25 de mai. de 2011

Criação Consciente

“É tempo agora de começar a disciplinar as suas mentes a focar naquilo que vocês querem que seja manifestado em suas vidas, em vez de focar no que vocês não querem, pois o Universo é imparcial e irá dar a vocês o que constantemente focam em seus processos de pensamentos.”

A Oficina de Cinema trabalhada no Espaço Matrix com o filme “The last airbender” – “O último mestre do ar”, trouxe uma nova reflexão sobre como estamos dominando o elemento AR em nossas vidas.

Ao relacionarmos o elemento Ar com o nosso padrão de pensamento, simultaneamente, temos uma prévia de como afetamos ou somos afetados por esse elemento.

Afinal, estamos nos revelando, tais quais verdadeiros “mestres do ar” ou ainda estamos sendo dominados pelos pensamentos improdutivos?

Diante de tantas exigências que o mundo externo nos apresenta, manter o equilíbrio para discernir, o que de fato, é importante em nossas vidas, requer uma grande habilidade no domínio dos padrões de pensamento que constroem a vida e o mundo que desejamos, ainda que não o saibamos como o criamos.

Assim, em continuidade à vivência daqueles que participaram dessa Oficina de Cinema ou, como introdução aos que ainda irão participar, oferecemos a seguinte reflexão, inspirados pela música – “What a Wonderful World”:

“Como você tem criado o seu mundo?”

A vista de dentro do Espaço Matrix, na foto acima:

- criada pelos olhos internos de Carla Mago;
- coloridos pelo trabalho de jardinagem de Graziela Lima;
- alimentados pela vontade em servir de Fátima Lee, despertada pela disposição amorosa de Joaquim de Oliveira e Moacir Amaral;
- alicerçados no acreditar de Lee Ping;
- transformados em realidade física por todos os seres que participaram dessa obra: empreiteiros, pedreiros, marceneiros, serralheiros, pintores, artistas plásticos (no serviço em bambu e decoração como quadros e mandala), equipe de limpeza, bem como todos os amigos colaboradores ocultos, mas não menos importantes, que fazem parte de nossas relações,  

... traz a intenção de nos inspirar a vislumbrar o mundo segundo a lente da HARMONIA, acreditando que:

 “A Criação consciente pode trazer mais alegrias, liberdade, graça e facilidades uma vez que a autodisciplina é usada nos processos de pensamentos”, somados ao trabalho saudável em equipe, quando nos reconhecemos em nosso semelhante.

E, assim, podemos liberar a nossa voz, cantando aos sete ventos:

What A Wonderful World
I see trees of green, red roses too
I see them bloom for me and you
And I think to myself, what a wonderful world

I see skies so blue and clouds of white
The bright blessed day, the dark sacred night
And I think to myself, what a wonderful world

The colors of the rainbow, so pretty in the sky
Are also on the faces of people going by
I see friends shaking hands, saying, "how do you do?"
They're really saying, "I love you"

I hear babies cry, I watch them grow
They'll learn much more, than I'll never know
And I think to myself, what a wonderful world

Yes, I think to myself, what a wonderful world

18 de mai. de 2011

Flexibilizar, Perdoar e Amar.

“FLEXIBILIZAR – movimento para PERDOAR;
PERDOAR para, verdadeiramente, AMAR.”
           
            Ainda que sejamos, todos, sem exceção, frutos do AMOR Maior, caminhamos pela “vida afora” na busca incessante dessa virtude, como combustível para nos sentirmos plenos e felizes.
            Contudo, a “vida afora”, muitas vezes se apresenta como “Pedras no caminho”, quando deixamos de aproveitar as lições contidas nesses empecilhos tão “providenciais” em nossa trilha.

O Bambu, na foto acima, que emoldura a Deusa Kuan Yin - símbolo da Compaixão – no “Espaço Matrix”, sinaliza a Flexibilidade e, ao mesmo tempo, a Aceitação Interior que nos inspiram “à capacidade de adaptação e mudança” diante do aprendizado em nossos desafios cotidianos.

            Flexibilidade é um movimento de Aceitação reverente que se curva, delicadamente e sem esforço, diante do discernimento entre o auto-respeito e a humildade, nas nossas interações relacionais, como vimos nos artigos anteriores neste blog.
           
            Flexibilidade, também, é o primeiro movimento para o desabrochar da virtude do Perdão como “a chave que temos para nos curar de todos os bloqueios que provocamos no fluxo de energia do AMOR que é o que nos mantém coesos e sãos”.

            Sabemos, por experiência própria, “o quanto às vezes nos custa perdoar nós próprios pelas nossas limitações, faltas e rompantes” e, raramente, percebemos o impacto dessa atitude inflexível quando “não avaliamos o quanto nos punimos ao longo da vida e usamos esse mesmo critério com nossos semelhantes”.

“O Perdão nos liberta das amarras autocriadas pelo julgamento que fazemos em relação a nós mesmos e aos outros”.

            E, nesse exercício, conforme as “amarras autocriadas” são liberadas, vamos aprendendo a “amar com um certo senso de desapego”, o que nos permite aceitar e respeitar com mais leveza e lucidez, todas e quaisquer pessoas e circunstâncias como fonte do nosso infinito aprendizado para, verdadeiramente, Amar.   

             

11 de mai. de 2011

Lapidando as “pedras no caminho” em “pedras preciosas”

“O cristal é luz ‘congelada’.
É matéria extremamente pura e harmônica: suas moléculas vibram todas na mesma freqüência. Seu campo eletromagnético, portanto, reproduz a pureza e a harmonia de sua essência ‘contaminando’ todos os campos eletromagnéticos com os quais entre em contato. Ele funciona pela sua simples presença, independente do fato de acreditarmos ou não”.
 (Isabel Silveira – Ampliando nossa visão do Reino Mineral)

O cristal de quartzo ametista que compõe o cenário no Espaço Matrix, nos ensina que, assim como ele, nós também podemos “vibrar em freqüências puras e harmoniosas”, quando acessamos o nosso Ser Essencial como nossa linha mestra nas relações cotidianas.

Muitas vezes, nossos olhos percebem as “pedras no caminho” apenas como obstáculos e empecilhos, enquanto perdem a oportunidade de lapidá-las, de modo que revelem a sua beleza e propósitos originais.

A Oficina de Poemas e Poesias: “Tinha uma pedra no caminho...” trabalha o Poema “No meio do caminho” de Carlos Drummond de Andrade numa vivência libertadora das “pedras em nosso caminho”, transformando-as em verdadeiras “pedras preciosas”, fazendo-nos recordar e acessar esse rico potencial latente de beleza e pureza, inerente a todos nós.

            Ainda de forma análoga ao texto citado acima, podemos entender que quando estamos vibrando harmonicamente, nossa “simples presença” também é capaz de contagiar o mundo ao nosso redor. E assim, passamos a Ser, literalmente, a mudança que desejamos no mundo.


“No meio do caminho”
No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.
Carlos Drummond de Andrade
In Alguma Poesia
Ed. Pindorama, 1930
© Graña Drummond

4 de mai. de 2011

A Disciplina e o Ponto de Equilíbrio


A disciplina é uma virtude que, de fato, promove a Ordem que possibilita a concretização de nossas realizações.
A disciplina também nos conduz a um rico aprendizado no processo de crescimento, sendo assim um ingrediente imprescindível no processo de evolução.

Contudo, muitas vezes associamos e aplicamos a disciplina com tal rigor e inflexibilidade, no anseio cego de atingir nossas metas, sejam externas ou internas, que ela acaba por gerar um efeito colateral que impossibilita o desfrutar da leveza nas conquistas.

Isso ocorre quando polarizamos o seu uso, não permitindo que o seu valor intrínseco se estenda de forma equilibrada entre o benfeitor e seu propósito. E assim, os benefícios da disciplina tão bem aplicada no propósito a que serviu, deixa de servir, exatamente àquele que a aplicou.  

Como observamos na foto acima, até o aparentemente pesado, representado pela pedra grande, ao encontrar seu ponto de equilíbrio é capaz de revelar sua leveza. Analogamente, nenhum exercício de disciplina é pesado demais, quando o aplicamos equilibradamente e aceitamos com leveza da alma receber seus benefícios.

Assim, o propósito da reflexão dessa semana é promover uma pausa para si, abrindo espaço para o uso da mesma disciplina que serviu à conquista de seus propósitos pessoais para ser aplicada aos cuidados consigo mesmo, no exercício da disciplina em dedicar um momento do seu dia, a partir de hoje, em cuidados de autoamor, quer seja:

- uma prece de refazimento;
- uma harmonização no ritmo mental;
- a alimentação com calma;
- uma conversa sem descuidos verbais;
- um cumprimento mais atencioso;
- uma generosidade para com seu corpo;
- um instante para a leitura elevada;
- um minuto para resolver algo que importuna sua consciência...

(Lições para o autoamor – Wanderley Oliveira por Ermance Dufaux)

... dentre tantos outros cuidados que podemos promover como um presente a nós mesmos, um pouco a cada dia, como reverência à nossa VIDA - instrumento que nos possibilita o trilhar no caminho evolutivo para verdadeiramente SER.

Eu Sou grato à Vida, a Luz e ao Amor.



27 de abr. de 2011

HONESTIDADE, AUTO-RESPEITO e HUMILDADE


A Oficina de Cinema vivenciada no Espaço Matrix com o filme: “Ten promises to my dog”, retrata como a relação com um cãozinho pode ensinar e modificar de forma saudável as relações humanas, baseada na honestidade consigo.

O ideograma acima – HONESTIDADE – convida a uma reflexão, ampliando a percepção de seu significado em nossa vida cotidiana nas relações que estabelecemos conosco e que se estende, conseqüentemente, com as pessoas ao nosso redor.

A necessidade para esse olhar interior, ainda que revelada de forma inconsciente em nosso dia-a-dia, é explicitada no filme não apenas como uma possibilidade de mudança, mas principalmente como uma rica oportunidade de transformação na busca da integridade do ser humano que se estabelecerá em retas relações de convivência neste aprendizado que é a vida.

Contudo, perceber alguns aspectos que se relacionam à construção da honestidade - que representada por cada ideograma que a compõe respectivamente significam, “falar” e “fazer” - nos ajuda a alicerçá-la para exercê-la conscientemente, conforme nos elucida o texto abaixo:

“Ser honesto consigo mesmo e com os outros é fundamental.
Honestidade é uma virtude do ser humano digno, decente, íntegro e honrado.
A humildade não pode existir sozinha. A humildade tem que existir junto com o auto-respeito.
A humildade, quando não vem acompanhada do auto-respeito, pode levar a pessoa a experimentar uma atitude de submissão excessiva, que, por sua vez, desperta um sentimento de inferioridade. E uma pessoa que esteja sofrendo de complexo de inferioridade não é capaz de crescer, de manifestar o seu potencial.
Da mesma maneira o auto-respeito, na ausência da humildade, pode tomar a forma de arrogância. O auto-respeito em si só é um valor importante, mas quando ele não vem acompanhado da humildade pode tomar a forma do orgulho, da arrogância.”
(Textos e Ensaios de Jordan Augusto – www.bugei.com.br)

Assim, a tríade - Honestidade, Auto-respeito e Humildade - abordada acima, clarifica a compreensão de como colocamos em prática a honestidade em nossa esfera pessoal ao considerarmos os aspectos do auto-respeito e da humildade em nossas relações.
Este olhar mais cuidadoso diante de nossos anseios ocultos na busca de nossa integridade, nos proporciona a oportunidade de rever e corrigir conceitos acolhidos e refletidos equivocadamente em nossas atitudes relacionais, comprometendo essa convivência honesta que, como vimos, começa dentro de nós.

Lembrar que, ser honesto, especialmente consigo mesmo, envolve permitir-se errar e permitir-se o perdão ao olhar suas imperfeições ou impulsos menos dignos, acolhidos como reflexos do perfeccionismo e da auto-cobrança. E que, este reconhecer não significa “assumir, e sim olhar para si com compaixão e aceitação, aprendendo a conciliar-se com a sua parte que ainda não aprendeu a amar.” (Lições para o AutoAmor)

Cultivar e despertar o Amor dentro de si faz revelar a honestidade da alma - essa é apenas uma das percepções acolhidas na primeira Oficina de cinema.
O Espaço Matrix reverbera sua Gratidão pela oportunidade dessa partilha.

19 de abr. de 2011

Identidade e Renascimento

A palavra Identidade, inicialmente, nos remete aos aspectos físicos que identificam algo como real e palpável - como “o conjunto de caracteres próprios e exclusivos com os quais se podem diferenciar pessoas, animais, plantas e objetos inanimados uns dos outros, quer diante do conjunto das diversidades, quer ante seus semelhantes.”

            Mas, o que de fato compõe a real Identidade?
O que está além das formas explícitas e das aparências materiais nem sempre visíveis a “olho nu”?

            Por detrás de tudo o que as aparências denotam está a vida, a sustentação, o propósito a que a identidade nos serve.

            Assim, Alberto Lima, ao desenvolver o logotipo para o Espaço Matrix - em doação incondicional - revelou a partir de seus talentos natos, a essência, o propósito a que o Espaço Matrix se dispõe a servir, promovendo uma identidade visual a esse novo Espaço que se concretiza na matéria.

            Revelando o seu propósito, o logotipo do Espaço caracterizado como uma Mandala nos conduz ao ato da meditação, contribuindo para o exercício de “mergulharmos em nós mesmos, auxiliando a concentração e a realização da experiência interior” como um caminho de percepção e inclusão na totalidade que configura a Unidade. Onde, as mandalas "são imagens ao mesmo tempo sintéticas e dinâmicas, que tendem a superar as oposições do múltiplo e do uno, do espaço-temporal ao intemporal e extra-espacial."

            A “base numérica 10” estimula as qualidades do dinamismo, da atividade e do otimismo, trazendo ao plano material a aceleração, a mudança de ciclo e a sorte para todos os que se conectarem com a sua Matriz Essencial, uma vez ancorados no plano espiritual como fonte de compreensão da roda da vida bem como de sua aceitação.
            Entendendo que, desse modo, a alegria e o entusiasmo passam a atuar no plano emocional, impulsionando-nos para a ação, ativados pelos processos energéticos latentes em nosso potencial interno.

A flor de lótus no centro da Mandala, traz o significado do renascimento, onde flores “simbolizam a chegada da primavera, a efemeridade da vida e da beleza, a vida que sempre se renova. Revelam que um ciclo evolutivo pessoal está se acelerando.”

Aproveitando o período propício e favorável com a mensagem de Renascimento que a Páscoa nos proporciona, o Espaço Matrix os convida a uma meditação sobre essa Mandala, como um mergulho dentro de si para acessar a “nova” Identidade que sustenta toda a nossa vida na matéria e que nos impulsiona a renovação contínua nesse processo de evolução pessoal e grupal.  

            Feliz Páscoa! Feliz Renascimento!
           



15 de abr. de 2011

BEM-AVENTURANÇA


Como vivenciar a Bem-aventurança em tempos de aparente caos?

A Oficina de Leitura inaugural realizada no Espaço Matrix traz à luz da consciência, a importância de vivenciar o “presente precioso” como fonte de inspiração para a transcendência dos nossos desafios cotidianos.
            O propósito da oficina é o de transcender o exercício da leitura racional ao trazer para a vivência prática o conteúdo principal do livro “O Presente Precioso” como ferramenta para acessarmos a bem-aventurança nesses tempos de aparente caos.

            O “Buda risonho” do Espaço Matrix que ilustra esse artigo, irradia através de sua expressão, a alegria e a plenitude da bem-aventurança – que substituem todo estado de ansiedade, preocupação, agitação, apatia ou depressão - quando acessamos e nos conectamos com a “presença de espírito” que nos remete, imediatamente, à vivência do momento presente como caminho efetivo de ação e realização.

            E, afinal...
            “Que vem a ser, pois, a bem-aventurança? E como encorajar sua presença em nosso cotidiano?”

            Conforme relata John Selby, no livro “Sete mestres, um caminho”, “Ela talvez seja mais bem definida por aquilo que não é. Não é medo. Não é apreensão. A bem-aventurança só existe na ausência de ansiedade. Além disso, não se pode chamá-la de cólera, crítica, rejeição ou recusa: nada do que é negativo lhe diz respeito.
            A bem-aventurança medra na presença do amor, da compaixão, da aceitação, da confiança – de todas as coisas positivas.
            A bem-aventurança é a corrente do Espírito puro que se derrama em nossa vida. É o nosso estado natural, quando renunciamos a todos os pensamentos, julgamentos, contrações e crenças, além de outros fardos cognitivos, e simplesmente nos abrimos para a paixão de estar vivos, repletos da fonte absoluta da vida: o amor e a infinita alegria criativa de Deus.
            Eis uma verdade psicológica: quando não há medo nenhum na mente, há a abundância de alegria. De igual modo, como diz Krishnamurti, ‘Quando não existe passado, existe a bem-aventurança do presente’. Se nos voltarmos de todo para as esferas perceptivas da consciência e agirmos a fim de aquietar a mente aferrada ao passado, com seus pensamentos e associações, sem dúvida suscitaremos a experiência natural da bem-aventurança no aqui e agora”.