizemos.

O filme, “O diabo veste Prada”, retrata esse aspecto com muita leveza, fazendo uma dança sutil entre a evolução dos graus da consciência com a escolha que o livre-arbítrio permite.

         Esses estados ou estágios de consciência também são retratados por Friedrich Nietzche, em seu livro “Assim falou Zarathustra”, na figura do camelo, do leão e da criança, como os três níveis de consciência em que gradativamente galgamos, conforme a leitura que fazemos de nossas experiências de vida onde, “o que importa não é que fazemos, mas a maneira como fazemos”.

         Assim, o post dessa semana oferece a leitura do referido texto, retirado do livro “O Tarô Zen, de Osho”.
        
“O camelo é sonolento, entediado, satisfeito consigo mesmo. Vive iludido julgando-se o cume de uma montanha, mas na verdade, preocupa-se tanto com a opinião dos outros que quase não tem energia própria.
Emergindo do camelo, aparece o leão. Quando nos damos conta de que temos estado abrindo a mão da oportunidade de viver realmente a vida, passamos a dizer “não” às demandas dos outros. Nós nos apartamos da multidão, solitários e orgulhosos, rugindo a nossa verdade.
A coisa, porém, não acaba por aí. Finalmente, emerge a criança, nem submissa nem rebelde, mas inocente e espontânea, fiel ao seu próprio ser.

Qualquer que seja a posição em que você se encontre neste momento – sonolento e abatido, ou desafiador e rebelde – tenha consciência de que isso evoluirá para alguma coisa nova, se você permitir.
Este é um tempo de crescimento e mudança”. (*)

Finalizamos, com o convite para a semana:
Permita-se!

(*) O Tarô Zen, de Osho

3 de ago. de 2011

“Na produção do Bem” caminhamos, “sem medo de ser feliz”!!

Renovados pela pausa revigorante das férias de inverno, retornamos para o Serviço na “produção do bem”, “sem medo de ser feliz”!!!

Pois, todo talento, posto em atividade por intermédio do coração na produção do bem, não vê mais barreiras, uma vez que busca o aprimoramento constante no desafio em “discernir o limite entre a prudência e o medo de errar”, donde o medo de errar configura-se como um dos maiores empecilhos que “retarda a utilização do potencial que dispõe para realizar e servir”.

“O zelo é uma virtude, contudo, quando exacerbado, toma a feição de perfeccionismo... que muitas vezes, enterra talentos, a fim de cavar sulcos profundos...”(*)

Essa tênue percepção promove uma diferença incrível em nossas vidas e, conseqüentemente às pessoas sob o nosso círculo de influência, quando paramos para refletir, o quão claros e lúcidos aplicamos os limites do zelo em nossos relacionamentos, quer seja conosco ou nos nossos grupos de convívio - do familiar ao profissional.

Ou seja, até que ponto, o zelo que temos para conosco ou com os nossos mais próximos influencia o desenvolvimento saudável nos desafios pessoais?

Pois, o zelo, permeado pelas exigências do perfeccionismo sobre si mesmo e, conseqüentemente sobre o “outro”, bloqueia as ricas possibilidades da expansão dos talentos natos, quando se utiliza, mesmo sem perceber, do amedrontamento como arma de poder avassalador.
           
E o medo, como sabemos, imobiliza; não permite o processo de evolução e sim de estagnação, quando deixamos de agir de forma inovadora, pois que ainda estamos sob a influência do medo de errar, de ser julgado ou aceito. Assim, torna-se mais seguro garantirmos a “estabilidade” promovida pelas experiências anteriores, ainda que seja limitada ou até mesmo ilusória.

Porém, toda estabilidade alicerçada apenas no conhecido é ilusória, a partir do momento em que compreendemos que cada dia que desponta é uma nova experiência, uma nova possibilidade, “um mergulho em terreno inexplorável” onde “não haverá mapa a seguir, nenhum guia para acompanhar”, contudo, haverá escolhas a fazer. E, estaremos cientes de que “haverá milhões de riscos” onde “você poderá desviar-se, poderá perder-se, mas entenderá que esta é a única maneira de crescer”.(**)

O zelo excessivo gerado pelo medo, também acarreta a não-validação da nossa própria vida, apequenando-a e desmerecendo-a, quando o nosso real propósito é viver plenamente, estimulando e reverberando os nossos talentos na produção para o bem, capacitando-nos e ao próximo à liberdade e autonomia para a realização dos propósitos, ainda que não se apresentem de forma clara em nossas vidas. E quando isso acontece nos colocamos em aceitação reverente, consciente e ativa quanto às escolhas determinadas por nós e por cada um, respeitando as particularidades que cada escolha contém em seus contextos únicos e pessoais. 

Contudo, é necessário, que cada qual defina e assuma as suas próprias escolhas. E, vivenciando-as plenamente com seus sucessos e fracassos inerentes, colha seus próprios aprendizados.

Pois, tudo aquilo que está ou não, bem definido para nós mesmos, estende-se, em mesma proporção, ao nosso redor.

Assim, quando esse medo “não reconhecido e, portanto, não cuidado”, escondido nas entrelinhas do zelo excessivo (controle, perfeccionismo, entre outras formas), toma proporções maiores, para além dos nossos limites, perdemos as rédeas da situação e o disseminamos para as nossas esferas de relacionamento, na crença equivocada de estarmos assegurando proteção, especialmente aos nossos mais próximos e queridos, controlando situações para que o “outro” não corra riscos ou, sob uma outra ótica, não nos ponha em risco.
                          
É o “tiro que sai pela culatra” pois, ao invés de encorajarmos a autonomia alheia validando sua experiência passível de acertos, erros e desapontamentos, podamos as possibilidades do grande aprendizado intransferível que só diz respeito a cada um. Apequenamos também a vida do próximo na não-validação alimentada pelo nosso próprio medo egóico.

Então, num vislumbre de clareza, em algum momento de nossa caminhada, “nos damos conta”, nos aventuramos em ir além, entendendo que “aceitar o desafio do desconhecido é o único caminho para crescer”.(**)

Criamos disposição e coragem para novas descobertas, para uma nova forma de ser – com mais leveza, fluidez e alegria.  

Assim, em profunda gratidão às infinitas oportunidades que nos são oferecidas a cada escolha consciente, o Espaço Matrix - que tem como nota-chave promover relacionamentos harmoniosos, saudáveis e libertadores - retoma aos serviços, convidando-os a viverem suas próprias vidas, entre erros e acertos, abertos para uma nova forma de operar a vida, com prudência, mas “sem medo de ser feliz”!!

Lembrando que:

“Admiráveis são as pessoas que quando se assenhoreiam da prudência a utilizam para fazer uso correto e consciencioso dos talentos a ela confiados; mas não menos admiráveis são aqueles, que, ainda não possuindo discernimento o bastante para definir com zelo os melhores rumos a seguir, entregam-se ao trabalho com honestidade e confiança, utilizando o talento com retidão de consciência e convicção idealista em favor da edificação de círculos produtivos na expansão do bem para quantos puder”.(*)

E...

“Sempre que nos lançamos ao novo e desconhecido com o espírito confiante de uma criança, inocentes, abertos e vulneráveis, até mesmo as menores coisas da vida podem transformar-se nas maiores aventuras”. (**)

Eu Sou grato à Vida, à Luz e ao Amor.
Eu Sou sempre grato.

Reflexões baseadas em textos retirados do livro “Lição para o Auto-amor”(*) e “O Tarô Zen, de Osho” (**)


6 de jul. de 2011

Hibernação - espera serena e consciente

“A existência inteira espera pelo momento certo. Até as árvores sabem disso – qual é o momento de florescer, e o de deixar que as folhas caiam, e de se erguerem nuas ao céu. Também nessa nudez elas são belas, esperando pela nova folhagem com grande confiança de que as folhas velhas tenham caído, e de que as novas logo estarão chegando. E as folhas novas começarão a crescer. Nós nos esquecemos de como é esperar: queremos tudo com pressa. Trata-se de uma grande perda para a humanidade...” (*)

         A sabedoria da natureza nos ensina que há tempo para tudo e, se em nossa experiência de vida, pararmos apenas alguns instantes para refletirmos sobre isso, logo saberemos o quanto estamos aplicando dessa sabedoria inata, que também possuímos, mas que talvez, pouco acessemos em consciência plena.

         No inverno, as árvores se colocam num estado de repouso, de férias, apenas aguardando o momento certo para florescerem novamente, renascerem num novo ciclo de vida! Aguardam, silenciosas, serenas, reverentes...

         Então, voltemos ao nosso processo:

Por quantas estações já passamos e como as vivenciamos?

O Verão, com sua alegria, pura vitalidade em ação! Quando somos a realização do propósito em alegria e entusiasmo!
  O Outono com a sabedoria da renovação e do desapego na imagem das folhas que caem. Quando nos permitimos reciclar, desfazendo-nos em gratidão ao que nos serviu, abrindo espaço para novas possibilidades!
O Inverno com o recolhimento na percepção da pausa e do repouso inteligentes. Quando esperamos em serenidade e consciência o desenvolvimento do novo, como um processo de gestação.
A Primavera com a beleza do florescer em preparação para o renascimento através do fruto com novas sementes... processo sem fim! Quando colocamos todo o potencial gerado em atividade para povoar o mundo de beleza e cor!

         Mas, nem sempre esse processo é consciente e natural em nossa vida humana. E, isso se torna um paradoxo, se considerarmos que isso acontece exatamente conosco, ditos seres Humanos, capacitados com a inteligência e a liberdade que o livre-arbítrio permite.

Contudo, isso não é motivo para lamentações, penalizações ou frustrações.
Antes, um motivo de atitude!

Uma mensagem pessoal no MSN de um amigo de meu filho me chamou a atenção pela simplicidade objetiva. E, creio ser pertinente e, principalmente sugestivo:

“Quem quer, arruma um jeito; quem não quer, arruma uma desculpa”.

         Deixemos, pois, as desculpas de lado e, mesmo diante do corre-corre do dia-a-dia, das cobranças internas, das metas enlouquecedoras, “arrumemos um jeito”, um tempo para uma pausa para si.

         Desse modo, o Espaço Matrix entra em seu período de férias, entendendo a importância dessa “Época de repouso”, na compreensão de que “o corpo humano não pode atuar com toda sua potencialidade sem períodos frequentes de repouso”.

Onde, “Férias” podem ser entendidas como “a mudança da rotina cotidiana que ajuda a restaurar o corpo, a mente e a disposição das pessoas.”

Lembrando que essas Férias, no sentido de permitir-se uma pausa para si, não significam, necessariamente, sairmos em um roteiro turístico pelo mundo afora, mas até podemos fazê-lo, desde que entendamos o princípio do “estar consigo, onde quer que se encontre”, tão bem definido pelo ZAZEN:

ZAZEN “quer dizer apenas que, se você permanece na própria fonte, sem deslocar-se para parte alguma, uma força imensa se levanta, uma transformação de energia em Luz e Amor, em uma vida maior, em compaixão, em criatividade. Ela pode assumir formas variadas.
Primeiramente, porém, você tem que aprender como permanecer na fonte. Depois, então, a fonte decidirá onde está o seu potencial. Você pode relaxar na fonte, e ela o levará ao seu próprio potencial.(*)

Aprendendo a “estar consigo onde quer que se encontre”, poderemos sentir a leveza das férias em quaisquer situações e contextos em que nos encontrarmos, até mesmo nas situações mais desafiadoras de nosso cotidiano.

E, desse modo retornarmos de nossas férias concretas, modificando o nosso “modus operandi” para entrar no estado de férias eternas que o “contato consigo” promove!!!

Nos vemos em agosto, desejando um ótimo período de “hibernação consciente” para o retorno em verdadeiro desfrute da vida!

(*)O Taro Zen, de Osho

Créditos da foto: Autor(a) Penvmbra 
blog br.olhares.com/arvore_de_inverno_foto2601170.html

29 de jun. de 2011

“Facilitadora relacional integrativa”, o que é isso?

Finalizando o conjunto de artigos lançados no mês de junho nesse blog e, em continuidade ao tema anterior denominado, “Missão pessoal”, o post dessa semana traz como tema:
“Facilitadora relacional integrativa”, o que é isso?

Essa é a minha função dentro do Espaço Matrix, no entendimento de que a Missão pessoal acontece quando nos aceitamos e, em conseqüência revelamos nossos talentos para servir ao próximo, independentemente da carreira que escolhemos como fonte dessa expressão. 
Contudo, podemos ampliar a percepção para o fato de que a nossa missão não está vinculada apenas à nossa vida profissional, mas também está presente em todas as funções que desempenhamos: como filhos, irmãos, esposa (o), pais, amigos, vizinhos, enfim, em todos os processos relacionais, a começar com a nossa relação consigo mesmo.

E, assim, formou-se essa nova atividade, alicerçada nos conceitos da Terapia Familiar Sistêmica e em vivências de cunho pessoal, onde atuo como facilitadora, no sentido de promover um movimento de harmonização relacional, a partir de oficinas lúdicas, como vocês já puderam constatar em alguns artigos anteriores, nesse blog.

O que faz uma facilitadora?
Uma facilitadora atua como ponte entre a informação e o sentido a que a informação servirá, particularmente, a cada necessidade pessoal, com a finalidade de auto-capacitar, promovendo a autonomia e o auto discernimento nas descobertas pessoais. 

         Qual o significado de Relacional e da função Integrativa, nesse contexto específico?
         Ampliar as percepções da totalidade nas relações, a começar pela percepção de si, integrando-a aos contextos relacionais mais amplos para que, com o resgate da integralidade e integridade do ser humano, ele possa realizar seus propósitos mais sublimes, de forma consciente e efetiva, manifestando todo seu potencial interno criativo.

         Pois, estamos inseridos dentro de processos relacionais amplos e interligados, tais quais as redes de um grande sistema, onde a responsabilidade individual estabelece o alicerce das bases da vida harmoniosa em sociedade.

         Entendendo que “para se relacionar de maneira saudável com outra pessoa é preciso, antes, estabelecer uma relação plena e feliz consigo mesmo”. (Yasuhiko Genku Kimura - Monge zen-budista)

         E, que é partir dessa ancoragem interior, que resgatamos o senso da totalidade, pois que “toda união entre as criaturas é, essencialmente, um reencontro consigo mesmo, uma fusão com aquele do qual nos separamos. É uma descoberta de si mesmo nos outros”. (Sri Aurobindo), conforme vimos no primeiro post desse blog.

“Espaço Matrix - um espaço de convivência; uma pausa para Ser.”

21 de jun. de 2011

Missão pessoal: “Qual é a tua obra?”

O post dessa semana traz como tema: “Missão pessoal: Qual é a tua obra?”, que sintetiza as reflexões que esse período proporcionou, vivenciados nos três artigos lançados nas semanas anteriores.

Pois, embora o tema sugira uma meta, que de tão grandiosa pareça tornar-se privilégio de poucos, ela está mais presente em nossas vidas de “cidadãos comuns” do que possamos imaginar.
Diante de tanta expectativa quanto à descoberta da nossa missão pessoal, muitas vezes nos sentimos acuados conforme sugeriu o artigo “Medo de voar?” – post que abriu o mês de junho - trazendo a lembrança de que no nosso processo de crescimento e evolução, podemos nos deparar com essa sensação de resistência ao novo, às mudanças de fase, neste percurso de descobertas pessoais.

Por vezes, almejamos tanto a realização da missão pessoal, que deixamos de perceber o óbvio, que ela está presente e é uma constante em nossas vidas, ainda que, na maior parte do tempo, em estado latente, mas com um incrível potencial de se realizar plenamente.

E um caminho para a realização da missão – “Real (nobre) ação” – se descortina, quando entendemos que as experiências que constituem a missão podem simplesmente ocorrer em ciclos de desenvolvimento “lentos e repetitivos’, como também podem ser re-atualizadas em nossa história de vida, impulsionando-nos, exponencialmente, nos ciclos espirais ascendentes, quando compreendemos e nos abrimos de forma receptiva ao fato de que “a vida é cheia de conclusões e novos começos... e, ao concluir isso, criamos condições para que alguma coisa nova possa começar”, sempre que assim permitirmos.

Então, surge - num novo nível de consciência, absorvido pela receptividade silenciosa - a confiança de que a vida nos apoiará na realização da nossa missão e, mais que isso, o entendimento de que ela sempre nos apoiou.

O artigo seguinte: “Vá, viva e transforme-se” nos impulsionou a olharmos nossos desafios sob a lente do observador - isento de julgamento e disposto a ser o agente transformador da própria vida - na finalidade de revelar a real identidade, os talentos natos que, conseqüentemente, vão reavivando o propósito de vida.

Isso nos fez perceber que, quando nos postamos com as lentes do observador esse processo se revela em simplicidade.
* E, que muitas vezes, complicamos a nossa vida ao nos distanciarmos dessa lente fundamental.
* E, que “Cultivando o Silêncio, acessamos a simplicidade do Ser” – tema do último post.
E, esse é o ponto-base para o alicerce da edificação da missão que se realiza a cada escolha consciente de manifestar a Harmonia interior. 

Dessa forma, me reporto a um artigo postado no blog de Carla Mago – querida amiga e arquiteta que promoveu a concretização do Espaço Matrix para a realização de minha missão - reavivando a lembrança da importância do trabalho como fonte de expressão de nossa missão por intermédio de nossos talentos e, não simplesmente como a realização da obra em si, quando ... “entendemos a Missão como uma metamorfose da substância do ser, a potencialização de um destino. Mais do que a relação com a Carreira, a aceitação de si. Pois, compreender e aceitar a si próprio é o mesmo que revelar a Missão, a vida verdadeira, o destino.
Onde: “A missão poderia também representar o momento da entrada do individuo na roda da existência humana com todo o seu potencial”, tal qual “a água, imagem do inconsciente; amorfa, mas fertilizadora, uma fonte potencial de força que sugere uma transmutação dos elementos ‘normais’ da personalidade (dos seus padrões limitados) em valores de vida acima daqueles que interessam à maior parte dos homens. Algo de mais profundo, mais autêntico, que ainda não tem fisionomia definida, exige ser reconhecido”.(Carlos Solano, em seu livro:  Feng Shui – Arquitetura Ambiental Chinesa) http://www.carlamago.com.br/blog/?p=2066

E, assim, finalizamos com a mesma indagação inicial,
 Missão pessoal: “Qual é a tua obra?”, lembrando que,
“A sua obra é muito mais ampla do que qualquer que seja a atividade que você realize em si mesma”, quando “nos damos conta do sentido do que estamos realizando”.
(Mario Sergio Cortella)

         Sugerimos para essa reflexão, a leitura do livro de Mario Sergio Cortella – “Qual é a tua obra? – Inquietações propositivas sobre gestão, liderança e ética” – indicada por um querido amigo, agradecendo a oportunidade de crescimento que as relações humanas promovem na realização de nossa missão pessoal.

“Eu Sou grato à Vida, à Luz e ao Amor”

** Foto do post - “Jino – A mensageira trazendo a valorização do seu trabalho em harmonia e equilíbrio” – um presente recebido por uma grande amiga, trazendo boas vibrações para o Espaço Matrix.