3 de ago. de 2011

“Na produção do Bem” caminhamos, “sem medo de ser feliz”!!

Renovados pela pausa revigorante das férias de inverno, retornamos para o Serviço na “produção do bem”, “sem medo de ser feliz”!!!

Pois, todo talento, posto em atividade por intermédio do coração na produção do bem, não vê mais barreiras, uma vez que busca o aprimoramento constante no desafio em “discernir o limite entre a prudência e o medo de errar”, donde o medo de errar configura-se como um dos maiores empecilhos que “retarda a utilização do potencial que dispõe para realizar e servir”.

“O zelo é uma virtude, contudo, quando exacerbado, toma a feição de perfeccionismo... que muitas vezes, enterra talentos, a fim de cavar sulcos profundos...”(*)

Essa tênue percepção promove uma diferença incrível em nossas vidas e, conseqüentemente às pessoas sob o nosso círculo de influência, quando paramos para refletir, o quão claros e lúcidos aplicamos os limites do zelo em nossos relacionamentos, quer seja conosco ou nos nossos grupos de convívio - do familiar ao profissional.

Ou seja, até que ponto, o zelo que temos para conosco ou com os nossos mais próximos influencia o desenvolvimento saudável nos desafios pessoais?

Pois, o zelo, permeado pelas exigências do perfeccionismo sobre si mesmo e, conseqüentemente sobre o “outro”, bloqueia as ricas possibilidades da expansão dos talentos natos, quando se utiliza, mesmo sem perceber, do amedrontamento como arma de poder avassalador.
           
E o medo, como sabemos, imobiliza; não permite o processo de evolução e sim de estagnação, quando deixamos de agir de forma inovadora, pois que ainda estamos sob a influência do medo de errar, de ser julgado ou aceito. Assim, torna-se mais seguro garantirmos a “estabilidade” promovida pelas experiências anteriores, ainda que seja limitada ou até mesmo ilusória.

Porém, toda estabilidade alicerçada apenas no conhecido é ilusória, a partir do momento em que compreendemos que cada dia que desponta é uma nova experiência, uma nova possibilidade, “um mergulho em terreno inexplorável” onde “não haverá mapa a seguir, nenhum guia para acompanhar”, contudo, haverá escolhas a fazer. E, estaremos cientes de que “haverá milhões de riscos” onde “você poderá desviar-se, poderá perder-se, mas entenderá que esta é a única maneira de crescer”.(**)

O zelo excessivo gerado pelo medo, também acarreta a não-validação da nossa própria vida, apequenando-a e desmerecendo-a, quando o nosso real propósito é viver plenamente, estimulando e reverberando os nossos talentos na produção para o bem, capacitando-nos e ao próximo à liberdade e autonomia para a realização dos propósitos, ainda que não se apresentem de forma clara em nossas vidas. E quando isso acontece nos colocamos em aceitação reverente, consciente e ativa quanto às escolhas determinadas por nós e por cada um, respeitando as particularidades que cada escolha contém em seus contextos únicos e pessoais. 

Contudo, é necessário, que cada qual defina e assuma as suas próprias escolhas. E, vivenciando-as plenamente com seus sucessos e fracassos inerentes, colha seus próprios aprendizados.

Pois, tudo aquilo que está ou não, bem definido para nós mesmos, estende-se, em mesma proporção, ao nosso redor.

Assim, quando esse medo “não reconhecido e, portanto, não cuidado”, escondido nas entrelinhas do zelo excessivo (controle, perfeccionismo, entre outras formas), toma proporções maiores, para além dos nossos limites, perdemos as rédeas da situação e o disseminamos para as nossas esferas de relacionamento, na crença equivocada de estarmos assegurando proteção, especialmente aos nossos mais próximos e queridos, controlando situações para que o “outro” não corra riscos ou, sob uma outra ótica, não nos ponha em risco.
                          
É o “tiro que sai pela culatra” pois, ao invés de encorajarmos a autonomia alheia validando sua experiência passível de acertos, erros e desapontamentos, podamos as possibilidades do grande aprendizado intransferível que só diz respeito a cada um. Apequenamos também a vida do próximo na não-validação alimentada pelo nosso próprio medo egóico.

Então, num vislumbre de clareza, em algum momento de nossa caminhada, “nos damos conta”, nos aventuramos em ir além, entendendo que “aceitar o desafio do desconhecido é o único caminho para crescer”.(**)

Criamos disposição e coragem para novas descobertas, para uma nova forma de ser – com mais leveza, fluidez e alegria.  

Assim, em profunda gratidão às infinitas oportunidades que nos são oferecidas a cada escolha consciente, o Espaço Matrix - que tem como nota-chave promover relacionamentos harmoniosos, saudáveis e libertadores - retoma aos serviços, convidando-os a viverem suas próprias vidas, entre erros e acertos, abertos para uma nova forma de operar a vida, com prudência, mas “sem medo de ser feliz”!!

Lembrando que:

“Admiráveis são as pessoas que quando se assenhoreiam da prudência a utilizam para fazer uso correto e consciencioso dos talentos a ela confiados; mas não menos admiráveis são aqueles, que, ainda não possuindo discernimento o bastante para definir com zelo os melhores rumos a seguir, entregam-se ao trabalho com honestidade e confiança, utilizando o talento com retidão de consciência e convicção idealista em favor da edificação de círculos produtivos na expansão do bem para quantos puder”.(*)

E...

“Sempre que nos lançamos ao novo e desconhecido com o espírito confiante de uma criança, inocentes, abertos e vulneráveis, até mesmo as menores coisas da vida podem transformar-se nas maiores aventuras”. (**)

Eu Sou grato à Vida, à Luz e ao Amor.
Eu Sou sempre grato.

Reflexões baseadas em textos retirados do livro “Lição para o Auto-amor”(*) e “O Tarô Zen, de Osho” (**)


6 de jul. de 2011

Hibernação - espera serena e consciente

“A existência inteira espera pelo momento certo. Até as árvores sabem disso – qual é o momento de florescer, e o de deixar que as folhas caiam, e de se erguerem nuas ao céu. Também nessa nudez elas são belas, esperando pela nova folhagem com grande confiança de que as folhas velhas tenham caído, e de que as novas logo estarão chegando. E as folhas novas começarão a crescer. Nós nos esquecemos de como é esperar: queremos tudo com pressa. Trata-se de uma grande perda para a humanidade...” (*)

         A sabedoria da natureza nos ensina que há tempo para tudo e, se em nossa experiência de vida, pararmos apenas alguns instantes para refletirmos sobre isso, logo saberemos o quanto estamos aplicando dessa sabedoria inata, que também possuímos, mas que talvez, pouco acessemos em consciência plena.

         No inverno, as árvores se colocam num estado de repouso, de férias, apenas aguardando o momento certo para florescerem novamente, renascerem num novo ciclo de vida! Aguardam, silenciosas, serenas, reverentes...

         Então, voltemos ao nosso processo:

Por quantas estações já passamos e como as vivenciamos?

O Verão, com sua alegria, pura vitalidade em ação! Quando somos a realização do propósito em alegria e entusiasmo!
  O Outono com a sabedoria da renovação e do desapego na imagem das folhas que caem. Quando nos permitimos reciclar, desfazendo-nos em gratidão ao que nos serviu, abrindo espaço para novas possibilidades!
O Inverno com o recolhimento na percepção da pausa e do repouso inteligentes. Quando esperamos em serenidade e consciência o desenvolvimento do novo, como um processo de gestação.
A Primavera com a beleza do florescer em preparação para o renascimento através do fruto com novas sementes... processo sem fim! Quando colocamos todo o potencial gerado em atividade para povoar o mundo de beleza e cor!

         Mas, nem sempre esse processo é consciente e natural em nossa vida humana. E, isso se torna um paradoxo, se considerarmos que isso acontece exatamente conosco, ditos seres Humanos, capacitados com a inteligência e a liberdade que o livre-arbítrio permite.

Contudo, isso não é motivo para lamentações, penalizações ou frustrações.
Antes, um motivo de atitude!

Uma mensagem pessoal no MSN de um amigo de meu filho me chamou a atenção pela simplicidade objetiva. E, creio ser pertinente e, principalmente sugestivo:

“Quem quer, arruma um jeito; quem não quer, arruma uma desculpa”.

         Deixemos, pois, as desculpas de lado e, mesmo diante do corre-corre do dia-a-dia, das cobranças internas, das metas enlouquecedoras, “arrumemos um jeito”, um tempo para uma pausa para si.

         Desse modo, o Espaço Matrix entra em seu período de férias, entendendo a importância dessa “Época de repouso”, na compreensão de que “o corpo humano não pode atuar com toda sua potencialidade sem períodos frequentes de repouso”.

Onde, “Férias” podem ser entendidas como “a mudança da rotina cotidiana que ajuda a restaurar o corpo, a mente e a disposição das pessoas.”

Lembrando que essas Férias, no sentido de permitir-se uma pausa para si, não significam, necessariamente, sairmos em um roteiro turístico pelo mundo afora, mas até podemos fazê-lo, desde que entendamos o princípio do “estar consigo, onde quer que se encontre”, tão bem definido pelo ZAZEN:

ZAZEN “quer dizer apenas que, se você permanece na própria fonte, sem deslocar-se para parte alguma, uma força imensa se levanta, uma transformação de energia em Luz e Amor, em uma vida maior, em compaixão, em criatividade. Ela pode assumir formas variadas.
Primeiramente, porém, você tem que aprender como permanecer na fonte. Depois, então, a fonte decidirá onde está o seu potencial. Você pode relaxar na fonte, e ela o levará ao seu próprio potencial.(*)

Aprendendo a “estar consigo onde quer que se encontre”, poderemos sentir a leveza das férias em quaisquer situações e contextos em que nos encontrarmos, até mesmo nas situações mais desafiadoras de nosso cotidiano.

E, desse modo retornarmos de nossas férias concretas, modificando o nosso “modus operandi” para entrar no estado de férias eternas que o “contato consigo” promove!!!

Nos vemos em agosto, desejando um ótimo período de “hibernação consciente” para o retorno em verdadeiro desfrute da vida!

(*)O Taro Zen, de Osho

Créditos da foto: Autor(a) Penvmbra 
blog br.olhares.com/arvore_de_inverno_foto2601170.html

29 de jun. de 2011

“Facilitadora relacional integrativa”, o que é isso?

Finalizando o conjunto de artigos lançados no mês de junho nesse blog e, em continuidade ao tema anterior denominado, “Missão pessoal”, o post dessa semana traz como tema:
“Facilitadora relacional integrativa”, o que é isso?

Essa é a minha função dentro do Espaço Matrix, no entendimento de que a Missão pessoal acontece quando nos aceitamos e, em conseqüência revelamos nossos talentos para servir ao próximo, independentemente da carreira que escolhemos como fonte dessa expressão. 
Contudo, podemos ampliar a percepção para o fato de que a nossa missão não está vinculada apenas à nossa vida profissional, mas também está presente em todas as funções que desempenhamos: como filhos, irmãos, esposa (o), pais, amigos, vizinhos, enfim, em todos os processos relacionais, a começar com a nossa relação consigo mesmo.

E, assim, formou-se essa nova atividade, alicerçada nos conceitos da Terapia Familiar Sistêmica e em vivências de cunho pessoal, onde atuo como facilitadora, no sentido de promover um movimento de harmonização relacional, a partir de oficinas lúdicas, como vocês já puderam constatar em alguns artigos anteriores, nesse blog.

O que faz uma facilitadora?
Uma facilitadora atua como ponte entre a informação e o sentido a que a informação servirá, particularmente, a cada necessidade pessoal, com a finalidade de auto-capacitar, promovendo a autonomia e o auto discernimento nas descobertas pessoais. 

         Qual o significado de Relacional e da função Integrativa, nesse contexto específico?
         Ampliar as percepções da totalidade nas relações, a começar pela percepção de si, integrando-a aos contextos relacionais mais amplos para que, com o resgate da integralidade e integridade do ser humano, ele possa realizar seus propósitos mais sublimes, de forma consciente e efetiva, manifestando todo seu potencial interno criativo.

         Pois, estamos inseridos dentro de processos relacionais amplos e interligados, tais quais as redes de um grande sistema, onde a responsabilidade individual estabelece o alicerce das bases da vida harmoniosa em sociedade.

         Entendendo que “para se relacionar de maneira saudável com outra pessoa é preciso, antes, estabelecer uma relação plena e feliz consigo mesmo”. (Yasuhiko Genku Kimura - Monge zen-budista)

         E, que é partir dessa ancoragem interior, que resgatamos o senso da totalidade, pois que “toda união entre as criaturas é, essencialmente, um reencontro consigo mesmo, uma fusão com aquele do qual nos separamos. É uma descoberta de si mesmo nos outros”. (Sri Aurobindo), conforme vimos no primeiro post desse blog.

“Espaço Matrix - um espaço de convivência; uma pausa para Ser.”

21 de jun. de 2011

Missão pessoal: “Qual é a tua obra?”

O post dessa semana traz como tema: “Missão pessoal: Qual é a tua obra?”, que sintetiza as reflexões que esse período proporcionou, vivenciados nos três artigos lançados nas semanas anteriores.

Pois, embora o tema sugira uma meta, que de tão grandiosa pareça tornar-se privilégio de poucos, ela está mais presente em nossas vidas de “cidadãos comuns” do que possamos imaginar.
Diante de tanta expectativa quanto à descoberta da nossa missão pessoal, muitas vezes nos sentimos acuados conforme sugeriu o artigo “Medo de voar?” – post que abriu o mês de junho - trazendo a lembrança de que no nosso processo de crescimento e evolução, podemos nos deparar com essa sensação de resistência ao novo, às mudanças de fase, neste percurso de descobertas pessoais.

Por vezes, almejamos tanto a realização da missão pessoal, que deixamos de perceber o óbvio, que ela está presente e é uma constante em nossas vidas, ainda que, na maior parte do tempo, em estado latente, mas com um incrível potencial de se realizar plenamente.

E um caminho para a realização da missão – “Real (nobre) ação” – se descortina, quando entendemos que as experiências que constituem a missão podem simplesmente ocorrer em ciclos de desenvolvimento “lentos e repetitivos’, como também podem ser re-atualizadas em nossa história de vida, impulsionando-nos, exponencialmente, nos ciclos espirais ascendentes, quando compreendemos e nos abrimos de forma receptiva ao fato de que “a vida é cheia de conclusões e novos começos... e, ao concluir isso, criamos condições para que alguma coisa nova possa começar”, sempre que assim permitirmos.

Então, surge - num novo nível de consciência, absorvido pela receptividade silenciosa - a confiança de que a vida nos apoiará na realização da nossa missão e, mais que isso, o entendimento de que ela sempre nos apoiou.

O artigo seguinte: “Vá, viva e transforme-se” nos impulsionou a olharmos nossos desafios sob a lente do observador - isento de julgamento e disposto a ser o agente transformador da própria vida - na finalidade de revelar a real identidade, os talentos natos que, conseqüentemente, vão reavivando o propósito de vida.

Isso nos fez perceber que, quando nos postamos com as lentes do observador esse processo se revela em simplicidade.
* E, que muitas vezes, complicamos a nossa vida ao nos distanciarmos dessa lente fundamental.
* E, que “Cultivando o Silêncio, acessamos a simplicidade do Ser” – tema do último post.
E, esse é o ponto-base para o alicerce da edificação da missão que se realiza a cada escolha consciente de manifestar a Harmonia interior. 

Dessa forma, me reporto a um artigo postado no blog de Carla Mago – querida amiga e arquiteta que promoveu a concretização do Espaço Matrix para a realização de minha missão - reavivando a lembrança da importância do trabalho como fonte de expressão de nossa missão por intermédio de nossos talentos e, não simplesmente como a realização da obra em si, quando ... “entendemos a Missão como uma metamorfose da substância do ser, a potencialização de um destino. Mais do que a relação com a Carreira, a aceitação de si. Pois, compreender e aceitar a si próprio é o mesmo que revelar a Missão, a vida verdadeira, o destino.
Onde: “A missão poderia também representar o momento da entrada do individuo na roda da existência humana com todo o seu potencial”, tal qual “a água, imagem do inconsciente; amorfa, mas fertilizadora, uma fonte potencial de força que sugere uma transmutação dos elementos ‘normais’ da personalidade (dos seus padrões limitados) em valores de vida acima daqueles que interessam à maior parte dos homens. Algo de mais profundo, mais autêntico, que ainda não tem fisionomia definida, exige ser reconhecido”.(Carlos Solano, em seu livro:  Feng Shui – Arquitetura Ambiental Chinesa) http://www.carlamago.com.br/blog/?p=2066

E, assim, finalizamos com a mesma indagação inicial,
 Missão pessoal: “Qual é a tua obra?”, lembrando que,
“A sua obra é muito mais ampla do que qualquer que seja a atividade que você realize em si mesma”, quando “nos damos conta do sentido do que estamos realizando”.
(Mario Sergio Cortella)

         Sugerimos para essa reflexão, a leitura do livro de Mario Sergio Cortella – “Qual é a tua obra? – Inquietações propositivas sobre gestão, liderança e ética” – indicada por um querido amigo, agradecendo a oportunidade de crescimento que as relações humanas promovem na realização de nossa missão pessoal.

“Eu Sou grato à Vida, à Luz e ao Amor”

** Foto do post - “Jino – A mensageira trazendo a valorização do seu trabalho em harmonia e equilíbrio” – um presente recebido por uma grande amiga, trazendo boas vibrações para o Espaço Matrix.

15 de jun. de 2011

Cultivando o Silêncio, acessando a simplicidade do Ser

O ser Essencial reside no interior de cada um de nós.
Esse ser é harmonia e perfeição, posto que é imagem e semelhança do seu Criador.


Na foto acima, o “Homem Vitruviano”, em detalhe, no centro da MANDALA UNIÃO – obra da artista plástica Kiki Stefani, feita para o Espaço Matrix – expressa esse potencial criativo latente de harmonia e perfeição em cada um de nós, que pode ser revelado a qualquer instante, no modo como nos relacionamos conosco e com as pessoas do nosso convívio, nessa oportunidade contínua que temos - por intermédio do nosso livre-arbítrio - de fazermos escolhas mais conscientes e, conseqüentemente mais harmoniosas.

            Entendemos que a partir do momento em que acessamos essa fonte de inspiração que reside em nossa Matriz Essencial, esse potencial se revela, espontaneamente, imprimindo esse padrão de proporções harmoniosas em nosso pensar, sentir e agir, tal qual a relação do artista com a sua “obra-prima”.

            Contudo, isso depende de nossas escolhas - que nem sempre são realizadas de forma consciente, apresentando-se vulneráveis nas situações em que apenas reagimos às circunstâncias da vida, revelando, nesse caso, que estamos distantes dessa Matriz Essencial que é atividade, ação e perfeição – e não reação.

Assim, quando a vida não se revela em harmonia, certamente, ela está nos sinalizando que os nossos padrões inconscientes reativos estão no comando, ou seja, estamos deixando a vida nos levar, ao invés de conduzi-la por intermédio do Ser Essencial como guia.

Temos “razões de sobra” para justificarmos a nossa postura reativa – e, muitas vezes repetitiva - onde a vilã, de um modo geral, se resume nas exigências externas que nos consomem o tempo.

Mas, ceder às exigências externas, sem um porto seguro - uma ancoragem interna - nos desequilibra, nos colocando à disposição das marés, distanciando-nos da almejada proporção de harmonia e perfeição - reflexo do equilíbrio.

Somos convidados então, a fazer diferente, onde novas posturas implicam em novos hábitos.

O intuito da Oficina: “Cultivando o Silêncio, acessando a simplicidade do Ser” é promover novos hábitos saudáveis na relação que estabelecemos conosco, incentivando uma pausa para si através da prática do silêncio interior como fonte de inspiração e sabedoria para transitarmos no mundo exterior com mais equilíbrio, discernimento e simplicidade, que se revelarão em atitudes mais assertivas no nosso dia-a-dia relacional, na escolha consciente de manifestar a Harmonia interior. 

8 de jun. de 2011

“Vá, Viva e Transforme-se”


Uma das criações de Wânia Rodrigues feita para o Espaço Matrix - em pintura nanquim – cujo tema é “Transformação” traz como mensagem uma das propostas do Espaço.
A sua obra está irradiando a virtude da Transformação na área do Feng-shui que corresponde aos relacionamentos, pois um dos propósitos do Espaço Matrix é harmonizar os relacionamentos, a partir da transformação interior.

Em inspiração sugestiva, o quadro inferior retrata a nossa origem na árvore da Vida nesta passagem em serviço que ora realizamos no planeta Terra.

As folhas que caem retratam o nosso processo de aprendizagem e amadurecimento, representando, analogamente, as lições que compõe nossa história de vida, onde as relações humanas atuam como a fonte de nosso aprendizado, trazendo as tarefas necessárias para nossa evolução.

Conforme as folhas amadurecem, após terem passado por seus ciclos naturais, únicos e intransferíveis, elas caem leves em direção ao solo, com a sabedoria de quem aceitou e realizou reverentemente sua missão.

Então... tal qual um processo alquímico, transformam-se em pássaros, agora livres para voar, prontas para o retorno, para a LIBERDADE que se consagra no quadro superior.

Assim, também, é o nosso processo de aprendizagem, amadurecimento e evolução, quando, por escolha, tomamos a vida por nossas próprias mãos, dispostos e disponíveis às transformações necessárias, para alçarmos vôo em liberdade.

 Pode não parecer tão simples como parece ser no processo das folhas, mas isso dependerá do ponto de vista do observador.
E quando nos postamos com as lentes do observador esse processo se revela em simplicidade, pois o observador é aquele que está participando da cena em plena atenção, ou seja, consciente, desvinculado das emoções e pensamentos improdutivos como o julgamento ou a crítica. E, é essa Consciência que ilumina e esclarece os pontos aparentemente obscuros do nosso aprendizado, nem sempre vistos como oportunidade evolutiva, fazendo da vida um processo menos doloroso, mais leve e natural.

O filme “Va, vis et devient” – ‘Vá, viva e transforme-se’ é uma sugestão de reflexão para essa empreitada que pertence a todos nós, pois representa através da vida do personagem Scholomo, essa trajetória de nossa passagem na Terra, com nossos desafios pessoais, únicos e intransferíveis, em busca da descoberta de nossa identidade, de nosso propósito no mundo e de nossa transformação nesse processo.

“Viemos”.
Portanto, “vivamos” para a alquimia da “transformação”
...
que nos impulsionará à liberdade dos pássaros representados na tela de Wânia Rodrigues!


1 de jun. de 2011

Medo de voar?

Como reagimos diante do novo, de novas experiências?
O que nos paralisa diante do desconhecido? O que nos limita?
Como reagimos diante de circunstâncias-desafio?
O que nos faz superá-los?

A Oficina Desafio: “Reconhecendo as Bases da Estabilidade” promove a observação de como estão alicerçados os pilares da estabilidade em nossa vida material, ampliando a percepção para o fato de que a verdadeira estabilidade na vida material está além da segurança sócio-econômica, ao mesmo tempo em que a sua conquista consiste no estabelecimento do alicerce, do patamar-base para alçarmos vôos mais elevados.

Contudo, o desafio maior está no exercício de ser seu auto-observador no propósito de trazer a luz da consciência como fonte de superação nos desafios diários.

Lembro-me de uma situação observada no espaço físico que hoje se transformou no “Espaço Matrix”, ocorrido com um pequeno pássaro que iniciava seu aprendizado no processo de decolagem.

Inicialmente ele piava “choroso”, resistindo à nova experiência, revelando o medo de voar.

Em seguida, começou a saltitar, testando sua “máquina de vôo” como quem busca a resposta para o presente desafio, capacitando-se para enfrentar o medo que aquela situação fez revelar.
Em poucos instantes, após acalmar-se, intuitivamente, começou a bater as asinhas e aventurou-se a voar em várias tentativas, mas todas sem êxito. Parecia ainda não acreditar na sua capacidade, apesar de, em raros momentos, ter acessado sua intuição nata.

Parecia-me que, quando tomado pelo medo, perdesse essa conexão natural com sua fonte intuitiva e então paralisava e piava.

Sua mãe sobrevoava em vôos rasantes, piando forte, entendendo que aquele desafio era de seu filhote, porém incentivando-o, sem desistir.

Tive vontade de intervir, como mãe super-protetora que era - em maior intensidade que hoje, pois estou em processo de aprendizagem – porém, contive-me a observar e aprender com aquele rico momento.

Então, quando menos se esperava, ele alçou vôo em ação inteligente, respondendo à sua intuição, superando seu desafio para atingir um novo nível de “consciência”, em seu vôo de liberdade.

Assim também, acontece conosco.

A diferença reside num elemento denominado intelecto, que pode atuar tanto como nosso aprisionador, quanto como nosso redentor.

O exercício da auto-observação proposto na referida oficina busca ampliar a nossa percepção no sentido de acessarmos o nosso “redentor” para podermos alçar vôos cada vez mais elevados, tal qual o nosso amiguinho.